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julho 19, 2013
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A Prefeitura de São Bernardo do Campo ignora a PNRS e investe na queima do lixo, podendo tirar o emprego de centenas de catadores na região.

Incinerar resíduos sólidos urbanos é o mesmo que queimar o seu dinheiro!

A Prefeitura de São Bernardo do Campo ignora a PNRS andando na contramão da sustentabilidade para investir na queima do lixo. O impacto social imediato é o desemprego de centenas de catadores na região.

A gestão pública pretende investir inicialmente R$ 600 milhões na construção de um incinerador para os resíduos sólidos urbanos. Como o projeto supera com folga a capacidade de geração do município, provavelmente terá que importar resíduos dos municípios vizinhos.

A incineração do lixo urbano antes de tudo é um DESCASO COM OS CATADORES, mas também o desperdício descomunal de matéria prima. Em outras palavras, é dinheiro sumindo pelo ralo!

Na contramão da sustentabilidade

Considerando que o lixo é composto basicamente de uma fração orgânica, reciclável e a dos rejeitos, e a parte reciclável contêm maior poder calorífico.

Veja o vídeo abaixo e entenda mais sobre o caso:

Existem então dois cenários consideráveis com este conceito:

Existem então dois cenários consideráveis com este conceito:

1º Retirar a parte reciclável para integrar os catadores de lixo.

Neste caso, os resíduos restantes teriam uma alta umidade, portando baixo poder de combustão. Uma central teria então que comprar gás natural para poder manter sua potência elétrica constante e assim evitar problemas técnicos. Essa solução ficaria extremamente cara ao município. Além de investir em um incinerador, ainda vai precisar de combustível extra para se manter em operação.

São 59 páginas bastante ilustradas e com links para alguns vídeos exclusivos. O conteúdo do eBook abrange A biodigestão anaeróbia, Fatores que influem na produção de biogás, As fases da biodigestão anaeróbia com informações detalhadas sobre a Hidrólise, Acidogênese, Acetogênese, Metanogênese e Sulfatogênese.

1º Retirar a parte reciclável para integrar os catadores de lixo.

Neste caso, os resíduos restantes teriam uma alta umidade, portando baixo poder de combustão. Uma central teria então que comprar gás natural para poder manter sua potência elétrica constante e assim evitar problemas técnicos. Essa solução ficaria extremamente cara ao município. Além de investir em um incinerador, ainda vai precisar de combustível extra para se manter em operação.

2º Manter a parte reciclável e fechar as portas para os catadores

Para manter o poder calorífico dos resíduos, a central queimaria também todos os resíduos recicláveis. Esta escolha desobedece vários princípios, veja alguns:

  • Ignora a Ordem de prioridade no gerenciamento de resíduos sólidos estabelecida no Art. 9° da Política Nacional de Resíduos Sólidos. A saber: Não Geração, Redução,Reutilização,Reciclagem, Tratamento e Disposição Final ambientalmente adequada dos resíduos. A incineração é uma forma de tratamento térmico;
  • Tira o emprego de centenas de catadores de material reciclável ou reutilizável;
  • A energia gerada no processo de queima é menor do que a energia necessária para fabricar a matéria prima dos produtos que foram queimados, dando um balanço geral negativo de energia;
  • Contraria os princípios de sustentabilidade no sentido que para fabricar novos produtos, e necessários extrair mais matéria prima da natureza.
  • Entre outros …

A Alemanha investe pesado em tecnologias de reaproveitamento de resíduos e brevemente podem se tornar grandes exportadores de matérias prima. Como por exemplo o ouro, alumínio, ferro, etc. Sem sequer ter uma mina própria, no setor conhecido como economia circular. Produtos reciclados são conhecidos em países de primeiro mundo como “Matéria Prima Secundária”.

Se a população não se manifestar, São Bernardo do Campo pode se tornar mais um exemplo de desperdício de dinheiro público. Estudos apontam que no máximo R$ 50 milhões, poderia ser construído um parque industrial com biodigestor e centrais de reciclagem. Ou seja, apenas 8% do valor que a prefeitura gastaria com o incinerador. Assim  São Bernardo do Campo se tornaria um exemplo de gestão ambiental, do dinheiro público e, principalmente com a CAUSA DOS CATADORES.

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About gleysson

gleysson

Sou especialista em transformar problemas ambientais em negócios sustentáveis. Formado em Dip. Ing. Verfahrenstechnik (Eng. Química) pela Universidade de Ciências Aplicadas de Frankfurt/M na Alemanha com especialização e experiência em Tecnologias para geração de Energia e Engenharia Ambiental. Larga experiência em Resíduos Sólidos com foco em Biodigestores Anaeróbios

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