abril 16, 2014
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Aquecimento global

A física do processo do aquecimento global é bem conhecida há muitas décadas. O aumento da eficiência da estufa da Terra produz um aquecimento que pode ser expresso em termos da potência (energia por unidade de tempo) equivalente. Atualmente, esse aquecimento corresponde a cerca de 2 watts por metro quadrado da superfície: é como se ligássemos um aquecedor de radiação, com potência de 2 watts, para cada metro quadrado da superfície do planeta e os deixássemos ligados por muitas décadas. É relativamente fácil estimar o aumento de temperatura resultante, pois tal aumento é igual ao total de energia (potência multiplicada pelo tempo do aquecimento, expressa em watt/hora) dividido pela capacidade calorífica do objeto que está sendo aquecido. No caso do planeta Terra, e considerando que o solo é mau condutor de calor, serão aquecidos essencialmente os oceanos. A capacidade calorífica é igual ao volume de água dos oceanos multiplicado pelo seu calor específico, ambos bem conhecidos.

Esse raciocínio permitiu que a Academia de Ciências da Suécia, em 1971, em relatório intitulado Study of Man’s Impact on Climate, recentemente republicado pela MIT Press, apresentasse uma estimativa da magnitude do aumento de temperatura da superfície do planeta como resultado do aumento da concentração do dióxido de carbono na atmosfera pela ação do homem. No entanto, o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima das Nações Unidas, que avalia periodicamente o estado do conhecimento sobre o tema (1990, 1995, 2001 e 2007), só em fevereiro de 2007 concluiu de forma inequívoca a mudança do clima.

Como acontece o Aquecimento Global (Fonte: U.S Environmental Protection Agency)

Como acontece o Aquecimento Global (Fonte: U.S Environmental Protection Agency)

Ocorre que a mudança do clima não pode ser observada diretamente. Podemos observar o clima em sua totalidade. O clima observado inclui o efeito do aumento da concentração dos Gases do Efeito Estufa – GEE pela ação do homem, mas inclui também muitos outros efeitos, alguns naturais e outros devidos ao homem, mas que não são devidos a GEE. Esses outros efeitos são os seguintes:

  • O efeito de erupções vulcânicas que, ao injetarem cinzas na estratosfera, onde permanecem poucos anos, causam um resfriamento da superfície terrestre;
  • O efeito da variabilidade da radiação solar;
  • O efeito de material particulado (aerossóis) colocados na atmosfera pela ação do homem. Dependendo do espectro de tamanho das partículas, os aerossóis resfriam ou aquecem a superfície da Terra. Como exemplos do primeiro caso podemos citar os aerossóis resultantes da queima de combustíveis fósseis que contêm enxofre, as cinzas de queimadas, etc. e como exemplo do segundo temos o negro de fumo resultante do uso de diesel em motores mal regulados, etc;
  • O efeito de GEE não controlados pela Convenção do Clima ou por seu Protocolo de Quioto, mas pelo Protocolo de Montreal, porque, apesar de serem GEE, também destroem a camada de ozônio, como os Clorofluorocarbonos e os Hidroclorofluorocarbonos – CFC e HCFC;
  • As mudanças no ozônio estratosférico devido à ação do homem, tanto ao produzir o buraco na camada de ozônio, o que causa resfriamento, quanto ao eliminá-lo, o que causa aquecimento;
  • O ozônio troposférico resultante da ação do homem, mas de duração muito breve na atmosfera;
  • Variações do clima como resultado das instabilidades decorrentes da não linearidade do sistema climático e que produzem oscilações com periodicidade não bem definida, como aquelas que constituem o efeito do fenômeno El Niño.

É importante mencionar a definição de mudança do clima adotada no Artigo 2º da Convenção, que é portanto aplicável ao Protocolo de Quioto. Mudança do clima é a diferença entre o clima com e sem o aumento – produzido pelo homem – da concentração atmosférica dos GEE não controlados pelo Protocolo de Montreal.

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Assim, o Protocolo de Quioto e, portanto, o seu Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, trata, principalmente, da emissões dos seguintes gases de efeito estufa, entre outros:

  • Dióxido de carbono (CO2)
  • Metano (CH4)
  • Óxido nitroso (N2O)
  • Perfluorocarbonos (PFC)
  • Hidrofluorocarbonos (HFC)
  • Hexafluoreto de enxofre (SF6)

As principais atividades humanas que geram emissões de GEE são: geração de energia pela queima de combustíveis fósseis (carvão mineral, petróleo e gás natural), desmatamento e produção de cimento, que produzem emissões de dióxido de carbono; decomposição anaeróbica de matéria orgânica, que produz emissões de metano em aterros sanitários e na pecuária; uso de fertilizantes nitrogenados, que produz emissões de óxido nitroso; e processos industriais que produzem emissões de perfluorocarbonos, hidrofluorocarbonos e hexafluoreto de enxofre.

Sob o ponto de vista da detecção da mudança do clima, e já que o fenômeno não pode ser observado diretamente, a única opção que resta, para efeito de comparação com as observações, é entender e simular a evolução do clima com todos os efeitos mencionados acima. Ao longo dos anos, e como resultado de um intenso esforço mundial de pesquisa, foi possível aperfeiçoar de forma significativa a capacidade de modelagem do clima. A maior dificuldade ocorreu no caso dos aerossóis, porque o seu efeito depende muito do espectro de tamanho de suas partículas, altamente variável, e de sua distribuição espacial e temporal, também muito variável. E o efeito dos aerossóis está longe de ser desprezível no balanço de radiação da atmosfera. Com o aperfeiçoamento da capacidade de simulação do clima com modelos, foi possível reproduzir com maior fidelidade o clima do século passado, levando-se em conta a mudança do clima e todos os demais fatores relevantes.

O primeiro relatório de avaliação científica do IPCC, de 1990, continha a afirmação de que a detecção inequívoca da mudança do clima ainda tardaria mais de uma década – e foi isso que realmente ocorreu. Essa previsão pôde ser feita porque, uma vez conhecida a previsão da mudança do clima – meio grau Celsius até o final do século 20 –, e conhecendo-se a variabilidade do clima, concluiuse que a detecção inequívoca somente ocorreria quando a mudança do clima fosse maior do que a variabilidade natural, o que só ocorreria por agora. E assim foi, conforme a literatura científica resumida no Quarto Relatório de Avaliação Científica do IPCC, publicado em 2007.

Discussões

O aquecimento global gera muitas discussões em todo o mundo. São diversos os cientistas que afirmam que o fenômeno existe assim como que nao existe. Nos vídeos abaixo, vamos ver duas versões sobre o mesmo tema.

Entrevista do Prof. Dr. Ricardo Augusto Felício sobre a farsa do Aquecimento Global

Trabalho do estudante Pirulla que entrevista vários profissionais que defendem que a existência do fenômeno.

E você, o que acha?

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About gleysson

gleysson

Sou especialista em transformar problemas ambientais em negócios sustentáveis. Formado em Dip. Ing. Verfahrenstechnik (Eng. Química) pela Universidade de Ciências Aplicadas de Frankfurt/M na Alemanha com especialização e experiência em Tecnologias para geração de Energia e Engenharia Ambiental. Larga experiência em Resíduos Sólidos com foco em Biodigestores Anaeróbios

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