COMO FUNCIONA UM ATERRO SANITÁRIO

Gravatá-PE. Um aterro sanitário é uma área planejada e licenciada para a disposição final dos resíduos sólidos. O lixo é depositado em camadas e compactado para otimizar o espaço. Uma camada de impermeabilização é colocada na base para evitar a contaminação do solo e das águas subterrâneas. O gás metano, produzido pela decomposição dos resíduos, é capturado e tratado para evitar sua emissão na atmosfera.
Como funciona um aterro sanitário? Como é organizado um aterro sanitário? Como é feita a seleção de áreas para aterro sanitário? Como funciona a impermeabilização do aterro sanitário? Como funciona o sistema de drenagem de gases do aterro sanitário? Como funciona o sistema de drenagem de lixiviados do aterro sanitário? Como é feito o monitoramento da qualidade do ar em um aterro sanitário? Como é feito o monitoramento da qualidade da água em um aterro sanitário? Tudo o que você precisa saber sobre o funcionamento de aterros sanitários.

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A gestão adequada dos resíduos sólidos urbanos tem se tornado um desafio cada vez maior em todo o mundo. Os problemas associados ao descarte inadequado de lixo, como poluição do solo, da água e do ar, contaminação ambiental e riscos à saúde pública, são evidentes. Nesse contexto, os aterros sanitários surgem como uma solução eficiente para lidar com a quantidade crescente de resíduos gerados pelas comunidades. Essas instalações são projetadas para minimizar os impactos negativos do descarte de lixo, oferecendo uma forma controlada e segura de destinação final dos resíduos.

A necessidade de uma solução abrangente e rápida para a gestão de resíduos torna-se cada vez mais urgente. É fundamental adotar medidas que englobem desde a redução na geração de resíduos até a promoção de práticas sustentáveis, como a reciclagem e o reaproveitamento. No entanto, enquanto essas soluções são implementadas, é crucial contar com alternativas imediatas para o descarte adequado do lixo. Nesse contexto, os aterros sanitários surgem como uma solução viável e eficaz, que pode ser implementada de forma rápida e abrangente, garantindo a destinação adequada dos resíduos e evitando impactos ambientais prejudiciais.

Um aterro sanitário é uma instalação projetada para a disposição final dos resíduos sólidos de forma segura e controlada. Ele funciona como um local licenciado para receber o lixo gerado pela sociedade, com medidas para minimizar os impactos ambientais. Por meio de técnicas como compactação, impermeabilização e tratamento de gases, busca-se proteger o solo, a água e o ar, promovendo a sustentabilidade na gestão dos resíduos.
Um aterro sanitário é uma infraestrutura destinada ao descarte adequado de resíduos sólidos, oferecendo uma solução ambientalmente responsável para a disposição final do lixo. Nesse sistema, os resíduos são compactados e dispostos em células apropriadas, com camadas de cobertura e sistemas de drenagem para coletar lixiviados. O monitoramento constante é realizado para garantir a conformidade com as normas ambientais e a preservação do meio ambiente.

Atualmente, a conscientização sobre a importância da sustentabilidade e a busca por soluções de reaproveitamento de resíduos estão em pauta. Embora a redução, a reciclagem e o reaproveitamento sejam estratégias fundamentais, é necessário reconhecer que nem todos os resíduos podem ser reaproveitados de imediato. Nesse sentido, o aterro sanitário se mostra como uma solução rápida e ambientalmente adequada para os resíduos que ainda não podem ser tratados de forma mais sustentável. Com a devida implementação e gerenciamento adequado, os aterros sanitários podem oferecer um meio seguro de destinação final dos resíduos, minimizando os impactos ambientais e protegendo a saúde pública.

Especializar-se em gerenciamento de resíduos sólidos com uma visão internacional amplia horizontes profissionais. Com as questões ambientais sendo cada vez mais globais, profissionais com expertise internacional podem oferecer soluções inovadoras e alinhadas com as melhores práticas internacionais, abrindo portas para oportunidades em diversos países e organizações.
A especialização em gerenciamento de resíduos sólidos com uma visão internacional é essencial para enfrentar desafios globais. As questões ambientais não conhecem fronteiras, e profissionais capacitados para lidar com cenários diversos são valorizados em empresas multinacionais, governos e organizações internacionais. A expertise global abre portas para carreiras promissoras e impacto positivo no meio ambiente.

Como funciona um aterro sanitário?

O funcionamento de um aterro sanitário é regido por normas e regulamentos estabelecidos pelos órgãos ambientais competentes. Por exemplo, a NBR 13896/1997 define as condições mínimas exigíveis para a operação de aterros de resíduos não perigosos, visando proteger as águas superficiais e subterrâneas, bem como a segurança dos operadores e das populações próximas.

Um aterro sanitário funciona como um local planejado para a disposição final dos resíduos sólidos. É essencial que a operação seja acompanhada de perto por meio do monitoramento contínuo. Isso permite avaliar os impactos ambientais, como a qualidade do ar e da água, garantindo a conformidade com as regulamentações. O monitoramento adequado é fundamental para assegurar a eficiência e segurança do aterro.
No funcionamento de um aterro sanitário, o monitoramento da operação desempenha um papel crucial. Através do monitoramento, é possível acompanhar a disposição correta dos resíduos, o controle de odores, a gestão dos lixiviados e a captura de gases. Esse acompanhamento constante garante a preservação do meio ambiente, a saúde pública e a conformidade com as normas ambientais.

Antes da operação do aterro, é realizada uma delimitação prévia da área de disposição dos resíduos por meio de uma equipe técnica de topografia. Essa equipe é responsável por demarcar os limites laterais do aterro, bem como a altura projetada e o avanço planejado da frente de operação ao longo do dia.

Essas medidas visam assegurar que a disposição dos resíduos ocorra de forma planejada e controlada, levando em consideração a proteção das águas, tanto superficiais quanto subterrâneas, além de garantir a segurança dos trabalhadores e das comunidades vizinhas. A delimitação precisa da área e o planejamento adequado da frente de operação contribuem para a gestão eficiente e sustentável dos resíduos no aterro sanitário.

Dessa forma, o aterro sanitário opera dentro de um quadro regulatório que estabelece diretrizes para a sua operação, assegurando a proteção ambiental e a saúde pública, e garantindo que os resíduos sejam dispostos de maneira adequada e controlada.

 

O funcionamento de um aterro sanitário ocorre em etapas bem definidas. Primeiro, os resíduos são coletados e transportados até o local. Em seguida, são descarregados e espalhados em camadas, sendo compactados regularmente para otimizar o espaço. O lixiviado, líquido resultante da decomposição dos resíduos, é coletado e tratado adequadamente. Por fim, uma camada de cobertura diária é aplicada para reduzir odores e prevenir a proliferação de vetores.
No funcionamento de um aterro sanitário, as etapas são fundamentais para a eficiência e segurança do processo. Após a chegada dos resíduos, eles passam por uma triagem inicial e são dispostos em células específicas. Os resíduos são compactados regularmente para otimizar o espaço. O monitoramento constante é realizado para garantir a conformidade ambiental e a segurança das operações.

A disposição de resíduos sólidos no aterro sanitário deve ocorrer da seguinte maneira:

  • Passo 01: o caminhão deve depositar o resíduo não compactado no pé da rampa, conforme definido pelo fiscal.
  • Passo 02: o espalhamento das pilhas de resíduos deverá ser feito em camadas baixas.
  • Passo 03: em seguida procederá a compactação com passagem do trator de esteira sobre o resíduo (3 a 5 vezes).

Já na frente de operação, os resíduos devem formar rampas com inclinação aproximada de 1 na vertical para 3 na horizontal (1:3). E ser encobertos por terra nos intervalos ou no encerramento das operações. O equipamento de compactação deve estar permanentemente à disposição na frente de operação do aterro sanitário.

Após a disposição dos resíduos, é importante que eles sejam encobertos com terra nos intervalos entre as operações ou no encerramento das atividades diárias. Essa cobertura com terra tem a finalidade de reduzir a exposição do lixo, controlar odores indesejáveis e minimizar a atração de pragas e vetores.

Como é organizado um aterro sanitário?

Um aterro sanitário é organizado de maneira planejada e estruturada para garantir a disposição adequada dos resíduos sólidos urbanos. A organização de um aterro sanitário envolve diferentes componentes e áreas específicas, tais como:

  • Área de recebimento: Nessa área, os caminhões de coleta de resíduos descarregam os materiais que são recebidos no aterro sanitário. É importante que haja uma infraestrutura adequada para acomodar os veículos e direcionar os resíduos para as etapas seguintes do processo.
  • Frente de operação: É a área onde ocorre a disposição dos resíduos. Os resíduos são organizados em rampas, seguindo uma inclinação específica para facilitar a compactação e o espalhamento uniforme. A frente de operação avança gradualmente, com a delimitação das áreas onde os resíduos são depositados em cada dia de operação.
  • Área de cobertura: Após a disposição dos resíduos, é realizada a cobertura com material inerte, como terra, para evitar a exposição direta do lixo e controlar odores. Essa cobertura é feita regularmente, podendo ocorrer nos intervalos entre as operações diárias ou no encerramento das atividades.
  • Drenagem de lixiviados: Os lixiviados são líquidos que se formam a partir da decomposição dos resíduos. O aterro sanitário deve possuir um sistema de drenagem para coletar e direcionar esses líquidos para o tratamento adequado, evitando a contaminação do solo e das águas subterrâneas.
  • Sistemas de monitoramento: Um aterro sanitário requer monitoramento constante para avaliar a qualidade do ar, da água e do solo. Isso inclui a medição de gases como o metano, a verificação da qualidade da água subterrânea e a análise da qualidade do ar no entorno do aterro.
  • Infraestrutura de apoio: Além das áreas principais mencionadas acima, um aterro sanitário pode incluir instalações para abrigar equipamentos de compactação, escritórios administrativos, áreas de apoio para funcionários, sistemas de tratamento de lixiviados, entre outros.

A organização de um aterro sanitário visa garantir a eficiência operacional, a segurança ambiental e a minimização dos impactos negativos na saúde pública. É importante ressaltar que as características e a organização podem variar dependendo das regulamentações e diretrizes específicas de cada país ou região.

A organização de um aterro sanitário é essencial para o seu bom funcionamento. A área de disposição dos resíduos é delimitada por equipe técnica, considerando limites laterais, altura projetada e avanço diário. O aterro é dividido em células para diferentes tipos de resíduos. São estabelecidos sistemas de drenagem de lixiviados e de gases, além de camadas de cobertura diária para minimizar impactos ambientais.
A organização estrutural de um aterro sanitário envolve diversas unidades operacionais. São designadas células específicas para diferentes tipos de resíduos, incluindo lixo domiciliar e lixo hospitalar, se necessário. O aterro possui sistema de coleta e tratamento de lixiviados, além de drenagem e tratamento de gases. A organização adequada garante a segregação e o manejo correto dos resíduos.

Como é feita a seleção de áreas para aterro sanitário?

A seleção de áreas para a implantação de um aterro sanitário envolve uma série de considerações técnicas, ambientais e sociais. Alguns dos principais critérios levados em conta durante esse processo são:

  • Características geológicas e hidrogeológicas: É necessário analisar as características do solo, subsolo e rochas presentes na área, bem como a presença de aquíferos e corpos d’água subterrâneos. Isso é importante para evitar a contaminação das águas subterrâneas e garantir a estabilidade do aterro.
  • Distância de fontes de água potável: O aterro sanitário deve ser localizado a uma distância segura de fontes de água potável, como poços, nascentes e reservatórios, para prevenir a contaminação dessas fontes.
  • Topografia e drenagem: A topografia da área deve ser avaliada para garantir a drenagem adequada dos lixiviados e das águas pluviais. Áreas com declives acentuados, por exemplo, podem dificultar o gerenciamento adequado dos líquidos gerados no aterro.
  • Distância de áreas urbanas e comunidades: A localização do aterro sanitário deve levar em consideração a distância em relação a áreas urbanas e comunidades habitadas. É importante evitar impactos negativos na qualidade de vida das pessoas próximas ao aterro, como odores, poluição do ar e riscos à saúde.
  • Acesso viário e logística: A área selecionada deve ter acesso adequado para a entrada e saída de veículos de coleta de resíduos, além de considerar a infraestrutura logística necessária para o funcionamento eficiente do aterro.
  • Aspectos legais e regulatórios: É necessário verificar a conformidade da área com as leis, normas e regulamentações ambientais aplicáveis, como a obtenção das licenças e autorizações necessárias.

A seleção de áreas para aterros sanitários requer uma análise criteriosa, considerando múltiplos fatores para minimizar os impactos ambientais e garantir a segurança das comunidades ao redor. É fundamental envolver especialistas e órgãos competentes para avaliar e aprovar a adequação da área escolhida antes da implantação do aterro sanitário.

A escolha adequada da área para um aterro sanitário é fundamental para garantir sua eficiência e minimizar impactos ambientais. São considerados fatores como distância de áreas residenciais, corpos d'água e locais sensíveis. Estudos geológicos e hidrogeológicos são realizados para avaliar a estabilidade do solo e a proteção das águas subterrâneas. A escolha criteriosa da área é essencial para uma operação segura e ambientalmente responsável.
A seleção de áreas para aterro sanitário requer uma abordagem cuidadosa e criteriosa. São considerados aspectos como características do solo, topografia, distância de áreas urbanas e sensíveis, além de cumprir requisitos legais e normativos. Estudos de impacto ambiental e consultas públicas são conduzidos para garantir a transparência e a participação da comunidade. A escolha adequada da área é fundamental para um aterro sanitário bem-sucedido.

Como funciona a impermeabilização do aterro sanitário?

A impermeabilização do aterro sanitário é um processo essencial para evitar a contaminação do solo e das águas subterrâneas pelos lixiviados, que são os líquidos resultantes da decomposição dos resíduos no aterro. O principal objetivo da impermeabilização é criar uma barreira eficiente para impedir a infiltração desses líquidos no solo.

O processo de impermeabilização normalmente envolve o uso de geomembranas, que são materiais sintéticos impermeáveis, como o polietileno de alta densidade (PEAD), PVC ou poliuretano. Essas geomembranas são instaladas sobre a base do aterro, formando uma camada contínua e resistente.

Antes de instalar as geomembranas, é importante preparar adequadamente o terreno, garantindo sua compactação e nivelamento. Em seguida, uma camada de proteção, como uma manta geotêxtil, pode ser colocada sobre o solo compactado para evitar danos às geomembranas durante a instalação e a operação do aterro.

As geomembranas são sobrepostas e unidas por soldagem térmica ou outros métodos apropriados, formando uma barreira impermeável contínua. Os cantos, as emendas e as conexões devem ser cuidadosamente executados para evitar possíveis vazamentos.

Além das geomembranas, outros elementos podem ser utilizados na impermeabilização do aterro, como camadas de argila compactada. A argila, quando adequadamente compactada, também funciona como uma barreira impermeável para os lixiviados.

A impermeabilização do solo em aterros sanitários é fundamental para evitar a contaminação do meio ambiente. Materiais como argila compactada, geomembranas de polietileno de alta densidade (PEAD) e geomantas são comumente utilizados como camadas de isolamento. Esses materiais criam uma barreira eficaz que impede a infiltração de lixiviados no solo, garantindo a proteção dos lençóis freáticos e a preservação dos recursos hídricos.
Para garantir a impermeabilização do solo em aterros sanitários, são utilizados materiais de isolamento como argila bentonítica, geotêxteis e geomembranas. A argila bentonítica é compactada em camadas, formando uma barreira impermeável. Já os geotêxteis e geomembranas, como o PEAD, são aplicados para reforçar e aumentar a eficiência da impermeabilização. Esses materiais previnem a contaminação do solo e das águas subterrâneas.

É importante ressaltar que o projeto e a execução da impermeabilização devem ser realizados por profissionais qualificados, seguindo as normas técnicas e as regulamentações ambientais aplicáveis. Também é necessário realizar monitoramentos regulares para verificar a integridade da impermeabilização ao longo do tempo e garantir sua eficácia.

Como funciona o sistema de drenagem de gases do aterro sanitário?

O sistema de drenagem de gases em um aterro sanitário é projetado para coletar e controlar os gases gerados pela decomposição anaeróbica dos resíduos orgânicos. O principal gás produzido nesse processo é o metano, um potente gás de efeito estufa. O sistema de drenagem de gases visa capturar esses gases e minimizar seu impacto ambiental. A seguir, descrevo como funciona esse sistema:

  • Poços de Gás: São tubulações verticais, chamadas de poços de gás ou poços de ventilação, instaladas estrategicamente em pontos do aterro sanitário. Esses poços penetram profundamente na massa de resíduos e se estendem até a área onde ocorre a decomposição anaeróbica. Os poços de gás possuem aberturas na parte inferior para permitir a entrada dos gases.
  • Coleta dos Gases: Os gases gerados pelos resíduos, como o metano e o dióxido de carbono, são liberados durante o processo de decomposição e se acumulam na massa de resíduos. Os poços de gás capturam esses gases, que se deslocam naturalmente por difusão e pressão.
  • Sistema de Tubulações: Os poços de gás são conectados por meio de tubulações subterrâneas, formando uma rede de coleta de gases. Essas tubulações são geralmente feitas de materiais resistentes a gases corrosivos, como o polietileno de alta densidade (PEAD).
  • Coletor Central: As tubulações de coleta dos gases convergem para um ponto central, conhecido como coletor central. Esse coletor é responsável por reunir os gases capturados de todos os poços e direcioná-los para o próximo estágio do processo.
  • Tratamento e Utilização: Antes de serem liberados na atmosfera, os gases coletados passam por um tratamento para remover impurezas, como o dióxido de enxofre e compostos orgânicos voláteis. O metano capturado pode ser utilizado como fonte de energia, seja por meio de queima controlada (geração de energia elétrica ou térmica) ou de transformação em biogás.
  • Monitoramento e Controle: O sistema de drenagem de gases é constantemente monitorado para garantir seu bom funcionamento. Isso inclui o controle da pressão dos gases, a verificação de possíveis vazamentos e a medição da quantidade de gases coletados.

O sistema de drenagem de gases em aterros sanitários contribui para minimizar a liberação de gases de efeito estufa na atmosfera, reduzindo o impacto ambiental. Além disso, a captura e o aproveitamento do metano gerado pelos resíduos como fonte de energia renovável podem trazer benefícios econômicos e ambientais adicionais.

A drenagem de gases em um aterro sanitário é realizada para coletar e controlar o metano e outros gases gerados durante a decomposição dos resíduos. Sistemas de drenagem são instalados na área do aterro, permitindo a captura dos gases. Esses gases podem ser tratados e utilizados como fonte de energia ou queimados de forma controlada para minimizar impactos ambientais.
A drenagem de gases em um aterro sanitário é uma medida essencial para controlar a emissão de metano, um gás de efeito estufa potente. Sistemas de drenagem são instalados no aterro, permitindo a coleta dos gases gerados pela decomposição dos resíduos. Esses gases são direcionados para um sistema de tratamento, evitando sua liberação na atmosfera e contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.

Como funciona o sistema de drenagem de lixiviados do aterro sanitário?

O sistema de drenagem de lixiviados em um aterro sanitário é projetado para coletar e gerenciar os líquidos resultantes da decomposição dos resíduos, conhecidos como lixiviados. Esses líquidos contêm uma combinação de água, substâncias orgânicas e químicas dissolvidas, e podem representar riscos ambientais se não forem adequadamente coletados e tratados. A seguir, descrevo como funciona o sistema de drenagem de lixiviados:

  • Coleta dos Lixiviados: Canais ou tubulações são instalados na base do aterro sanitário, abaixo da camada impermeável, para coletar os líquidos percolados. Esses canais são interligados e direcionam os lixiviados para poços de drenagem.
  • Poços de Drenagem: Os poços de drenagem estão localizados em pontos estratégicos do aterro sanitário e são projetados para receber os lixiviados coletados. Esses poços possuem sistemas de bombas ou dispositivos de sucção para extrair os líquidos dos poços.
  • Encaminhamento para Tratamento: Após a coleta, os lixiviados são encaminhados para sistemas de tratamento apropriados. Esses sistemas podem incluir etapas físicas, químicas ou biológicas para remover ou reduzir as substâncias nocivas e contaminantes presentes nos líquidos.
  • Tratamento dos Lixiviados: O tratamento dos lixiviados pode envolver processos como filtração, aeração, sedimentação, coagulação, floculação, entre outros, dependendo das características dos líquidos e das regulamentações locais. O objetivo é remover substâncias orgânicas, metais pesados, nutrientes e outros poluentes presentes nos lixiviados, tornando-os adequados para descarte seguro.
  • Descarte ou Reuso: Após o tratamento, os lixiviados tratados podem ser descartados em conformidade com as regulamentações ambientais ou reutilizados de forma segura, quando possível. O reuso pode incluir a utilização em processos de irrigação, resfriamento ou outros fins adequados.

É importante ressaltar que o sistema de drenagem de lixiviados deve ser dimensionado e projetado de acordo com a quantidade e características dos resíduos presentes no aterro sanitário. Além disso, é essencial monitorar regularmente o sistema para garantir seu bom funcionamento, identificar problemas potenciais e realizar ajustes e melhorias conforme necessário.

A impermeabilização do aterro sanitário é essencial para evitar a contaminação do solo e das águas subterrâneas. É aplicada uma camada de material impermeável, como argila ou geomembrana, na base do aterro. Essa camada impede a infiltração de lixiviados e substâncias tóxicas, garantindo a proteção ambiental e a preservação dos recursos hídricos.
A impermeabilização do aterro sanitário é realizada por meio da aplicação de camadas de materiais impermeáveis na base e nas laterais do aterro. Isso impede que os lixiviados, líquidos resultantes da decomposição dos resíduos, penetrem no solo e contaminem as águas subterrâneas. A utilização de geomembranas ou argilas compactadas é comum nesse processo de impermeabilização.

O sistema de drenagem de lixiviados em aterros sanitários desempenha um papel fundamental na prevenção da contaminação do solo, das águas subterrâneas e dos corpos hídricos adjacentes. Ao coletar e tratar adequadamente os lixiviados, minimiza-se o impacto ambiental negativo e protege a saúde pública.

Como é feito o monitoramento da qualidade do ar em um aterro sanitário? 

O monitoramento da qualidade do ar em um aterro sanitário é realizado por meio de diversas técnicas e métodos para avaliar a presença e concentração de gases, compostos orgânicos voláteis (COVs) e material particulado no ar. Veja a seguir algumas das principais práticas utilizadas nesse monitoramento:

  • Amostragem de Gases: São coletadas amostras de ar em pontos estratégicos do aterro sanitário para análise posterior em laboratório. Isso pode ser feito por meio de amostradores passivos, como tubos de adsorção, ou amostradores ativos que capturam o ar através de bombas de sucção.
  • Analisadores de Gases: São utilizados equipamentos chamados analisadores de gases que podem medir em tempo real a concentração de gases específicos, como metano (CH4), dióxido de carbono (CO2), sulfeto de hidrogênio (H2S) e outros gases tóxicos. Esses equipamentos podem fornecer dados contínuos sobre a qualidade do ar no aterro.
  • Monitoramento de Odores: Além da medição dos gases, o monitoramento de odores é importante para avaliar a qualidade do ar no entorno do aterro sanitário. Esse monitoramento pode ser realizado por meio de painéis de avaliação olfativa com a participação de especialistas treinados para identificar e avaliar a intensidade dos odores.
  • Medição de Material Particulado: A presença de material particulado no ar também é monitorada. Isso pode ser feito por meio de amostradores de ar que capturam as partículas suspensas para análise posterior em laboratório. Os tamanhos mais comuns de partículas monitoradas incluem PM10 (partículas com diâmetro menor que 10 micrômetros) e PM2.5 (partículas com diâmetro menor que 2.5 micrômetros).

É importante ressaltar que o monitoramento da qualidade do ar em um aterro sanitário deve ser realizado de acordo com as regulamentações ambientais vigentes e seguir diretrizes específicas estabelecidas pelos órgãos competentes. Essas práticas de monitoramento permitem uma avaliação contínua dos impactos ambientais do aterro, auxiliando na identificação de eventuais problemas e na adoção de medidas para mitigar os impactos negativos na qualidade do ar e na saúde pública.

A qualidade do ar em um aterro sanitário é um aspecto crucial a ser monitorado. A decomposição dos resíduos pode gerar gases, como metano e dióxido de carbono, que são potenciais poluentes atmosféricos. A coleta e o tratamento adequados dos gases do aterro são essenciais para prevenir emissões nocivas, garantindo a preservação da qualidade do ar e a saúde das comunidades próximas.
A qualidade do ar em um aterro sanitário é um fator de extrema importância para a saúde pública e o meio ambiente. A decomposição dos resíduos produz gases, como metano e sulfeto de hidrogênio, que podem causar impactos negativos. O monitoramento contínuo desses gases e a implementação de sistemas de drenagem adequados são essenciais para garantir a qualidade do ar e minimizar os riscos à saúde.

Como é feito o monitoramento da qualidade da água em um aterro sanitário? 

O monitoramento da qualidade da água em um aterro sanitário é realizado para avaliar a presença de contaminantes e garantir a proteção dos corpos d’água superficiais e subterrâneos nas proximidades do empreendimento. A seguir, descrevo algumas das principais práticas utilizadas no monitoramento da qualidade da água em um aterro sanitário:

  • Monitoramento de Águas Superficiais: São coletadas amostras de água de rios, córregos ou outros corpos d’água próximos ao aterro sanitário. Essas amostras são coletadas em pontos estratégicos, antes e após o aterro, para verificar possíveis impactos na qualidade da água. As amostras são analisadas em laboratório para verificar a presença de substâncias químicas, metais pesados e outros poluentes.
  • Monitoramento de Águas Subterrâneas: São instalados poços de monitoramento em locais estratégicos ao redor do aterro sanitário para coletar amostras de água subterrânea. Essas amostras são analisadas para verificar a presença de contaminantes, como lixiviados ou gases dissolvidos provenientes do aterro. O monitoramento dos poços de monitoramento deve considerar a profundidade e a localização adequadas, conforme as características hidrogeológicas do local.
  • Monitoramento de Lixiviados: O monitoramento da qualidade da água também pode incluir análises da água coletada nos poços de drenagem ou nos sistemas de tratamento de lixiviados do aterro sanitário. Isso ajuda a avaliar a eficácia do sistema de drenagem e identificar possíveis contaminações.
  • Análise de Parâmetros: Durante o monitoramento da qualidade da água, são realizadas análises laboratoriais para verificar parâmetros como pH, demanda bioquímica de oxigênio (DBO), demanda química de oxigênio (DQO), oxigênio dissolvido (OD), sólidos totais dissolvidos (STD), coliformes fecais, metais pesados, compostos orgânicos, nutrientes, entre outros, de acordo com as regulamentações e diretrizes aplicáveis.
  • Frequência de Monitoramento: O monitoramento da qualidade da água deve ser realizado regularmente, em intervalos determinados pelas regulamentações ambientais e pelas exigências específicas do aterro sanitário. A frequência pode variar de acordo com fatores como o estágio do aterro, a intensidade da atividade de descarte de resíduos e as características do local.

É importante destacar que o monitoramento da qualidade da água em um aterro sanitário deve seguir as normas, diretrizes e regulamentações ambientais aplicáveis. Os resultados obtidos durante o monitoramento permitem avaliar os impactos ambientais do aterro sanitário e tomar medidas corretivas quando necessário, visando garantir a proteção dos recursos hídricos e a preservação do meio ambiente.

Prejuízos causados pela má operação de aterros sanitários

O que é aterro sanitário? Quais são os problemas causados pelo aterro sanitário? Como diminuir os impactos causados pelos aterros sanitários? No vídeo abaixo, fizemos uma live para responder a essas e outras perguntas. Ficou super interessante porque as pessoas puderam fazer suas perguntas diretamente. Reserve 50 min e clique no vídeo abaixo!

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Gleysson B. Machado

Sou especialista em transformar problemas ambientais em negócios sustentáveis. Formado em Dip. Ing. Verfahrenstechnik (Eng. Química) pela Universidade de Ciências Aplicadas de Frankfurt/M na Alemanha com especialização e experiência em Tecnologias para geração de Energia e Engenharia Ambiental. Larga experiência em Resíduos Sólidos com foco em Biodigestores Anaeróbios
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