GESTÃO E GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE GRAVATÁ-PE

Os Resíduos de Gravatá
Você sabia que a gestão de resíduos em Gravatá, Pernambuco, enfrenta desafios únicos? Entre crescimento urbano acelerado e práticas de descarte insustentáveis, a cidade está em um ponto crítico. Descubra como Gravatá está transformando seus resíduos em oportunidades sustentáveis, e como suas soluções inovadoras podem ser um modelo para outros municípios.

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Os Resíduos de Gravatá. Gravatá, uma cidade pitoresca no estado de Pernambuco, Brasil, enfrenta desafios significativos relacionados ao gerenciamento de resíduos sólidos, como muitos outros municípios brasileiros. A crescente população e o desenvolvimento urbano acelerado intensificaram a produção de resíduos na cidade. Tradicionalmente, Gravatá tem se apoiado em aterros e práticas de descarte menos sustentáveis, que agora estão sob pressão devido ao aumento do volume de resíduos. Este cenário é agravado pela falta de separação eficiente dos resíduos na origem e pela ausência de um sistema de reciclagem robusto, resultando em um acúmulo crescente de resíduos que não apenas compromete a estética da cidade, mas também representa um risco ambiental e para a saúde pública.

Para enfrentar esses desafios, Gravatá necessita implementar estratégias de gestão de resíduos mais eficazes. Uma abordagem promissora é a adoção de programas de coleta seletiva e reciclagem, incentivando os moradores a separar resíduos recicláveis dos orgânicos e não recicláveis. Investimentos em educação ambiental são cruciais para sensibilizar a população sobre a importância da gestão de resíduos para a conservação ambiental e a saúde da comunidade. Além disso, a parceria com empresas de reciclagem pode facilitar a reutilização de materiais e reduzir a quantidade de resíduos destinados aos aterros. Os Resíduos de Gravatá podem ser melhor gerenciados com a adoção de tecnologias avançadas para tratamento e recuperação de materiais, minimizando o impacto ambiental.

Olhando para o futuro, Gravatá tem a oportunidade de se tornar um exemplo de sustentabilidade em gestão de resíduos. Adotar tecnologias de tratamento de resíduos, como compostagem e biodigestão para resíduos orgânicos, pode gerar benefícios ambientais significativos e até mesmo econômicos. Implementar políticas públicas que apoiem a economia circular, onde os resíduos são vistos como recursos, pode transformar o atual desafio em uma oportunidade para o desenvolvimento sustentável. Com ações coordenadas e o comprometimento da comunidade, Gravatá pode avançar significativamente na gestão de seus resíduos, contribuindo para um ambiente mais limpo e saudável.

Os Resíduos de Gravatá em Pernambuco

Atualmente um dos maiores desafios enfrentados pelos gestores públicos é a destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos urbanos (RSU) tendo em vista que existe o prazo de ate agosto de 2014 para que seja extinto todos os lixões do Brasil.

A conscientização sobre os resíduos de Gravatá é crucial para impulsionar a separação de lixo e práticas de reciclagem na comunidade.

A coleta seletiva é uma das alternativas de separação dos resíduos para serem destinados a reciclagem aumentando assim o tempo de vida útil dos aterros sanitários e proporcionando renda para os colaboradores envolvidos.Portanto o gerenciamento e a gestão dos resíduos precisa ser trabalhado de forma contínua para que não venhamos causar impactos ambientais oriundos da má eficiência dos mesmos. Enfrentando Os Resíduos de Gravatá, a educação ambiental nas escolas é fundamental para incutir práticas de descarte responsável e reciclagem desde cedo na comunidade.

Os Resíduos de Gravatá. Uma sociedade justa transforma problemas em oportunidades para todos
Qual o melhor caminho para fazer a remediação dos lixões?

O estudo sobre Gestão e Gerenciamento de Resíduos de Gravatá-PE realizou-se em uma cidade do Estado brasileiro de Pernambuco. Conforme IBGE, 2010 o mesmo está localizado no Planalto da Borborema, sua altitude é de 447m há 84 km da Capital Pernambucana Recife. O clima de Gravatá é considerado tropical de altitude com média anual de 21°C, tendo como média no verão 23°C e no inverno 18°C, com alta umidade relativa do ar no decorrer do ano.  Os Resíduos de Gravatá estão passando por uma transformação com a adoção de programas de compostagem, reduzindo significativamente o impacto ambiental.

Enfrentando os resíduos de Gravatá, a cidade explora tecnologias sustentáveis para melhorar seu manejo ambiental.

A densidade demográfica da microrregião é de 151,36 habitantes por km². Seu relevo é acidentado, no qual está inserido na bacia do rio Ipojuca e do rio Capibaribe, além do rio Amaraji, sua população é de 76.458 hb. Tem como principais atividades econômicas a agricultura (abacaxi, milho, algodão, batata doce, tomate, tangerina, feijão, banana, mandioca, morango), o comércio varejista e a pecuária Conhecido como importante pólo moveleiro do Estado, concentra um grande número de fabricantes de móveis rústicos e semi-rústicos em madeira maciça, além de fibras naturais como junco,vime, ratã e cana-da-índia. (IBGE,2010). A gestão eficaz d’Os Resíduos de Gravatá depende de parcerias entre o governo local e empresas privadas, focando em soluções inovadoras para reciclagem e reutilização.

O aterro sanitário de Gravatá

O aterro sanitário de Gravatá está localizado no bairro Volta do Rio, com área total de 10 hectares e foi inaugurado no ano de 2002, atualmente está com 80% da capacidade da área preenchida, onde as 08 células em que destinavam os resíduos também foram esgotadas, sendo no momento preenchidas as vias de acesso para aumentar seu tempo de vida útil unindo assim as células onde formarão uma única célula. Toda a área do aterro é cercada e em alguns trechos existe a cerca viva (cinturão verde) com plantas nativas e com vigilância 24 horas.No local não existe catador tão pouco um centro de triagem e todos os resíduos após pesados são destinados a área de descarrego onde serão compactados pelo trator de esteira e cobertos com uma camada final de 60 cm de barro ao atingir a cota de cobertura.

Os Resíduos de Gravatá. Um aterro sanitário é uma instalação projetada para o descarte seguro e controlado de resíduos sólidos. Ele é construído com medidas de impermeabilização e drenagem para evitar a contaminação do solo e da água. Os resíduos são compactados e cobertos diariamente com terra para reduzir odores e atração de vetores. Um aterro sanitário é uma solução ambientalmente adequada para a disposição final dos resíduos.
Um aterro sanitário é um local licenciado e projetado para receber e tratar resíduos sólidos de forma segura. Ele possui sistemas de impermeabilização para evitar a contaminação do solo e da água subterrânea. Além disso, conta com sistemas de drenagem de gases e lixiviados para minimizar os impactos ambientais. O aterro sanitário é uma alternativa ao descarte irregular, garantindo a proteção do meio ambiente e da saúde pública.

O aterro dispõe de uma estação de tratamento de chorume, porém não é eficiente e com isso não consegue tratar 100% do mesmo devido ao custo operacional, ficando assim retido numa lagoa com manta de PEAD (Polietileno de Alta Densidade) que não permite que o líquido entre em contato com o solo, propiciando a evaporação e somente nos períodos de chuvas quando aumenta o nível da lagoa é destinado a uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) na Capital Pernambucana-Recife. Os Resíduos de Gravatá exigem uma abordagem estratégica, incluindo a implementação de programas de coleta seletiva e a conscientização pública sobre a importância da reciclagem.

A lei 12.305/2010 regulamenta o setor em diversos aspectos entre eles os aterros sanitários que deverão atender as condições mínimas estabelecidas pelo órgão fiscalizador na cidade é o CPRH, infelizmente a ordem de prioridade que consta no Art. 9º da referida lei em Gravatá é simplesmente o recolhimento do lixo nas residências e em seguida são aterrados no aterro sanitário municipal, ou seja, é inverso o que determina a ordem de prioridade.

Os resíduos de Gravatá podem se tornar recursos valiosos com a implementação de programas eficientes de compostagem e reciclagem.

O aterro esta com 80% da área preenchida, onde aproximadamente levará mais 2 anos para que seja utilizada toda a área e ate o momento não foi iniciado nenhum projeto que vise a ampliação ou ate mesmo a construção de um novo aterro sanitário.

Como dar início à uma central de triagem

Em Gravatá o aterro sanitário é convencional onde os resíduos são depositados acima no nível do solo para posteriormente serem compactados, porém vale salientar que não é utilizado Manta de PEAD para a impermeabilização do solo, esporadicamente escolas municipais visitam o aterro com a finalidade de fazerem trabalhos em sala de aula,porem não existe um projeto específico que trabalhem a questão resíduos sólidos no município. Para lidar com Os Resíduos de Gravatá, é essencial investir em infraestruturas de compostagem, transformando resíduos orgânicos em adubo, promovendo a sustentabilidade. Gerir os resíduos de Gravatá eficientemente requer investimento em infraestruturas de tratamento e recuperação de materiais.

Os Resíduos de Gravatá A escolha adequada da área para um aterro sanitário é fundamental para garantir sua eficiência e minimizar impactos ambientais. São considerados fatores como distância de áreas residenciais, corpos d'água e locais sensíveis. Estudos geológicos e hidrogeológicos são realizados para avaliar a estabilidade do solo e a proteção das águas subterrâneas. A escolha criteriosa da área é essencial para uma operação segura e ambientalmente responsável.
A seleção de áreas para aterro sanitário requer uma abordagem cuidadosa e criteriosa. São considerados aspectos como características do solo, topografia, distância de áreas urbanas e sensíveis, além de cumprir requisitos legais e normativos. Estudos de impacto ambiental e consultas públicas são conduzidos para garantir a transparência e a participação da comunidade. A escolha adequada da área é fundamental para um aterro sanitário bem-sucedido.

Para se dar inicio a uma central de tratamento de resíduos sólidos na  precisaria:

  • Capacitar os catadores informais que no qual é obrigação da prefeitura conforme consta na Política Nacional de Resíduos Sólidos para que se tornem autônomos em suas associações ou ONG’s.
  • Elaborar o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos para que pudessem além de cumprir a meta estabelecida em lei atrair investidores do setor.
  • Instalar a central para que no máximo em 03 meses estivessem pronta para processar as 70 toneladas diárias que chegam ao aterro sanitário.

Para transformar os resíduos de Gravatá, ações conjuntas de educação ambiental e coleta seletiva são essenciais.

Com a implantação dessa central de tratamento o município deixaria de:

  • Gastar com a operação do aterro sanitário
  • Geraria renda
  • Aumentaria o quadro de funcionários
  • Poderia capacitar catadores para serem multiplicadores nessa causa
  • Implantaria na cidade a coleta seletiva
  • Venderia materiais reciclados para a fabricação de novos produtos atendendo assim a legislação vigente e fechando o clico de vida do produto.

Obedecendo ao tripé da sustentabilidade-social-ambiental e econômico pode-se fazer um grande trabalho que no qual define o desenvolvimento sustentável ou seja, atenderíamos as nossas necessidades sem prejudicar o desenvolvimentos das futuras gerações, pois isso é possível como já é realidade em diversos países desenvolvidos a exemplo a Alemanha. O desafio dos resíduos de Gravatá pede soluções criativas, como incentivos para a reciclagem comunitária.

Os Resíduos de Gravatá. A qualidade do ar em um aterro sanitário é um aspecto crucial a ser monitorado. A decomposição dos resíduos pode gerar gases, como metano e dióxido de carbono, que são potenciais poluentes atmosféricos. A coleta e o tratamento adequados dos gases do aterro são essenciais para prevenir emissões nocivas, garantindo a preservação da qualidade do ar e a saúde das comunidades próximas.
A qualidade do ar em um aterro sanitário é um fator de extrema importância para a saúde pública e o meio ambiente. A decomposição dos resíduos produz gases, como metano e sulfeto de hidrogênio, que podem causar impactos negativos. O monitoramento contínuo desses gases e a implementação de sistemas de drenagem adequados são essenciais para garantir a qualidade do ar e minimizar os riscos à saúde.

Porém como estamos no Brasil país da corrupção as coisas caminham a passos lentos ou na maioria dos casos onde os beneficiados em ultima prioridade é a população.Contudo a Lei 12.305 é um marco importante para o nosso país e mesmo atrasada cerca de 20 anos ainda sim temos muita coisa pra fazer ou melhor tirar do papel e coloca-las em prática e isso depende não só apenas das autoridades como também de toda a sociedade que devem ajudar nessa construção de desenvolvimento sustentável.

Autor: Lucivaldo Pereira

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Gleysson B. Machado

Gleysson B. Machado

Sou especialista em transformar problemas ambientais em negócios sustentáveis. Formado em Dip. Ing. Verfahrenstechnik (Eng. Química) pela Universidade de Ciências Aplicadas de Frankfurt/M na Alemanha com especialização e experiência em Tecnologias para geração de Energia e Engenharia Ambiental. Larga experiência em Resíduos Sólidos com foco em Biodigestores Anaeróbios
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