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novembro 9, 2014
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Biodigestores Urbanos no Brasil

O biodigestor urbano é atualmente a maneira economicamente mais viável para o tratamento de resíduos sólidos orgânicos urbanos

Apesar de demorar mais do que o necessário, os efeitos da Política Nacional de Resíduos Sólidos brasileira já demonstra para que veio. Ao seguir as determinações da Lei 12.305/2010 e deixar claro que a prefeitura não mais fará a coleta e destinação final dos resíduos de empresas que geram grandes quantidades, o país abre as portas para o desenvolvimento sustentável na sua forma mais adequada. Com isso, os Biodigestores Urbanos no Brasil prometem se tornar muito movimentar a partir de agora, a nova onda de empreendimentos pelo país.

Cidades como Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro já adotaram as medidas e limitam a coleta de resíduos sólidos de empresas. Em Salvador, empresas que geram mais de 300 litros por dia são obrigadas a dar destinação final ambientalmente adequada dos seus resíduos. Em São Paulo e Rio de Janeiro, a legislação é mais dura e atinge empresas que gerem 200 e 150 l/d respectivamente.

Até agora, como a prefeitura era responsável pela coleta, era necessário publicar licitação pública para contratar uma empresa privada para fazer o serviço na cidade. Com a adaptação a Lei Federal isso tende a acabar já que as empresas não precisam do processo licitatório e podem contratar conforme o seu critério deixando para as prefeituras somente os resíduos domésticos e de limpeza urbana.

Assim como na Europa, a tendência a partir de agora é essas empresas se unirem em busca de uma solução rápida e economicamente viável. A solução encontrada na Alemanha é a criação de uma empresa especializada que se responsabilize pela coleta e destinação dos resíduos, o que fatalmente se concretiza com a implantação de biodigestores urbanos como o da cidade de Marl que emprega cerca de 120 funcionários diretamente e trata os resíduos urbanos de feiras, restaurantes, mercados, entre outros de cidades em um raio de 150 km.

Os resíduos sólidos urbanos orgânicos tem a característica de possuírem impurezas como plásticos, madeira e embalagens em geral. Em alguns casos, esse resíduos pode estar extremamente misturado com todos os outros tipos de resíduos da cidade. Se faz necessário, além da triagem que pode ser feita por catadores, também uma separação automática para eliminar partículas de resíduos a partir de 2 mm, mantendo a pureza necessária para que o processo tecnológico funcione corretamente e promova a viabilidade econômica do projeto. Na Alemanha o custo específico de Biodigestores Urbanos tendem a ser bem mais alto do que o de biodigestores rurais, onde os resíduos chegam puros.

Para viabilizar tais investimentos é necessário ter condições legais e financeiras no município como a própria existência de um Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, conforme as exigências da Lei 12.305/2010 que deixe claro como o Município pretende tratar seus resíduos. A existência do PMGIRS demonstra que a gestão pública local leva o tema a sério e serve de base de pesquisa para investidores dessa área, que buscam solidez e transparência no empreendimento.

Professor Amarildo Ferrari

Você aprenderá sobre A Política Nacional dos Resíduos Sólidos, Elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), Acondicionamento e tipos de Resíduos, Tratamento e disposição final dos Resíduos, A logística reversa e a Situação dos resíduos sólidos no Brasil

Aprenda a ter um negócio de sucesso com resíduos no Portal Resíduos SólidosA viabilidade econômica de um Biodigestor Urbano depende de fatores como o preço praticado para venda de energia elétrica, energia térmica e biofertilizantes, além da taxa para o tratamento dos resíduos orgânicos. Como esses fatores são específicos de cada região, há de se fazer um estudo de viabilidade para cada projeto.

Além disso, a administração pública pode facilmente influenciar na viabilidade econômica do projeto através da manutenção de valores de energia, priorização da forma de tratamento, concessão de áreas físicas para o projeto que varia normalmente entre 1 e 2 hectares, garantia da compra de energia térmica e elétrica, garantia de fornecimento de seus resíduos, determinações legais para o tratamento de resíduos orgânicos pelo processo de biodigestão, redução de impostos, entre outros. Em contrapartida, a prefeitura pode exigir que o empresário integre os catadores e população de baixa renda no processo de separação dos resíduos assim como ofereça a população local, possibilidades de qualificação técnica para a promoção profissional da mão de obra local. Em alguns empreendimentos, os ganhos derivados com venda de créditos de carbono são doados a gestão pública municipal.

Os empresários e investidores do Brasil e do exterior, começam a se interessar por projetos como esse quando visualizam essas características e na maior parte dos projetos, a prefeitura não precisa investir nenhum recurso financeiro.

No vídeo abaixo é possível ver um pouco mais sobre o tema

Consultoria

O estudo de viabilidade econômica de um projeto como esse, requer profissional com qualificação específica. Através da elaboração de um Plano de Negócio, oferecemos os estudos de viabilidade técnica, econômica, dimensionamento do biodigestor, cálculo da área necessária, modos de financiamento, busca por investidores em nossa rede de trabalho no Brasil e no mundo, assim como toda a assistência necessária para a condução do projeto desde a fase do planejamento até a construção e operação dessas centrais. Escreva para nossa empresa EnviTeSB Ltda através do email [email protected] para receber mais informações sobre o tema.

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About gleysson

gleysson

Sou especialista em transformar problemas ambientais em negócios sustentáveis. Formado em Dip. Ing. Verfahrenstechnik (Eng. Química) pela Universidade de Ciências Aplicadas de Frankfurt/M na Alemanha com especialização e experiência em Tecnologias para geração de Energia e Engenharia Ambiental. Larga experiência em Resíduos Sólidos com foco em Biodigestores Anaeróbios

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