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agosto 16, 2013
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Como o Ministério Público fiscaliza o setor de resíduos sólidos

Quando os responsáveis entenderem como o Ministério Público fiscaliza o setor de resíduos sólidos, com certeza entenderão o risco de multa e cadeia que os ameaça e tomarão as medidas que precisam ser tomadas.

Com a sanção da Política Nacional de Resíduos Sólidos na forma de Lei 12.305/2010, todos os municípios brasileiros são obrigados a explicarem na forma de um Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, quais os meios que pretende usar para resolver os problemas hoje gerados a partir da falta de gestão no setor de resíduos.

Através do curso de elaboração de plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos você entende como o setor público pode arrecadar mais e investir mais no municípioMuito importante para o Governo é que ao resolver os “problemas” os municípios levem em consideração o grande potencial de geração de riqueza, renda e emprego para a população de baixa renda, em especial os catadores de material reciclável ou reutilizável. Além disso é preciso seguir muitos acordos internacionais que o Brasil assinou, como o Tratado de Marrakech, para estimular o desenvolvimento sustentável no país, levando em consideração os aspectos econômicos, sociais e ambientais.

Sabemos que existem penalidades para todos os responsáveis por tais planos que vão desde multa até mesmo penas de retenção que podem chegar a 3 anos, dependendo da situação. Em todo o Brasil, o Ministério Público já está travando verdadeiras batalhas com gestores públicos que parecem que ainda não aceitam essa nova era de desenvolvimento vivida no Brasil.

Veja o que diz o site da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental:

“A pressão dos MPs estaduais é importante para a adoção de políticas de resíduos sólidos pelos municípios, segundo a advogada especialista em direito ambiental Patricia Iglecias, do Viseu Advogados. Muitas prefeituras alegam que não têm recursos suficientes para implementá-las e que precisam da ajuda das empresas. “Os empresários, por sua vez, dizem que necessitam de infraestrutura para executar seus planos de gestão de resíduos”, diz a advogada. “Sem uma atuação do MP, dificilmente essas políticas serão implantadas.”

O Ministério Público do Maranhão decidiu não esperar o prazo para apresentação dos planos ao governo federal para começar a agir. Pelo acompanhamento, segundo Fernando Barreto Júnior, coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Meio Ambiente do MP no Estado, já dá para saber quais prefeitos estão dispostos a cumprir a lei. Ele lembra que a capital São Luís, por exemplo, já foi condenada, com base na Lei de Crimes Ambientais, por manter lixões a céu aberto.

No Rio de Janeiro, o MP já abriu aproximadamente 170 inquéritos civis para a implementação da política nacional de resíduos sólidos. “O esforço agora é para que os municípios elaborem seus planos e para dar continuidade às ações judiciais e medidas de responsabilização das prefeituras pelo lançamento irregular de resíduos”, afirma o promotor Murilo de Bustamante, acrescentando que os gestores podem ser diretamente responsabilizados pela ausência de planos municipais.

Os promotores do Espírito Santos estão mais adiantados. Já foram firmados alguns termos de ajustamento de conduta. Por meio de sua assessoria de imprensa, o MP do Estado informou que assinou com os municípios de Cariacica, Fundão, Guarapari, Serra, Vila Velha, Vitória e Viana um TAC para que sejam adotadas medidas para corrigir, minimizar, neutralizar e prevenir degradações ambientais causadas pela destinação inadequada de resíduos sólidos, inclusive de acordo com a política nacional.

No Judiciário, os promotores têm utilizado a Lei nº 12.305 apenas para reforçar seus argumentos em ações propostas contra prefeituras com base em legislações estaduais sobre resíduos sólidos, na Lei de Crimes Ambientais ou na Lei Nacional de Saneamento Básico. O MP do Paraná já usou a política nacional de resíduos sólidos em ações de improbidade administrativa propostas contra os prefeitos de Paranaguá e Jacarezinho. Esses processos foram iniciados em 2008 por suposto descumprimento da Lei de Saneamento Básico.

Em caso de condenação, a pena pode chegar à perda do cargo e à suspensão dos direitos políticos dos prefeitos. As ações foram propostas pelo procurador de justiça do meio ambiente Saint-Clair Honorato dos Santos. “Orientamos os promotores a fazer isso em todas as ações possíveis”, afirma.

A Gravimetria dos resíduos é fundamental para se entender qualquer atividade no setor de resíduos sólidos. O Portal resíduos Sólidos é o mais completo em análises gravimétricasAs administrações de Jacarezinho e Paranaguá argumentam que não dispõem de recursos para colocar em prática a gestão de resíduos sólidos. “Não há máquinas e equipe técnica para implementar a política. O Estado e a União não fomentam o plano com investimentos”, afirma o advogado Leonardo Costa Santo, secretário de conservação urbana de Jacarezinho, destacando que 50% do material recolhido pelo município já é reciclado. “Em 2008, não havia nada.”

O diretor da Secretaria do Meio Ambiente de Paranaguá, Alysson Schneider, afirma que “o município está fazendo o possível para regularizar a situação”. Segundo ele, o plano de saneamento básico foi finalizado em 2011 e, agora, espera a aprovação do Legislativo. Schneider diz ainda que já há área e verba de R$ 2 milhões para a construção de um aterro sanitário. Porém, o licenciamento ainda não foi liberado. “Conseguimos ainda aumentar o volume de material reciclado. De 50 toneladas em 2010 passou para 130 toneladas em 2011”, afirma.

O governo federal também está acompanhando a implantação dos planos de resíduos sólidos. Em outubro, abriu edital para financiar os custos de Estados e municípios com consultoria técnica para a elaboração dos projetos. De 250 propostas prévias de planos municipais apresentadas, 61 foram aprovadas. Dessas, 41 já tiveram recursos empenhados, em um total de R$ 45 milhões.”

Mas você sabe como o Ministério Público fiscaliza o setor de resíduos sólidos? Veja no vídeo abaixo:

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About Gleysson B. Machado

Gleysson B. Machado

Sou especialista em transformar problemas ambientais em negócios sustentáveis. Formado em Dip. Ing. Verfahrenstechnik (Eng. Química) pela Universidade de Ciências Aplicadas de Frankfurt/M na Alemanha com especialização e experiência em Tecnologias para geração de Energia e Engenharia Ambiental. Larga experiência em Resíduos Sólidos com foco em Biodigestores Anaeróbios

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