POR QUE ÁGUAS POLUÍDAS CAUSAM A MORTE DE PEIXES

Morte de peixes. Nas águas turvas da poluição, um silêncio mortal se espalha. Resíduos orgânicos despejados sem cuidado consomem o oxigênio, essencial para a vida dos peixes. Estes seres, outrora vibrantes, agora sucumbem em um ambiente asfixiado, um triste testemunho da negligência humana que transforma rios e mares em túmulos aquáticos.
Qual a importância dos ecossistemas aquáticos? Qual o papel dos peixes nos ecossistemas aquáticos? O que são resíduos orgânicos? Como as águas são poluídas com resíduos orgânicos? O que acontece quando resíduos orgânicos são descartados na água? Quais as consequências da água poluída para os seres humanos? Por que os peixes morrem em águas poluídas com resíduos orgânicos?

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Morte de peixes. A vitalidade dos ecossistemas aquáticos é fundamental não apenas para a biodiversidade marinha, mas também para o bem-estar humano. Esses sistemas fornecem recursos essenciais, como água potável, alimentos e regulam o clima. No entanto, a poluição por resíduos orgânicos tem se tornado uma ameaça crescente, afetando diretamente a vida aquática, principalmente os peixes. Resíduos orgânicos, oriundos de fontes como esgotos domésticos, dejetos de animais e restos de alimentos, ao serem despejados em rios, lagos e oceanos, provocam uma série de reações nocivas. A principal delas é a eutrofização, um processo no qual o excesso de nutrientes, como nitrogênio e fósforo, estimula o crescimento descontrolado de algas. Este fenômeno não apenas bloqueia a luz solar, impedindo o crescimento de plantas aquáticas, mas também, quando as algas morrem e se decompõem, consome grandes quantidades de oxigênio da água.

A redução de oxigênio, conhecida como hipóxia, é particularmente devastadora para os peixes. Estes animais dependem do oxigênio dissolvido na água para respirar, e níveis baixos podem levar a uma mortandade massiva. Além disso, a qualidade da água se deteriora, afetando o equilíbrio ecológico e tornando o ambiente hostil para a vida aquática. A morte dos peixes em ambientes poluídos não é apenas uma perda para a biodiversidade; afeta também a pesca, uma fonte vital de alimento e renda para muitas comunidades. Além disso, a poluição orgânica pode afetar a saúde humana, pois peixes contaminados, quando consumidos, podem transmitir doenças.

A preservação da qualidade da água em nossos ecossistemas aquáticos é essencial. Isso requer ações coordenadas, incluindo o tratamento eficaz de efluentes, práticas agrícolas sustentáveis e conscientização pública. Proteger nossos corpos d’água não é apenas uma questão ambiental, mas também uma necessidade para a saúde e o bem-estar das futuras gerações.  A morte de peixes em águas poluídas é um espelho do descuido humano, refletindo o impacto devastador de nossas ações na natureza.

Qual a importância dos ecossistemas aquáticos? 

Os ecossistemas aquáticos, que incluem rios, lagos, oceanos, estuários e pântanos, são cruciais para o equilíbrio ambiental do planeta e para o bem-estar humano. A morte de peixes, flutuando inanimados em águas turvas, é um lembrete trágico da fragilidade dos ecossistemas aquáticos.

Morte de Peixes. Os ecossistemas aquáticos são tesouros naturais que abrigam uma rica diversidade de vida. No entanto, a morte de peixes devido à poluição ameaça esses preciosos habitats, desencadeando desequilíbrios ecológicos que reverberam por toda a cadeia alimentar. Proteger nossas águas é essencial para a sobrevivência de espécies aquáticas e para a saúde de nosso planeta.
A beleza dos ecossistemas aquáticos está sob séria ameaça devido à morte de peixes causada pela poluição. Essas águas sustentam a vida de inúmeras espécies e desempenham um papel vital no equilíbrio global. A conservação é a chave para preservar a riqueza desses ecossistemas e evitar um colapso irreversível

Eles desempenham várias funções vitais:

  • Biodiversidade: Os ecossistemas aquáticos são lar de uma vasta gama de espécies. Eles fornecem habitats essenciais para muitas formas de vida, incluindo peixes, mamíferos marinhos, aves, plantas e microorganismos. Esta biodiversidade é crucial para a manutenção do equilíbrio ecológico.
  • Regulação do Clima: Os oceanos desempenham um papel fundamental na regulação do clima da Terra. Eles absorvem grandes quantidades de dióxido de carbono, ajudando a mitigar as mudanças climáticas. Além disso, os ecossistemas marinhos influenciam padrões climáticos e meteorológicos globais.
  • Recursos Hídricos e Alimentares: Os ecossistemas aquáticos são fontes importantes de água doce e alimentos. Eles fornecem uma quantidade significativa dos alimentos consumidos no mundo, especialmente peixes e frutos do mar, essenciais para a nutrição humana.
  • Recursos Econômicos: A pesca, o turismo e outras atividades econômicas dependentes da água representam uma fonte significativa de renda e empregos para milhões de pessoas ao redor do mundo.
  • Purificação da Água: Os ecossistemas aquáticos ajudam a filtrar poluentes e purificar a água, desempenhando um papel crucial na manutenção da qualidade da água.
  • Ciclo Hidrológico: Eles são parte integrante do ciclo hidrológico, contribuindo para a recarga de aquíferos, regulação das inundações, e manutenção do fluxo de rios e lagos.
  • Pesquisa e Educação: Servem como locais para pesquisa científica e educação, oferecendo oportunidades para estudar ecologia, biologia marinha e ciências ambientais.
  • Valor Cultural e Recreativo: Muitas culturas têm uma profunda conexão espiritual e histórica com corpos d’água. Além disso, atividades recreativas como natação, pesca e navegação são essenciais para o bem-estar humano.

A proteção e conservação dos ecossistemas aquáticos são, portanto, essenciais não apenas para a saúde do meio ambiente, mas também para o sustento e qualidade de vida das populações humanas. A morte de peixes nas margens de rios outrora cristalinos serve como um grito silencioso por socorro, um pedido urgente por conservação.

Qual o papel dos peixes nos ecossistemas aquáticos?

A morte de peixes, causada pela asfixia em águas sufocadas por poluentes, clama por uma mudança imediata em nossas práticas ambientais.

A morte de peixes, como o tucunaré, é uma triste realidade em águas poluídas. Essas espécies magníficas, como o tucunaré, enfrentam um destino sombrio quando seus habitats são degradados pela poluição. Cabe a nós, amantes da pesca e da natureza, defendermos a conservação desses peixes e de seus ecossistemas.
O tucunaré, conhecido por sua beleza e força, sofre com a morte em águas poluídas. A contaminação ameaça não apenas essa espécie, mas todo o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Proteger o tucunaré é um chamado para proteger a biodiversidade e a beleza de nossas águas.

Os peixes desempenham vários papéis fundamentais nos ecossistemas aquáticos, contribuindo significativamente para o equilíbrio e a saúde desses habitats. Suas funções incluem:

  • Manutenção da Cadeia Alimentar: Peixes são componentes essenciais das redes alimentares aquáticas. Eles atuam como predadores e presas, mantendo o equilíbrio das populações de outras espécies aquáticas, como invertebrados, plantas e algas. Grandes peixes predadores, como tubarões e atuns, regulam as populações de espécies menores, evitando a superpopulação e o esgotamento dos recursos.
  • Reciclagem de Nutrientes: Peixes contribuem para a ciclagem de nutrientes nos ecossistemas aquáticos. Eles se alimentam em diferentes níveis tróficos e reciclam nutrientes através de suas excreções, ajudando a manter a produtividade e o equilíbrio ecológico das águas.
  • Aeração da Água: Alguns peixes, ao se alimentarem no fundo dos corpos d’água, revolvem o sedimento, o que facilita a aeração e a distribuição de nutrientes, beneficiando o ecossistema como um todo.
  • Polinização e Dispersão de Sementes: Em alguns ecossistemas, como mangues e várzeas, os peixes podem desempenhar um papel na polinização de plantas e na dispersão de suas sementes, contribuindo para a saúde e a expansão desses habitats.
  • Indicadores de Saúde Ambiental: A presença e o estado de saúde das populações de peixes são indicadores da qualidade ambiental. Variações em suas populações podem sinalizar mudanças na qualidade da água ou impactos de poluentes.
  • Suporte para Biodiversidade: Peixes fornecem habitat e recursos para outras formas de vida, como parasitas, organismos simbióticos e espécies que se abrigam ou se reproduzem entre eles.
  • Influência na Estrutura Física dos Ecossistemas: Algumas espécies de peixes, como os que constroem ninhos ou os que se alimentam de corais, podem influenciar a estrutura física dos ecossistemas aquáticos.

Os peixes são fundamentais para a manutenção do equilíbrio ecológico, produtividade e diversidade biológica dos ecossistemas aquáticos. A sua conservação é vital para a saúde geral dos ambientes de água doce e marinhos.

O que são resíduos orgânicos? 

A morte de peixes, vítimas da negligência humana, ecoa uma mensagem alarmante sobre a saúde de nossos rios e oceanos. Resíduos orgânicos são materiais provenientes de seres vivos e que são biodegradáveis. Estes resíduos são compostos por substâncias que foram parte de organismos vivos ou produzidos por eles. Eles são caracterizados por sua capacidade de serem decompostos por microorganismos como bactérias e fungos.

Morte de Peixes. O lançamento de esgoto nos rios é um assassino silencioso da vida aquática. A morte de peixes é o trágico resultado desse ato de poluição. Cada vez que despejamos esgoto sem tratamento, estamos condenando os habitantes dos rios a um destino sombrio. É hora de repensar nossas práticas e proteger os ecossistemas aquáticos
A conexão entre o lançamento de esgoto e a morte de peixes é inegável. Os poluentes no esgoto privam a água de oxigênio, sufocando os peixes. Essa tragédia ecológica deve nos motivar a investir em tratamento de esgoto eficaz e ação ambiental responsável.

Esse processo de decomposição transforma a matéria orgânica em compostos mais simples, muitas vezes retornando nutrientes ao solo ou ao meio ambiente.

Os tipos e exemplos de resíduos orgânicos incluem:

  • Resíduos de Alimentos: Restos de frutas, legumes, carnes, ossos, cascas de ovo, grãos e outros produtos alimentares.
  • Resíduos de Jardim e Agricultura: Folhas, grama cortada, galhos, flores, resíduos de colheitas e outros materiais vegetais.
  • Excrementos de Animais: Fezes e urina de animais domésticos e de fazenda, incluindo esterco e resíduos de criações.
  • Resíduos de Madeira: Madeira não tratada, serragem e outros subprodutos da madeira.
  • Papel e Papelão: Produtos de papel não tratados ou sem revestimentos químicos, como jornais e caixas de papelão.

Esses resíduos são gerados cotidianamente nas atividades humanas, como na preparação de alimentos, na manutenção de jardins e parques, na criação de animais e na indústria de madeira e papel. São materiais orgânicos que, após o uso ou consumo, são descartados. A geração desses resíduos é uma parte natural do ciclo de vida dos produtos e seres vivos, refletindo o consumo e as atividades humanas no dia a dia. A morte de peixes, em escalas crescentes, sinaliza um alarme para a crise ambiental que enfrentamos, exigindo ação e consciência.

Como as águas são poluídas com resíduos orgânicos? 

A poluição das águas com resíduos orgânicos ocorre de várias maneiras, refletindo uma ampla gama de atividades humanas e processos naturais. Aqui estão os principais modos pelos quais isso acontece:

  • Esgoto Doméstico: Uma das fontes mais comuns de poluição orgânica em corpos d’água é o esgoto doméstico. Este inclui águas residuais de cozinhas, banheiros e lavanderias, que contêm restos de alimentos, fezes, urina, detergentes e outros materiais orgânicos. Em muitos lugares, o esgoto não é adequadamente tratado antes de ser despejado em rios, lagos ou mares, levando à poluição.
  • Efluentes Industriais: Algumas indústrias, como as de processamento de alimentos, papel e celulose, produzem grandes quantidades de resíduos orgânicos. Se esses efluentes não forem tratados adequadamente, podem poluir os corpos d’água.
  • Agricultura e Pecuária: Fertilizantes, estercos e resíduos de culturas são fontes significativas de resíduos orgânicos. Quando chove, esses materiais podem ser lavados para os cursos d’água (escoamento superficial). Além disso, operações de pecuária intensiva geram grandes quantidades de resíduos animais que podem contaminar as águas.
  • Despejo Ilegal e Lixões: O despejo ilegal de resíduos orgânicos e a existência de lixões próximos a corpos d’água podem levar a vazamentos e infiltrações de material orgânico nas águas subterrâneas e superficiais.
  • Drenagem Urbana: Em áreas urbanas, a drenagem de águas pluviais muitas vezes carrega consigo resíduos orgânicos das ruas, como folhas, grama cortada e lixo, para o sistema de esgoto ou diretamente para corpos d’água.
  • Decomposição Natural: Além das fontes antropogênicas, processos naturais como a queda de folhas, galhos e a morte de animais aquáticos também contribuem para a entrada de resíduos orgânicos nos ecossistemas aquáticos.

A poluição por resíduos orgânicos pode causar uma série de problemas ambientais, como a eutrofização, que leva ao crescimento excessivo de algas, redução do oxigênio dissolvido na água e a perda de biodiversidade. Portanto, é crucial gerenciar e tratar esses resíduos adequadamente para proteger a saúde dos ecossistemas aquáticos e, consequentemente, a saúde humana e o meio ambiente. A morte de peixes em lagos poluídos é um testemunho silencioso do preço da poluição, afetando não apenas a vida marinha, mas toda a biodiversidade.

O que acontece quando resíduos orgânicos são descartados na água? 

Quando resíduos orgânicos são descartados em corpos d’água, inicia-se um processo de degradação que, embora natural, pode ter implicações profundas quando ocorre em excesso. Imagine o ciclo sereno da vida em um rio, lago ou mar sendo perturbado por uma enxurrada de matéria que deveria seguir outro destino. Essa intrusão desencadeia uma série de eventos, muitas vezes invisíveis a olho nu, mas com um impacto que ressoa por todo o ecossistema.

Morte de Peixes. A presença excessiva de algas nos rios é um grito de socorro para os peixes. À medida que as algas prosperam devido a nutrientes em excesso, o oxigênio é rapidamente consumido. A morte de peixes, asfixiados por águas sufocadas, é uma consequência trágica dessa eutrofização desenfreada.
A morte de peixes é um triste epílogo quando as algas dominam os rios. O crescimento exponencial de algas, alimentado por nutrientes em excesso, deixa as águas aquáticas incapazes de sustentar a vida. É crucial combater a eutrofização para proteger nossos ecossistemas aquáticos.

À medida que esses resíduos – restos de alimentos, fezes, folhas em decomposição, entre outros – entram na água, eles se tornam o banquete de inúmeros microorganismos. Bactérias e fungos, em um processo natural e essencial, começam a quebrar essa matéria orgânica. Esse processo, embora vital, consome oxigênio dissolvido na água – um recurso precioso e limitado no ambiente aquático. A morte de peixes, espalhados como sombras sob a superfície da água, revela a urgente necessidade de repensarmos nosso impacto no planeta.

Em um cenário equilibrado, esse consumo de oxigênio seria compensado e o ecossistema permaneceria saudável. No entanto, com o aporte excessivo de resíduos orgânicos, a demanda por oxigênio supera a oferta. O oxigênio na água, tão vital para a vida de peixes, invertebrados e plantas aquáticas, começa a se esgotar. O ambiente outrora vibrante e repleto de vida enfrenta agora uma crise silenciosa.

Esse declínio no oxigênio dissolvido transforma áreas antes prósperas em zonas hipóxicas, ou “zonas mortas”, onde a vida aquática luta para sobreviver. Este não é apenas um fenômeno localizado, mas uma perturbação que se propaga, afetando o equilíbrio e a saúde de todo o ecossistema.

Assim, o descarte inadequado de resíduos orgânicos em corpos d’água não é apenas um ato de poluição; é um golpe contra a delicada teia da vida aquática. É uma interferência direta nos processos naturais que sustentam ecossistemas inteiros, uma ação cujas consequências podem ser tanto profundas quanto duradouras. É um lembrete de nossa responsabilidade compartilhada em proteger esses recursos vitais, não apenas para nós, mas para todas as formas de vida que dependem de águas limpas e saudáveis para prosperar.

Quais as consequências da água poluída para os seres humanos? 

Quando as águas do nosso planeta são poluídas, não é apenas o meio ambiente que sofre; os impactos sobre os seres humanos são profundos, diretos e muitas vezes devastadores. A água é a fonte da vida, e sua contaminação representa uma ameaça iminente à nossa própria existência e bem-estar. A morte de peixes, provocada por águas envenenadas, é um reflexo doloroso do desequilíbrio ecológico que criamos.

Imagine abrir a torneira e encontrar água turva, impregnada de substâncias nocivas e patógenos, em vez de um líquido puro e revitalizante. Para milhões de pessoas ao redor do mundo, esse cenário não é uma mera imaginação, mas uma realidade diária. A poluição da água compromete o acesso à água potável, fundamental para a saúde humana. O consumo de água contaminada pode levar a doenças graves, como cólera, disenteria, hepatite e até câncer. Crianças, em particular, são extremamente vulneráveis a essas doenças, com muitas enfrentando doenças crônicas ou morte prematura.

Além da ingestão, a poluição da água afeta a higiene e a saúde em um espectro mais amplo. Banhar-se em águas contaminadas pode causar infecções na pele, nos olhos e em outros órgãos. Agricultores que usam água poluída para irrigação muitas vezes encontram suas colheitas comprometidas, o que não apenas afeta a segurança alimentar, mas também a economia local.

A morte de peixes em águas contaminadas é apenas a ponta do iceberg. Água poluída também traz doenças humanas graves. Consumir ou ter contato com água contaminada pode levar a doenças como cólera, hepatite e disenteria, representando uma ameaça direta à saúde pública.
A morte de peixes é um sintoma da tragédia maior: água contaminada. Essa água não só prejudica a vida aquática, mas também coloca os seres humanos em risco. Doenças transmitidas pela água, resultantes da poluição, são uma ameaça real à nossa saúde.

Os efeitos da água poluída vão além da saúde física. Eles tocam a essência da dignidade humana e da qualidade de vida. Comunidades que lutam com a poluição da água frequentemente enfrentam desafios econômicos, pois a pesca, o turismo e outras atividades dependentes da água limpa são prejudicadas. A água poluída pode destruir a beleza e a vitalidade dos habitats naturais, privando as gerações futuras da riqueza da natureza intocada.

Este é um chamado urgente para ação. A água poluída não é apenas um problema ambiental; é uma crise humanitária. Cada um de nós tem a responsabilidade de proteger nossos recursos hídricos. Seja através do uso consciente da água, do apoio a políticas de tratamento de água eficazes, ou da educação e sensibilização sobre este assunto crítico, todos temos um papel a desempenhar. A água limpa não é um luxo; é um direito humano fundamental, e devemos lutar incansavelmente para preservá-la. Não apenas para nós, mas para as gerações futuras, para quem um mundo com água limpa e abundante deve ser uma promessa, não apenas um sonho distante.

Como as águas poluídas com resíduos orgânicos causam a morte de peixes?

A morte de peixes, em rios transformados em canais de resíduos, é um lembrete de que a proteção ambiental não é uma opção, mas uma necessidade vital. Os peixes morrem em águas poluídas com resíduos orgânicos devido a uma série de processos ecológicos e químicos que alteram drasticamente o seu habitat. Quando resíduos orgânicos, como restos de alimentos, excrementos de animais, e folhas em decomposição, são despejados em corpos d’água, eles começam a ser decompostos por bactérias e outros microorganismos. Este processo de decomposição consome oxigênio dissolvido na água, um recurso vital para a sobrevivência dos peixes.

À medida que a quantidade de resíduos orgânicos aumenta, mais oxigênio é consumido no processo de decomposição, levando a uma condição conhecida como hipóxia, que é a redução significativa do oxigênio dissolvido. Em casos extremos, isso pode resultar em anoxia, um estado onde há quase nenhum oxigênio disponível. Sem oxigênio suficiente na água, os peixes não conseguem respirar adequadamente e acabam morrendo.

A morte de peixes em rios contaminados por resíduos orgânicos é um cenário desolador. À medida que os resíduos se acumulam, a decomposição consome o oxigênio vital para os peixes, sufocando-os. Essa tragédia ambiental nos lembra da urgência de tratar nossos recursos hídricos com respeito e responsabilidade.
A morte de peixes em rios poluídos por resíduos orgânicos é um eco triste da nossa negligência. Esses corpos d’água uma vez cheios de vida são transformados em armadilhas letais. A conservação é a chave para proteger essas preciosas espécies e seus habitats

Além disso, a decomposição de resíduos orgânicos pode levar ao crescimento excessivo de algas, num processo chamado eutrofização. As algas que proliferam bloqueiam a luz solar de atingir as plantas subaquáticas, prejudicando a fotossíntese e, por consequência, a produção de oxigênio. Quando essas algas morrem e se decompõem, elas também consomem grandes quantidades de oxigênio, exacerbando ainda mais a redução do oxigênio dissolvido na água.

Outro fator é a alteração da qualidade da água. A presença excessiva de matéria orgânica e a subsequente atividade bacteriana podem alterar a composição química da água, afetando o pH e liberando toxinas que podem ser prejudiciais aos peixes.

Portanto, a mortalidade de peixes em águas poluídas com resíduos orgânicos é frequentemente resultado de uma combinação de hipóxia ou anoxia, alterações na qualidade da água e desequilíbrios ecológicos causados pela eutrofização.

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Gleysson B. Machado

Sou especialista em transformar problemas ambientais em negócios sustentáveis. Formado em Dip. Ing. Verfahrenstechnik (Eng. Química) pela Universidade de Ciências Aplicadas de Frankfurt/M na Alemanha com especialização e experiência em Tecnologias para geração de Energia e Engenharia Ambiental. Larga experiência em Resíduos Sólidos com foco em Biodigestores Anaeróbios
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