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maio 31, 2013
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Central de Tratamento de Resíduos Sólidos – CTRS

O que é uma Central de Tratamento de Resíduos Sólidos – CTRS?

O que é uma Central de Tratamento de Resíduos Sólidos – CTRS?

A Central de Tratamento de Resíduos Sólidos – CTRS é o lugar onde todos os tipos de resíduos encontram uma destinação final ambientalmente adequada. Para realizar suas funções, a CTRS tem metodologia e tecnologia específica que varia em função das características dos resíduos tratados. A legislação brasileira determina que as soluções aplicadas no setor de resíduos considere fatores como os aspectos sociais e regionais. Bem como, todas as soluções técnicas precisam ser respaldadas pelo diagnóstico do município e dos resíduos. Como o Brasil é um país diverso, é impossível ter um modelo tecnológico padrão para uma CTRS.

Composição

Para realizar suas funções de maneira correta, a CTRS deve oferecer soluções para os seguintes tópicos:

A CTRS pode interagir com a comunidade local e incentivar o desenvolvimento sustentável agregando serviços de qualificação e treinamento em:

  • Saúde ambiental;
  • Educação ambiental;
  • Operação e manutenção de máquinas e equipamentos;
  • Comércio de matéria prima secundária;
  • Gestão e Gerenciamento de Resíduos Sólidos;
  • Estágios para estudantes universitários;
  • Tecnologias de reciclagem;
  • Tratamento de resíduos orgânicos;
  • Destinação de resíduos dos serviços de saúde;
  • Entre outros.

Com uma estrutura adequada, a CTRS pode contribuir significativamente para a remediação dos lixões locais ou regionais.

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Quais são os parâmetros para o dimensionamento de uma CTRS?

A estruturação e o dimensionamento de uma Central de Tratamento de Resíduos Sólidos acontece de forma específica. E deve ser feito levando em consideração pelos menos os seguintes fatores:

1.Tamanho da população

A concepção de uma CTRS acontece inicialmente baseada na quantidade de resíduos a ser processada. Além disso, a quantidade de pessoas que habitam um município é um indicativo da quantidade de resíduos produzidos.

2. Distribuição geográfica do município

Municípios são divididos em zonas urbana e zona rural. Assim as comunidades muito afastadas, é aconselhável que os resíduos orgânicos sejam tratados no local onde foram gerados.

3. Logística dos resíduos

Para comunidades pequenas muito distante, é aconselhável que os resíduos sem destinação final local sejam devidamente armazenados. Em seguida,  transportados somente quando atingirem uma quantidade mínima. Então, logística dos resíduos influi nos custos operacionais e na viabilidade econômica de um projeto.

4. Tipos e quantidades de resíduos

Portanto, o dimensionamento de uma CTRS assim como a escolha da tecnologia correta deve ser feita em função dos tipos e quantidades de resíduos.

5. Viabilidade econômica do projeto

O projeto é economicamente viável quando a venda dos produtos por ele comercializados são suficientes para custear seu financiamento. Além dos custos operacionais e a capacidade de gerar lucro. A viabilidade econômica depende de um bom plano de negócio e da capacidade administrativa dos gestores do projeto. E são fatores que têm ligação direta com o dimensionamento do projeto. No vídeo abaixo você pode ver como acontece a dedução de valor de uma usina.

Independente do tamanho do município, a viabilização de uma destinação ambientalmente adequada de resíduos começa com o processo de triagem. A CTRS pode ser o começo de integração de um projeto com a população de baixa renda(catadores de recicláveis). Ações como essa devem estar presente em todo e qualquer município ou comunidade.

Os resíduos sólidos orgânicos sofrem decomposição que pode ser acelerada em função da temperatura ambiente. Então, o seu tratamento deve levar em consideração as condições de armazenagem e transporte até o local de seu tratamento. Portanto, aconselha-se que este tratamento ocorra no local onde o mesmo é gerado.

Além das tecnologias, as metodologias em forma de programas como o “Lixo Zero” impactam positivamente o setor de resíduos daquele município. Desse modo, a educação e saúde ambiental são indispensáveis para a gestão e gerenciamento de resíduos.

O Plano Nacional de Resíduos Sólidos apresenta um estudo gravimétrico médio para todos os municípios brasileiros como mostrado abaixo:

Estimativa da composição gravimétrica dos resíduos sólidos urbanos coletados no Brasil em 2008 (Fonte: Wikipedia)

Levando-se em consideração os dados gravimétricos para os resíduos no Brasil apresentados no Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Vejamos alguns possíveis modelos de CTRS em função do tamanho da população.

Exemplos de Centrais de Tratamento de Resíduos Sólidos – CTRS

Municípios ou comunidades com até 20.000 habitantes

Nesse caso, provavelmente a quantidade de resíduos não justifique o investimento em centrais de reciclagem, biodigestores e aterros sanitários. Dessa forma, as soluções consorciadas podem ser uma bom caminho para esses municípios.

A CTRS deve ter pelo menos uma Central de Triagem e formas corretas de armazenagem de resíduos recicláveis e perigosos. Para que assim os resíduos possam ser destinados a outros locais onde possam sofrer processamento adequado.

Deve ser feito um estudo de viabilidade (Plano de Negócio) para a implantação de uma CTRS com usina de compostagem. Paralelamente com os locais para o armazenamento de resíduos. Na figura abaixo você pode ver o fluxograma de um exemplo de CTRS para esses municípios.

Os biodigestores podem oferecer uma forma de geração de energia descentralizada e ajudar significativamente no desenvolvimento do município. A quantidade mínima de resíduos orgânicos para a implantação de um biodigestor para municípios pequenos pode ser alcançada agregando resíduos da agricultura e da pecuária.

Municípios com até 200.000 habitantes

A viabilização de usinas de reciclagem, compostagem e biodigestores deve ser analisada cuidadosamente na forma de Planos de Negócio. Pois, o ponto sensível desses municípios é garantir a quantidade mínima de resíduos a serem processados em centrais. Assim como o fornecimento constante de material durante o ano.

Os tipos de resíduos vão sofrer forte influência das características do município, apresentadas no Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. Em geral, onde o setor agropecuário é bem desenvolvido, existe a viabilização de biodigestores. Ou caso contrário, de usinas de compostagem. Então, o mesmo princípio deve ser utilizado para analisar empreendimentos no setor de reciclagem.

Um estudo prévio deve definir o tamanho e o local de implantação de um aterro sanitário. Em vista de dar a disposição final ambientalmente adequada de rejeitos.

Municípios com população a partir de 200.000 habitantes

Na maioria dos casos esses municípios oferecem condições mínimas para a viabilização de Centrais de Tratamento de Resíduos Sólidos Sustentáveis. Equipadas com usinas de reciclagem para vários tipos de resíduos, assim como biodigestores, tratamento de resíduos perigosos e aterros sanitários. Para ser sustentável, a CTRS precisa ter as seguintes características:

  • Para tornar uma CTRS energeticamente auto sustentável é necessário que CTRS produza sua própria energia. De preferência sem ter que importar nenhum combustível de qualquer tipo para isso. Com isso os excedentes energéticos podem ser comercializados localmente.
  • Para ter uma central economicamente viável, é preciso ter a gravimetria para calcular o seu tamanho evitando assim gastos desnecessários. Além disso, o centro administrativo precisa buscar contato com fornecedores de resíduos e compradores dos produtos reciclados. Assim, os produtos fabricados na central devem levar em consideração a demanda local, regional, nacional e até internacional por produtos.

Veja na figura abaixo, um exemplo de uma CTRS para municípios com mais de 200.000 habitantes:

 

Composição

A central é constituída da uma usina de triagem onde é feita a separação dos resíduos. Além de usinas de reciclagem para os vários tipos de resíduos recicláveis, tratamento para resíduos perigosos, hospitalares e orgânicos. Já a tecnologia escolhida varia em função da legislação local, do tipo e da quantidade de resíduos recebidos diariamente. Ou seja, a tecnologia deve ser escolhida a partir de estudos apresentados na forma de Planos de negócio.

O tratamento de resíduos sólidos orgânicos em biodigestores resultam na geração de biogás e biofertilizantes. Parte do biogás deve ser utilizado para a geração de energia elétrica. Bem como a outra parte pode ser utilizada como energia térmica para um incinerador de resíduos sólidos hospitalares. Dependendo da eficiência da CTRS os consumidores de energia elétrica podem ter sua demanda completamente coberta pela geração própria. Já o excedente poderá ser comercializado através de uma distribuidora de energia local.

Os resíduos sólidos recicláveis poderão ser processados na própria CTRS. Além disso, as usinas de reciclagem também servem para a geração de mais emprego e renda. Em contrapartida, a implantação dessas usinas têm um alto custo operacional causado pelo grande consumo de energia elétrica. Em uma CTRS Sustentável, esse custo é extremamente baixo.

O setor da Administração terá tarefas como identificar os melhores mercados para os produtos fabricados na CTRS. Inclusive, o de escolher melhores os fornecedores. O centro de treinamento tem a grande tarefa de qualificar todos os funcionários da central.

Veja o vídeo abaixo e entenda o funcionamento:

Observações

Quando o assunto é tratamento de resíduos, precisamos separar estes em pelo menos duas categorias. A saber: os resíduos coletados no passado (lixões) e os resíduos do presente e do futuro.

O lixo dos lixões possuem um baixo grau de reaproveitamento que os torna inviável para a reciclagem e ou tratamento. Isso acontece porque normalmente a parte que poderia ser reciclada já foi coletada por catadores de lixo. Bem como boa parte dos resíduos orgânicos já foram ou estão em estado avançado de decomposição. Em alguns casos, ainda existem pequenas quantidade de resíduos reaproveitáveis ou recicláveis nos lixões. Por isso, aconselha-se direcionar esse material para a central de triagem. Somente na certeza de que no lixão só existem rejeitos deve-se direciona-lo para um aterro sanitário.

O lixo do presente e do futuro pode ser tecnologicamente totalmente reaproveitado. Para isso, seguindo os princípios da PNRS, na CTRS os resíduos sólidos orgânicos (RSO) podem seguir para um tratamento bioquímico em biodigestores e o restante segue para as centrais de reciclagem.

Uma CTRS bem elaborada atende todas as exigências da PNRS e atrai investidores do mundo inteiro.

Empreendedores

A empresa EnviTeSB Ltda, dona do Portal Resíduos Sólidos, oferece consultoria e assessoria para empresários que pretendam modernizar ou investir em Centrais de Tratamento de Resíduos Sólidos. Envie um email para [email protected] explicando suas necessidades específicas e em que cidade pretende atuar para receber uma proposta personalizada.

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About gleysson

gleysson

Sou especialista em transformar problemas ambientais em negócios sustentáveis. Formado em Dip. Ing. Verfahrenstechnik (Eng. Química) pela Universidade de Ciências Aplicadas de Frankfurt/M na Alemanha com especialização e experiência em Tecnologias para geração de Energia e Engenharia Ambiental. Larga experiência em Resíduos Sólidos com foco em Biodigestores Anaeróbios

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1 Comments

  • Lucivaldo Ferreira
    2014-01-18 19:26

    Por dois motivos:
    Primeiro pelo fato de que os gestores ao verem a possibilidade de tal empreendimento logo se perguntam O QUE EU GANHO COM ISSO? Ao invés de perguntar O QUE A POPULAÇÃO E MEIO AMBIENTE GANHA COM ISSO.
    Segundo Por que muitas pessoas que fazem parte de sua gestão não têm conhecimentos específicos na área e acabam induzindo aos prefeitos que também não entendem do assunto a implantarem soluções que não levam em conta o tripé da sustentabilidade,ou seja que não são ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável .
    Infelizmente a maioria da população e/ou representantes do povo não detém de conhecimentos suficientes para fiscalizar tais empreendimentos na sua implantação,não comparecem em massa nas audiências publicas bem como não há uma conscientização mais ampla nas escolas.

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