COMO A ECONOMIA LINEAR INFLUENCIA NO DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

O que o desmatamento da Amazônia tem haver com o clima? Como a economia linear influencia no desmatamento da Amazônia? Quantos hectares da Amazônia foram derrubados para “passar a boiada’‘? Como estancar a degradação?

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A economia linear influencia no desmatamento da Amazônia. O conceito econômico linear é baseado na extração, produção, consumo e descarte. Este modelo, tem origem no período da industrialização, e consiste em extrair, transformar, descartar.

No caso da indústria, a ideia desde o princípio, sempre foi produzir e inutilizar. Nessa estratégia, induz os consumidores a substituir objetos e produtos rapidamente. Dessa maneira, a demanda se mantém e a indústria continua funcionando e se expandindo.

Infelizmente este sistema de produção extrativista também é utilizado no agronegócio e outras atividades. Para suprir a demanda cada dia maior, desmata, incinera e degrada sem o menor escrúpulo com o meio ambiente.

Este sistema linear de produção e consumo, vem  custando caro ao planeta.  Os prejuízos vão desde a escassez de matérias-primas até o agravamento da crise climática e seus efeitos colaterais.

A economia linear influencia no desmatamento da Amazônia, pois não considera adequadamente os impactos ambientais e os custos da degradação dos ecossistemas amazônicos.

O que o desmatamento da Amazônia tem haver com o clima?

COMO A ECONOMIA LINEAR INFLUENCIA NO DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA
Para mitigar o desmatamento na Amazônia, é necessário adotar uma abordagem mais sustentável, promovendo a transição para uma economia circular que valorize a conservação dos recursos naturais e a preservação dos ecossistemas amazônicos.

Muitos fingem acreditar que a relação entre condições climáticas e o desmatamento na Amazônia é “mito”. Porém, até os que não acreditam na ciência de fato, podem observar as alterações climáticas dia-a-dia. 

A mudança no comportamento das chuvas e do clima, são impactos que refletem o peso do desmatamento. Isto se dá porque a floresta funciona como uma bomba de água que abastece a atmosfera.

Segundo os cientistas, 1 m² de vegetação, joga seis vezes mais água na atmosfera, que a mesma medida de oceano. Através desta umidade formam-se os  “rios voadores”, correntes de ar extremamente úmidas. 

Esta água toda, não fica parada sobre a floresta, se desloca fazendo chover no Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. Estes  “rios voadores”,  se formam de três a quatro vezes por mês, entre novembro e abril. O aguaceiro vive nos noticiários, como foi o caso na região serrana do Rio, no começo do ano.

Dessa forma podemos dizer: Seria cômico, se não fosse trágico, mas a desregulação das chuvas impacta diretamente o próprio agronegócio. O agronegócio impacta na floresta.  

O Brasil tem 95% da agricultura dependente de chuva. Quem faz a irrigação é a floresta amazônica. Ou seja, se a floresta cair , o agronegócio cai junto.

Podemos usar o tempo a nosso favor e adiar o aquecimento global, já que ele é uma mudança contínua que vai acontecendo e não um evento súbito como um terremoto. Mas para apostar no tempo é preciso manter a floresta em pé”. Carlos Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

A economia linear influencia no desmatamento ao promover a demanda por recursos naturais sem considerar os impactos ambientais.

Quantos hectares da Amazônia foram derrubados para “passar a boiada”?

A Amazônia perdeu em média 2.110 hectares de floresta por dia em 2019. Em 2020 foi mais um ano de chacina florestal, a Amazônia perdeu 2,3 milhões de hectares, 17% a mais do que no ano anterior.

Demanda por recursos: A economia linear requer uma demanda constante por recursos naturais, como madeira, soja, carne bovina e outros produtos oriundos da região amazônica. Isso leva à expansão de atividades como agricultura, pecuária e mineração, muitas vezes causando o desmatamento para obter esses recursos.
Pressão sobre as áreas protegidas: O desmatamento na Amazônia é impulsionado pelo avanço das fronteiras agrícolas e pecuárias. A economia linear, ao não considerar a preservação ambiental como uma prioridade, acaba colocando em risco as áreas protegidas e reservas indígenas, permitindo a invasão de terras e a degradação dos ecossistemas.

A destruição não para, e só em fevereiro deste ano de 2021, foram 123 Km²    de desmatamento. Por sua vez, o mês de março foi pior ainda, o desmatamento cresceu assustadoramente mais de 198%.  

É muito triste, mas o desmatamento e as queimadas são práticas antigas, para “limpar a terra” e torná-las agricultáveis. Sempre utilizadas na dinâmica extensiva do agronegócio. Como resultado dessa expansão, temos hoje na região amazônica, um hectare desmatado por cabeça de gado.

A economia linear influencia no desmatamento da Amazônia, pois prioriza a extração desenfreada de recursos naturais, como madeira e minérios, muitas vezes provenientes da Amazônia.

Cerca de 30% do desmatamento acontece em terras públicas. Trata-se do crime organizado de grileiros, que tomam a terra dos brasileiros para fazer a derrubada, fazer a queimada e depois vender para terceiros.

A economia linear impulsiona o desmatamento na Amazônia, com a exploração intensiva de recursos para atender à demanda global. Essa destruição ameaça a biodiversidade única da região, colocando em risco a sobrevivência de animais e plantas que dependem desse ecossistema.
A busca incessante por commodities agrícolas e pecuárias na economia linear contribui para o desmatamento desenfreado na Amazônia. Esse processo destrutivo afeta diretamente os habitats dos animais da região, levando à perda de espécies e à degradação irreversível de seus ecossistemas.

A ocupação da Amazônia começou na década de 50, com incentivos do governo militar e a chegada de grandes obras. O resultado foi a criação de uma fronteira agrícola e pecuária que, desde então, avança voraz e continuamente,  sobre a floresta.

“Essa visão de futuro que todos nós queremos construir conjuntamente é uma visão de colocar o Brasil como o país da sustentabilidade. O futuro do planeta tem que passar pela sustentabilidade.”, diz o pesquisador do Inpe, Carlos Nobre.

A economia linear influencia no desmatamento incentivando a busca por lucro imediato, negligenciando os impactos ambientais.

Como a economia linear influencia no desmatamento da Amazônia

A economia linear influencia no desmatamento da Amazônia, pois estimula a demanda global por commodities agrícolas e pecuárias, que requerem a expansão das áreas de cultivo e pastagens na região.

A economia linear é um modelo de produção e consumo que se baseia na extração de recursos naturais, na produção de bens e no descarte desses produtos após o uso. Essa abordagem tem uma influência significativa no desmatamento na Amazônia.

  • Demanda por recursos: A economia linear requer uma demanda constante por recursos naturais, como madeira, soja, carne bovina e outros produtos oriundos da região amazônica. Isso leva à expansão de atividades como agricultura, pecuária e mineração, muitas vezes causando o desmatamento para obter esses recursos.
  • Pressão sobre as áreas protegidas: O desmatamento na Amazônia é impulsionado pelo avanço das fronteiras agrícolas e pecuárias. A economia linear, ao não considerar a preservação ambiental como uma prioridade, acaba colocando em risco as áreas protegidas e reservas indígenas, permitindo a invasão de terras e a degradação dos ecossistemas.
  • Cadeias de suprimentos insustentáveis: A economia linear muitas vezes opera com cadeias de suprimentos longas e complexas, envolvendo diferentes etapas de produção e distribuição. Isso pode resultar em práticas insustentáveis, como o desmatamento ilegal para a produção de commodities agrícolas e pecuárias, que são posteriormente exportadas para o mercado internacional.
  • Impactos socioeconômicos negativos: O desmatamento associado à economia linear pode ter impactos socioeconômicos negativos na região amazônica. A degradação dos ecossistemas afeta diretamente as comunidades locais, que dependem da floresta para sua subsistência e têm seus modos de vida tradicionais comprometidos.

Para combater o desmatamento na Amazônia, é necessário adotar uma transição para uma economia mais circular e sustentável.

A economia linear não leva em conta a importância da conservação da biodiversidade e dos ecossistemas amazônicos, levando a um uso insustentável dos recursos naturais.

Isso envolve a adoção de práticas de produção e consumo responsáveis, o fomento de cadeias de suprimentos sustentáveis, o investimento em energias renováveis e a valorização da preservação ambiental como parte integrante do desenvolvimento econômico.

A economia linear influencia no desmatamento, pois não leva em consideração a preservação dos recursos naturais.

Como estancar a degradação?

As questões ambientais são temas amplamente discutidos em todos os setores econômicos. Por sua vez, as ações para reduzir os impactos da degradação ao meio ambiente ainda são insuficientes.

COMO A ECONOMIA LINEAR INFLUENCIA NO DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA
A falta de regulamentação efetiva e fiscalização adequada facilita a perpetuação do desmatamento na Amazônia, impulsionado pela economia linear.

Contudo,  ao longo do tempo, vêm sendo difundido maciçamente o conceito de economia circular. Essa estratégia é oposta ao formato linear de produção e consumo, estendendo-se  às questões sociais. Simultaneamente, aborda os resultados socioeconômicos e impactos gerados pelas empresas e o agronegócio. 

Porém para que este processo substitua o formato linear, precisamos que políticas públicas sejam implementadas. Temos que cobrar dos políticos, o governo deve fazer gestão integrada, enquanto o setor privado faz os investimentos nessa mudança. Com gerenciamento de resíduos sólidos, é possível destruir menos, com um melhor aproveitamento de tudo.

A economia linear influencia no desmatamento ao não priorizar a transição para uma economia circular, que valorize a conservação dos recursos e a sustentabilidade ambiental.

Agora vamos entender em vídeo como a economia linear influi no desmatamento da Amazônia

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