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dezembro 11, 2013
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Biodigestor Indiano

O biodigestor de campânula flutuante, também conhecido como Biodigestor Indiano, é composto de uma câmara de digestão e de um depósito de gás móvel e caracteriza-se por possuir uma campânula como gasômetro, a qual pode estar mergulhada sobre a biomassa em fermentação, ou em um selo d’água externo, e uma parede central que divide o tanque de fermentação em duas câmaras. Este flutua diretamente sobre o lodo em digestão ou em um selo hídrico. O fato de o gasômetro estar disposto ou sobre o substrato ou sobre o selo d’água, reduz as perdas durante o processo de produção do gás.

O modelo indiano possui pressão de operação constante, ou seja, à medida que o volume de gás produzido não é consumido de imediato, o gasômetro tende a deslocar-se verticalmente, aumentando o volume deste, portanto, mantendo a pressão no interior deste constante.

A função da parede divisória faz com que o material circule por todo o interior da câmara de fermentação.

Este modelo pode ser operado como um biodigestor contínuo com descarga automática, dispensando o tanque de compensação. Estes equipamentos apresentam alto custo de construção, devido à necessidade da campânula, geralmente metálica que entra em corrosão resultando uma vida útil curta, em torno de cinco anos. Com isso, o Biodigestor Indiano apresenta também altos custos de manutenção e tem a necessidade periódica de pintura da campânula.

Quando construído, apresenta o formato de um poço. Movimenta-se para cima e para baixo de  acordo com a produção de biogás. Ocupa pouco espaço e a  construção, por ser subterrânea, dispensa o uso de reforços, tais como cintas de concreto. Caso a cúpula seja de metal,  deve-se fazer uso de uma boa pintura com um antioxidante.

A figura abaixo representa o esquema estrutural de um biodigestor modelo Indiano, utilizado para a produção de biogás e biofertilizante, aonde observa-se a presença das caixas de entrada e saída, utilizadas para abastecimento de dejetos e retirada do biofertilizante, respectivamente.

Esquema e funcionamento de um Biodigestor Indiano

Esquema e funcionamento de um Biodigestor Indiano

Professor Amarildo Ferrari

Você aprenderá sobre A Política Nacional dos Resíduos Sólidos, Elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), Acondicionamento e tipos de Resíduos, Tratamento e disposição final dos Resíduos, A logística reversa e a Situação dos resíduos sólidos no Brasil

O resíduo a ser utilizado para alimentar o biodigestor indiano, deverá apresentar uma concentração de sólidos totais (ST) não superior a 8%, para facilitar a circulação do resíduo pelo interior da câmara de fermentação e evitar entupimentos dos canos de entrada e saída do material. O abastecimento também deverá ser contínuo, ou seja, geralmente é alimentado por dejetos bovinos e/ou suínos, que apresentam uma certa regularidade no fornecimento de dejetos.

A figura abaixo mostra a representação tridimensional em corte do Biodigestor Indiano

Foto tridimensional de um Biodigestor Indiano

Foto tridimensional de um Biodigestor Indiano

Do ponto de vista construtivo, apresenta-se de fácil construção, contudo o gasômetro de metal pode encarecer o custo final, e também à distância da propriedade pode dificultar e encarecer o transporte inviabilizando a implantação deste modelo de biodigestor.

Por ser um biodigestor que fica no subsolo, é preciso ter cuidado, evitando infiltração no lençol freático.

No modelo de Biodigestor Indiano, não existe automação e o controle do processo ocorre de forma natural.

A Índia foi o primeiro país a instalar biodigestores em massa para a produção de biogás. A primeira unidade foi construída por volta de 1.908. Em 1.951 ano que o Governo criou um programa para a implantação de biodigestores existiam cerca de 1.950 biodigestores no país. Após 40 anos, o número de biodigestores na Índia já passava de 160 mil unidades instaladas.

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About gleysson

gleysson

Sou especialista em transformar problemas ambientais em negócios sustentáveis. Formado em Dip. Ing. Verfahrenstechnik (Eng. Química) pela Universidade de Ciências Aplicadas de Frankfurt/M na Alemanha com especialização e experiência em Tecnologias para geração de Energia e Engenharia Ambiental. Larga experiência em Resíduos Sólidos com foco em Biodigestores Anaeróbios

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