CDR – COMBUSTÍVEL DERIVADO DE RESÍDUOS – O QUE É

O Combustível Derivado de Resíduos (CDR) é uma solução inovadora para gerar energia a partir de resíduos não recicláveis. Transformando materiais como plásticos, papel e madeira em combustível, o CDR oferece uma alternativa energética, reduzindo a dependência de fontes fósseis e diminuindo o volume de resíduos em aterros, contribuindo para uma gestão ambiental mais eficiente.
O que é CDR - Combustível derivado de resíduos? Como é feito o CDR? Quais são as aplicações do CDR? Que tipo de resíduos servem para fazer CDR? Quais são as vantagens do CDR? Quais são as desvantagens do CDR? 

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O Combustível Derivado de Resíduos (CDR) representa uma abordagem inovadora para a gestão de resíduos, transformando materiais descartados em uma fonte de energia útil. Anualmente, a geração global de resíduos sólidos urbanos ultrapassa 2 bilhões de toneladas, um volume que continua a crescer devido ao aumento da população e ao consumo urbano. Esses resíduos, compreendendo materiais orgânicos, plásticos, papel, vidro e outros, frequentemente acabam em aterros sanitários ou são incinerados, processos que podem causar danos ambientais significativos. O CDR surge como uma alternativa viável, convertendo esses resíduos em combustível para geração de energia, reduzindo a dependência de fontes de energia fósseis e minimizando o impacto ambiental dos aterros.

No entanto, a utilização do CDR também apresenta desafios e conflitos, especialmente em relação à reciclagem. A reciclagem, uma prática amplamente incentivada para a gestão sustentável de resíduos, pode entrar em conflito com a produção de CDR. Isso ocorre porque a produção de CDR muitas vezes envolve o uso de materiais que poderiam ser reciclados. Este conflito de interesse gera um dilema: priorizar a reciclagem, que visa o reaproveitamento de materiais, ou a produção de CDR, que busca a conversão de resíduos em energia. Essa dicotomia levanta questões importantes sobre a sustentabilidade a longo prazo e a eficiência na gestão de resíduos.

Nesse contexto, a regulamentação do mercado de resíduos torna-se crucial para balancear essas duas abordagens. Políticas e regulamentações claras são necessárias para definir o que pode ser feito com os resíduos, priorizando a hierarquia de gestão de resíduos: redução, reutilização, reciclagem e, por fim, recuperação, incluindo a produção de CDR. Essas regulamentações devem incentivar práticas que maximizem a eficiência dos recursos e minimizem o impacto ambiental. Isso inclui estabelecer critérios para seleção de resíduos adequados para CDR, garantindo que materiais recicláveis de alto valor não sejam desviados para a produção de combustível. Além disso, é essencial a implementação de padrões rigorosos para controle de emissões e qualidade do combustível produzido, assegurando que a utilização do CDR seja ambientalmente responsável e sustentável. A regulamentação efetiva nesse setor não só promoverá a gestão de resíduos mais sustentável, mas também fomentará a inovação e o desenvolvimento de tecnologias mais limpas e eficientes na produção de energia a partir de resíduos.

O que é CDR – Combustível derivado de resíduos? 

O Combustível Derivado de Resíduos (CDR) é uma solução inovadora na gestão de resíduos, transformando materiais descartados em uma fonte alternativa de energia. Composto principalmente por resíduos não perigosos que não são facilmente recicláveis ou compostáveis, o CDR oferece uma maneira de reduzir o volume de resíduos enviados para aterros sanitários e de gerar energia de uma forma mais sustentável.

O Combustível Derivado de Resíduos (CDR), criado a partir de materiais com alto poder calorífico como plásticos e madeira, oferece uma alternativa eficiente aos combustíveis fósseis. Transformando resíduos não recicláveis em energia, o CDR contribui para a redução de aterros, promovendo uma gestão ambiental mais sustentável e uma economia circular.
Utilizando resíduos de alto poder calorífico, o CDR apresenta uma solução energética inovadora. Ao converter plásticos e outros materiais não recicláveis em combustível, ele minimiza a dependência de fontes tradicionais de energia, ajudando na gestão eficaz de resíduos e na redução das emissões de carbono.

A composição do CDR pode variar significativamente dependendo da fonte e do tipo de resíduos processados. Geralmente, inclui uma mistura de plásticos, papel e papelão não recicláveis, madeira, têxteis, e resíduos biodegradáveis. Estes materiais são selecionados por suas propriedades caloríficas, ou seja, sua capacidade de produzir energia durante a queima. Por exemplo, os plásticos, devido ao seu alto conteúdo calórico, são componentes valiosos no CDR, proporcionando uma quantidade significativa de energia quando queimados.

O processo de produção do CDR envolve várias etapas. Primeiramente, os resíduos são coletados e transportados para uma instalação de processamento, onde são separados e classificados. Materiais não utilizáveis, como resíduos orgânicos úmidos ou materiais perigosos, são removidos. O que resta é então triturado e processado em um combustível homogêneo. Este processo não só minimiza o volume de resíduos, mas também otimiza as propriedades energéticas do material resultante.

A principal vantagem do CDR reside em sua capacidade de substituir combustíveis fósseis convencionais em instalações industriais, como cimenteiras e usinas de energia. Ao utilizar o CDR, essas instalações podem reduzir sua dependência de carvão, petróleo ou gás natural, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Além disso, o uso do CDR ajuda a preservar recursos naturais, oferecendo uma maneira de reutilizar materiais que de outra forma seriam desperdiçados.

Contudo, é importante notar que o CDR deve ser produzido e utilizado de acordo com regulamentações ambientais rigorosas para garantir a redução de emissões nocivas e a proteção da saúde pública. A qualidade do CDR e as tecnologias de combustão utilizadas são cruciais para maximizar seus benefícios ambientais e energéticos. Portanto, a produção e o uso do CDR representam um equilíbrio entre a gestão eficiente de resíduos e a geração sustentável de energia.

Como é feito o CDR – Combustível derivado de resíduos? 

A produção do Combustível Derivado de Resíduos (CDR) é um processo complexo que transforma resíduos diversos em uma fonte de energia utilizável.

No desenvolvimento do CDR, a inovação tecnológica desempenha um papel crucial. Métodos como a secagem e a pelotização são essenciais para aumentar o poder calorífico dos resíduos, enquanto tecnologias de controle de emissões asseguram que sua queima seja ambientalmente responsável. Estas tecnologias são fundamentais para otimizar a eficiência energética e minimizar impactos ambientais.
As tecnologias de produção de CDR envolvem processos avançados de triagem e tratamento de resíduos. Utilizando técnicas como separação magnética e trituração, transformam-se resíduos mistos em um combustível uniforme e eficiente. Estas tecnologias permitem a maximização do potencial energético dos resíduos, contribuindo significativamente para a gestão sustentável de resíduos urbanos.

Este processo envolve várias etapas críticas, desde a seleção e coleta de resíduos até a sua conversão final em combustível. Vamos detalhar estas etapas:

  • Seleção e Coleta de Resíduos: O primeiro passo na produção do CDR é a seleção cuidadosa dos resíduos. Idealmente, são escolhidos resíduos que não são facilmente recicláveis ou compostáveis, mas que possuem um alto poder calorífico, como plásticos, papel, papelão, madeira e certos tipos de têxteis. É importante que os resíduos selecionados estejam livres de contaminantes perigosos e de materiais que possam prejudicar a qualidade do combustível final.
  • Pré-tratamento e Triagem: Após a coleta, os resíduos são transportados para uma instalação de processamento onde passam por um pré-tratamento. Nesta fase, ocorre a remoção de materiais inadequados, como metais, vidro e resíduos orgânicos excessivamente úmidos. A triagem pode ser feita manualmente ou com a ajuda de tecnologias como separação magnética, peneiras e sistemas de sopro.
  • Trituração e Homogeneização: Os resíduos triados são então triturados para reduzir seu tamanho e criar uma mistura homogênea. Isso facilita a manipulação do material e melhora a eficiência do processo de combustão. O tamanho das partículas após a trituração é um fator crucial, pois influencia a densidade e a combustibilidade do CDR.
  • Secagem: Dependendo da umidade dos resíduos, pode ser necessário um processo de secagem. Reduzir a umidade é essencial para aumentar o poder calorífico do combustível final.
  • Compactação e Pelotização: Após a trituração e secagem, os resíduos são frequentemente compactados ou pelotizados para aumentar a densidade energética e facilitar o transporte e armazenamento. Os pellets ou briquetes de CDR são mais fáceis de manusear e podem ser queimados de maneira mais controlada e eficiente.
  • Controle de Qualidade: Antes de serem utilizados, os lotes de CDR passam por rigorosos testes de controle de qualidade para assegurar que atendam aos padrões específicos de poder calorífico, teor de umidade, e ausência de contaminantes.
  • Armazenamento e Transporte: Finalmente, o CDR é armazenado em condições que evitam a degradação e é transportado para locais onde será utilizado como combustível, como em fábricas de cimento ou usinas de energia.

A produção de CDR, portanto, não apenas ajuda a reduzir o volume de resíduos destinados a aterros sanitários, mas também fornece uma alternativa energética potencialmente mais sustentável em comparação com os combustíveis fósseis. No entanto, é crucial que este processo seja realizado de acordo com regulamentações ambientais estritas para minimizar impactos negativos no meio ambiente e na saúde humana.

Quais são as aplicações do CDR? 

O Combustível Derivado de Resíduos (CDR) tem várias aplicações práticas, principalmente como alternativa aos combustíveis fósseis tradicionais em diversos setores industriais.

As usinas de CDR representam um avanço na gestão de resíduos, transformando materiais não recicláveis em fonte de energia. Com sistemas de controle de qualidade rigorosos, estas usinas ajudam a minimizar a dependência de combustíveis fósseis, promovendo uma alternativa mais sustentável para a produção de energia.
Usinas de CDR são instalações onde resíduos são convertidos em energia. Equipadas com tecnologia avançada para processamento e queima de resíduos, estas usinas desempenham um papel crucial na redução de aterros e na geração de energia sustentável, ao mesmo tempo em que enfrentam o desafio de gerenciar emissões e impactos ambientais.

Suas aplicações mais comuns incluem:

  • Produção de energia: O CDR é frequentemente utilizado em usinas de energia para a produção de eletricidade. Ele pode ser queimado sozinho ou co-queimado com outros combustíveis, como carvão, para gerar energia.
  • Indústria de cimento: Uma das aplicações mais significativas do CDR é na indústria de cimento. As fábricas de cimento requerem grandes quantidades de energia, e o CDR pode ser usado nos fornos de cimento como uma fonte de energia alternativa, reduzindo a necessidade de combustíveis fósseis como o carvão.
  • Aquecimento Industrial: Em alguns casos, o CDR é utilizado para fornecer calor para processos industriais. Isso pode incluir a geração de vapor ou o aquecimento direto necessário em várias indústrias, como a química, a metalúrgica ou a de alimentos.
  • Geração de Calor para Distritos ou Edifícios: O CDR pode ser usado em sistemas de aquecimento centralizado para fornecer calor a edifícios residenciais ou comerciais, especialmente em regiões onde tais sistemas são comuns.
  • Aplicações Especiais: Em alguns casos, o CDR pode ser utilizado em aplicações específicas que exigem grandes quantidades de energia térmica, como em algumas operações de mineração e metalurgia.

É importante destacar que o uso do CDR como fonte de energia precisa ser cuidadosamente gerenciado para minimizar impactos ambientais, especialmente em relação às emissões de gases de efeito estufa e poluentes atmosféricos. A utilização do CDR deve sempre estar em conformidade com regulamentações ambientais rigorosas para assegurar uma gestão sustentável e responsável dos recursos e do meio ambiente.

Que tipo de resíduos servem para fazer CDR? 

Para a produção de Combustível Derivado de Resíduos (CDR), são utilizados vários tipos de resíduos, principalmente aqueles que não são facilmente recicláveis ou compostáveis, mas possuem um alto poder calorífico.

O CDR e a reciclagem enfrentam um conflito de interesse fundamental. Enquanto o CDR busca converter resíduos em energia, a reciclagem procura reutilizá-los, gerando um dilema sobre a destinação ideal dos resíduos. Este conflito levanta questões sobre o equilíbrio entre a eficiência energética e a sustentabilidade dos recursos.
Existe uma tensão entre a produção de CDR e os esforços de reciclagem. O uso de resíduos para gerar energia pode reduzir a quantidade de material disponível para reciclagem, desafiando as metas de sustentabilidade e minimização de resíduos. A chave é encontrar um equilíbrio que otimize ambos os processos.

Os resíduos ideais para a produção de CDR incluem:

  • Plásticos Não Recicláveis: Muitos tipos de plásticos, especialmente aqueles que não são adequados para reciclagem convencional devido à contaminação ou à mistura de diferentes tipos de plásticos, são excelentes para a produção de CDR devido ao seu alto conteúdo energético.
  • Papel e Papelão: Embora muitos tipos de papel e papelão sejam recicláveis, alguns, como os contaminados com alimentos ou substâncias oleosas, não são adequados para reciclagem e podem ser usados na produção de CDR.
  • Madeira Residual: Resíduos de madeira, incluindo madeira tratada ou pintada que não pode ser reciclada, são frequentemente incluídos no CDR.
  • Têxteis: Resíduos têxteis que não podem ser reutilizados ou reciclados, como roupas e tecidos sintéticos ou contaminados, também podem ser fontes de energia para CDR.
  • Resíduos Biomassicos: Certos tipos de resíduos orgânicos, como resíduos de jardim ou de alimentos, podem ser incluídos, embora seu poder calorífico seja geralmente menor do que o de plásticos ou madeira.
  • Resíduos Industriais Específicos: Alguns resíduos industriais não perigosos, que não podem ser reciclados ou reutilizados de forma eficaz, podem ser adequados para a produção de CDR.

É crucial que os resíduos utilizados na produção de CDR sejam cuidadosamente selecionados para evitar a inclusão de materiais perigosos ou contaminantes que possam causar impactos ambientais negativos quando queimados. Além disso, a gestão e a seleção de resíduos para CDR devem ser feitas de maneira a não desviar recursos que poderiam ser mais eficazmente utilizados por meio de reciclagem ou compostagem.

Quais são as vantagens do CDR? 

O Combustível Derivado de Resíduos (CDR) oferece várias vantagens, tanto ambientais quanto econômicas, tornando-o uma opção atrativa no contexto da gestão de resíduos e produção de energia. As principais vantagens incluem:

  • Redução de Resíduos em Aterros: O CDR ajuda a diminuir significativamente a quantidade de resíduos que são destinados a aterros sanitários. Isso não apenas economiza espaço em aterros, mas também reduz a produção de metano, um potente gás de efeito estufa, geralmente gerado pela decomposição de resíduos orgânicos em aterros.
  • Produção de Energia Sustentável: Ao substituir combustíveis fósseis, como carvão e gás natural, o CDR pode reduzir a dependência de fontes de energia não renováveis. Isso contribui para a sustentabilidade energética e para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
  • Eficiência Energética: O CDR geralmente possui um alto poder calorífico, tornando-o uma fonte eficiente de energia. Isso é particularmente benéfico em instalações industriais que exigem grandes quantidades de energia, como fábricas de cimento.
  • Gestão de Resíduos Versátil: O CDR permite o tratamento de uma ampla gama de resíduos que, de outra forma, seriam difíceis de reciclar ou processar. Isso inclui plásticos misturados, têxteis, madeira tratada e outros resíduos não perigosos.
  • Redução de Emissões Poluentes: Comparado à incineração direta de resíduos, o uso de CDR em instalações bem regulamentadas e equipadas com tecnologias de controle de emissões pode resultar em menor liberação de poluentes atmosféricos.
  • Economia Local e Criação de Empregos: A indústria do CDR pode impulsionar a economia local, criando empregos na coleta, processamento e gestão de resíduos, bem como na produção e manutenção de instalações de energia.
  • Conformidade com Regulamentações Ambientais: O uso de CDR pode ajudar as empresas e os municípios a atenderem às regulamentações ambientais, especialmente aquelas que visam reduzir emissões de gases de efeito estufa e o uso de aterros.
  • Contribuição para a Economia Circular: O CDR se alinha com os princípios da economia circular, aproveitando recursos que seriam descartados e convertendo-os em energia, promovendo um ciclo fechado de uso de recursos.

Apesar dessas vantagens, é importante gerenciar a produção e utilização do CDR de maneira responsável, garantindo que não comprometa a reciclagem de materiais recicláveis e que esteja em conformidade com as regulamentações ambientais para minimizar impactos negativos.

Quais são as desvantagens do CDR? 

O CDR e a reciclagem enfrentam um conflito de interesse fundamental. Enquanto o CDR busca converter resíduos em energia, a reciclagem procura reutilizá-los, gerando um dilema sobre a destinação ideal dos resíduos. Este conflito levanta questões sobre o equilíbrio entre a eficiência energética e a sustentabilidade dos recursos.

O CDR, ao converter resíduos em energia, entra em conflito com a reciclagem, crucial para a subsistência de milhares de catadores. Esse embate ameaça a fonte de renda desses trabalhadores, pois reduz a disponibilidade de materiais recicláveis, desafiando a dinâmica econômica e social da coleta de resíduos.
A expansão do CDR pode impactar negativamente a reciclagem, afetando diretamente milhares de catadores que dependem da venda de materiais recicláveis. Esse conflito coloca em risco meios de vida, evidenciando a necessidade de políticas que equilibrem a geração de energia e a proteção de empregos na reciclagem.

Embora o Combustível Derivado de Resíduos (CDR) ofereça várias vantagens, também existem desvantagens e desafios associados ao seu uso. Estes incluem:

  • Emissões Poluentes: A queima de CDR pode liberar gases e partículas poluentes, incluindo dióxido de carbono, óxidos de nitrogênio, dióxidos de enxofre e dioxinas, dependendo da composição do combustível e da tecnologia de combustão utilizada. Isso requer tecnologias de controle de emissões avançadas para minimizar o impacto ambiental.
  • Qualidade e Consistência do Combustível: A variabilidade na composição dos resíduos pode levar à inconsistência na qualidade do CDR, afetando seu poder calorífico e eficiência como combustível. Isso pode tornar o processo de queima menos eficiente e mais difícil de controlar.
  • Conflito com a Reciclagem: Há uma preocupação de que a produção de CDR possa desviar materiais que poderiam ser reciclados. Isso pode potencialmente reduzir as taxas de reciclagem, especialmente se os resíduos de alta qualidade forem utilizados na produção de CDR em vez de serem reciclados.
  • Custos de Processamento: O processo de triagem, tratamento e transformação de resíduos em CDR pode ser custoso. Isso inclui o investimento em tecnologias de processamento, instalações de armazenamento e sistemas de controle de emissões.
  • Impacto na Saúde Pública: Se não for gerenciado adequadamente, a queima de CDR pode ter impactos negativos na saúde pública devido à liberação de poluentes atmosféricos.
  • Questões Legais e Regulatórias: Existem desafios legais e regulatórios associados à classificação, manipulação e queima de CDR, especialmente em regiões onde as regulamentações são rigorosas ou estão em desenvolvimento.
  • Aceitação Pública e Percepção: A utilização de CDR pode enfrentar resistência pública, especialmente em comunidades próximas às instalações de processamento e queima, devido a preocupações com a poluição e o impacto na saúde.
  • Dependência de Resíduos: A viabilidade do CDR como fonte de energia pode inadvertidamente criar uma dependência de resíduos contínuos, o que poderia desincentivar esforços de redução, reutilização e reciclagem de resíduos.

É crucial abordar essas desvantagens por meio de políticas e práticas sustentáveis, garantindo que a produção e utilização do CDR sejam realizadas de maneira ambientalmente responsável e em conformidade com as regulamentações locais e internacionais.

Quais as questões polêmicas que envolvem o CDR? 

O CDR pode competir com a reciclagem por recursos, criando um conflito na gestão de resíduos. A preferência pelo CDR pode desincentivar a separação e reciclagem de materiais valiosos, desafiando o objetivo de uma economia circular e sustentável. Essa disputa necessita de uma política equilibrada para uma gestão eficiente de resíduos.

SISNAMA. Os catadores são pilares da Política Nacional de Resíduos Sólidos, valorizando sua atuação na coleta seletiva e reciclagem. A inclusão promove justiça social e ambiental, reduzindo desperdício e impulsionando a economia circular.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos reconhece catadores como agentes-chave na gestão sustentável. Cooperativas e associações fortalecem sua participação, gerando empregos, reduzindo impactos ambientais e promovendo inclusão social.

O CDR, ao converter resíduos em energia, entra em conflito com a reciclagem, crucial para a subsistência de milhares de catadores. Esse embate ameaça a fonte de renda desses trabalhadores, pois reduz a disponibilidade de materiais recicláveis, desafiando a dinâmica econômica e social da coleta de resíduos.

O uso do Combustível Derivado de Resíduos (CDR) envolve várias questões polêmicas e desafios éticos e ambientais, incluindo:

  • Impacto Ambiental: A queima de CDR pode levar à emissão de gases de efeito estufa e poluentes atmosféricos. Há debates sobre se o uso de CDR realmente representa uma melhoria significativa em relação aos combustíveis fósseis em termos de impacto ambiental, especialmente considerando a emissão de CO2 e a liberação potencial de dioxinas e metais pesados.
  • Conflito com Estratégias de Reciclagem: A produção de CDR pode entrar em conflito com iniciativas de reciclagem, pois alguns materiais que poderiam ser reciclados são desviados para a produção de CDR. Isso levanta questões sobre a melhor estratégia para a gestão de resíduos e se a prioridade deve ser dada à reciclagem em vez da conversão de resíduos em energia.
  • Segurança e Saúde Pública: Preocupações com a saúde pública surgem devido à possibilidade de emissões tóxicas da queima de CDR, o que pode afetar as comunidades locais. Há debates sobre os níveis aceitáveis de risco e as medidas necessárias para proteger a saúde pública.
  • Aceitação e Percepção Pública: A instalação de plantas de processamento de CDR e instalações de queima muitas vezes enfrenta oposição de comunidades locais (conhecido como “Not in My Backyard” ou NIMBY). Questões de justiça ambiental são levantadas, especialmente se essas instalações forem predominantemente localizadas em áreas de baixa renda ou minorias.
  • Sustentabilidade a Longo Prazo: Existe um debate sobre se a dependência de CDR para geração de energia é sustentável a longo prazo, especialmente se incentivar a produção contínua de resíduos, em vez de focar na redução e reutilização de resíduos.
  • Regulamentação e Cumprimento de Normas: A regulamentação do CDR varia significativamente entre diferentes países e regiões. Há preocupações sobre a consistência e a eficácia das regulamentações, bem como a capacidade de monitorar e fazer cumprir as normas ambientais.
  • Viabilidade Econômica: A viabilidade econômica do CDR, especialmente em comparação com outras formas de energia renovável, é um tópico de debate. Discute-se se os investimentos em CDR desviam recursos de outras tecnologias mais sustentáveis e limpas.
  • Ética na Gestão de Resíduos: A questão ética de transformar resíduos em uma commodity e os possíveis efeitos disso na promoção de uma economia linear, em oposição a uma economia circular, é um tópico controverso.

Estas questões exigem uma abordagem equilibrada que considere tanto as necessidades ambientais quanto as sociais, garantindo que a utilização de CDR seja parte de uma estratégia mais ampla de gestão de resíduos e produção de energia sustentável.

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Gleysson B. Machado

Gleysson B. Machado

Sou especialista em transformar problemas ambientais em negócios sustentáveis. Formado em Dip. Ing. Verfahrenstechnik (Eng. Química) pela Universidade de Ciências Aplicadas de Frankfurt/M na Alemanha com especialização e experiência em Tecnologias para geração de Energia e Engenharia Ambiental. Larga experiência em Resíduos Sólidos com foco em Biodigestores Anaeróbios
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