Descarte de 175 mil toneladas de águas residuais e resíduos químicos em áreas urbanas na Lombardia-Itália – Carlo Galeffi

Fica a menos de 20 km da sede da Expo 2015, onde vai-se discutir sobre alimentação saudável, água potável, prevenção de doenças e estilos de vida sustentáveis. Mas para Castellanza, uma cidade na fronteira entre as províncias de Varese e Milão, o futuro é jogado muito mais cedo. Dentro de um mês a Lombardia terá que decidir se quer dar a luz verde final para a criação de um pólo industrial projetado para descarte de resíduos de produtos químicos e farmacêuticos. Uma indústria que vai receber a cada ano 175 mil toneladas de resíduos classificados como perigosos, produtos no norte da Itália, dando de volta para o ambiente circundante – de acordo com aqueles que se opõem ao projeto – líquidos, lamas, vapores resultantes do processo de fabricação. Em uma área já comprovada pela presença de incineradores, aterros sanitários, concentrações de PM10 entre as mais altas do país. E também com um aeroporto internacional (Malpensa) que cria muitos problemas ambientais para a área de o rio Ticino.

Foi a Elcon Itália Srl, uma emanação de Elcon Reciclagem, uma empresa israelense fundada em Haifa em 2003, que propôs o projeto, e que desenvolveu uma tecnologia para o tratamento e eliminação de resíduos líquidos, químicos e físicos (perigosos e não), principalmente resíduos de empresas químicas e farmacêuticas. Atualmente a única estrutura industrial existente foi construída apenas em Haifa e está a funcionar desde 2004. Mas, a partir desse momento, em todo o mundo, a tecnologia proposta (que utiliza grandes volumes de água para processos de refrigeração) não encontraram outras aplicações. A área escolhida para a construção da indústriaé aquela da ex-Montedison, já utilizada nos últimos 20 anos por outras empresas químicas.

Elcon propõe a utilização de cerca de 10 mil metros quadrados de cerca de 130 mil de toda a área. Na época, quando a Montedison se estabeleceu nesta área, a estrutura industrial não estava no centro da cidade. Depois nos anos, a expansão urbana tem vindo a incorporar uma fábrica de produtos químicos em uma grande aglomeração. No estudo de impacto ambiental explica-se o processo industrial químico das águas residuais químicas. A instalação, na previsão, tem uma capacidade anual de processamento de resíduos de 175 mil toneladas por ano, o equivalente a cerca de 500 por dia. O efluente de entrada pode ser de diferentes tipos e resultantes de diferentes tipos de empresas, como: águas residuais farmacêuticas, águas residuais químicas, esgotos de indústrias de cosméticos e de detergentes, efluentes de origem química ou veterinária, acidos, bases e águas de lavagem para o tratamento de metais, lamas.

Enquanto isso, para os cidadãos não tem garantias sobre as emissões, o fato de que a área já está poluída não significa que a situação deve piorar. Os municípios da região são contrários, mas os partidos que governam a cidade mantem a calma e não excluem nenhuma chance.

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