junho 21, 2014
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O desenvolvimento da cadeia produtiva de ímãs de Terras Taras

O estudo realizado pelo CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos)  apresenta uma síntese com informações estratégicas sobre o desenvolvimento da cadeia produtiva de ímãs de Terras Taras no Brasil, incluindo o diagrama geral da cadeia produtiva, com indicação dos principais usos industriais e do nível de competência nacional em cada estágio da cadeia. Na sequência, definem-se os direcionadores estratégicos para o desenvolvimento da cadeia de ímãs de Terras Taras no Brasil.

Aprenda a ter um negócio de sucesso com resíduos no Portal Resíduos SólidosA extração de matéria prima secundária a partir de resíduos de equipamentos eletrônicos pode ser um grande negócio no Brasil e em países que ainda não possuem recicladoras suficientes para tratar o seu próprio resíduo desde que haja um bom planejamento e se conheça as estratégias de mercado deste setor. Um bom exemplo de funcionamento de uma usina profissional está localizado na cidade de Frankfurt na Alemanha. A recicladora de equipamento eletrônicos de Frankfurt qualifica, treina e emprega pessoas na região além de dar um exemplo de lucratividade. Todas essas etapas estão devidamente explicadas no “Curso Online de Tecnologia de Reciclagem de resíduos eletrônicos” do Portal Resíduos Sólidos.

A Figura abaixo representa esquematicamente a cadeia produtiva de ímãs de Terras Taras e os principais usos industriais dessa estratégica aplicação. A análise feita por especialistas indicou as atuais competências brasileiras nos processos produtivos associadas à cadeia produtiva de ímãs de Terras Taras. Destacam-se, na Figura, além do grau de domínio em cada etapa da cadeia produtiva, os pontos de atenção que deverão ser considerados na construção do roadmap estratégico da cadeia produtiva de ímãs de Terras Taras.

Competência atual em cada estágio da cadeia produtiva de ímãs de terras raras

Competência atual em cada estágio da cadeia produtiva de ímãs de terras raras

Concluiu-se que os estágios mais críticos são a redução de óxidos, a obtenção de ligas e a fabricação de ímãs propriamente dita. Nos estágios anteriores da cadeia, foram identificados gargalos na passagem dos resultados da fase piloto para inovação, produção e comercialização em larga escala.

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Concluiu-se que a produção de ímãs de Terras Taras é inexistente no Brasil no momento, estando basicamente concentrada na China e no Japão, em função dos custos de produção mais competitivos e do atual domínio tecnológico daqueles países. Essa situação, no entanto, deverá sofrer uma mudança radical com a entrada de novos países produtores de Terras Taras, incluindo o Brasil. A produção de ímãs, em função da agregação de valor, deverá se constituir em uma atividade importante a ser fomentada, dado o quadro de competência atual já alcançado no Brasil.

Saiba tudo sobre Tecnologia de Reciclagem de Equipamentos Eletrônicos no Portal Resíduos SólidosOs grupos de pesquisa estabelecidos estão potencialmente capacitados para desenvolver inovações nesse campo no Brasil. Continuam os trabalhos de pesquisa em nível internacional e o acompanhamento do desenvolvimento do estado da arte por meio de publicações em periódicos de  especialistas brasileiros e da participação em conferências internacionais importantes, tanto em relação ao desenvolvimento de tecnologias já estabelecidas quanto tecnologias de ponta, como, por exemplo, a refrigeração magnética. Necessita-se, no entanto, de melhoria na infraestrutura laboratorial e de PD&I, como será proposto a seguir.

A visão de futuro da cadeia produtiva de ímãs de Terras Taras no Brasil, considerando o horizonte 2030, refere-se à integração a montante da fabricação de ímãs de Terras Taras a partir de Terras Taras de origem nacional e ao desenvolvimento a jusante (usos industriais de ímãs de Terras Taras), obedecendo aos preceitos de sustentabilidade.

A estratégia nacional para atingir essa visão foi estruturada segundo oito dimensões de análise, a saber: mercado de ímãs permanentes e seus usos industriais; reservas e produção de Terras Taras no Brasil; política nacional para Terras Taras com foco na cadeia produtiva de ímãs e seus usos industriais; marco regulatório com foco na cadeia produtiva de ímãs; investimentos; infraestrutura; recursos humanos e tecnologia para o desenvolvimento tecnológico e operações da cadeia em foco.

Propõe-se, a seguir, a estratégia para o desenvolvimento da cadeia produtiva de ímãs permanentes:

  • Integrar a produção industrial de imas de Terras Taras a montante pelo emprego de Terras Taras de origem nacional a preços competitivos;
  • Focar no desenvolvimento da cadeia de imas, induzida pelo mercado, a partir da ponta da cadeia produtiva (usos industriais);
  • Estruturar e fortalecer a participação dos fabricantes e usuários na cadeia;
  • Garantir suprimento de Terras Taras para a integração a montante da produção industrial de imas de Terras Taras para a industria brasileira. Fontes de matéria-prima potenciais seriam, por exemplo, a monazita estocada pela empresa Industrias Nucleares do Brasil (INB) e os rejeitos de Catalão/Fosfértil e Araxá;
  • Viabilizar novas fontes de exploração de Terras Taras;
  • Colocar o Brasil como grande player na exploração de elementos terras raras (ETRs);
  • Criar incentivos fiscais para uso de Terras Taras de origem nacional, de natureza tributaria, para a integração a montante da cadeia produtiva de imas de Terras Taras;
  • Criar programas de incentivos para estados e municípios atuarem no mercado como demandantes de produtos que utilizem tecnologia baseadas em imas de Terras Taras, por exemplo, ônibus elétricos, trens magnéticos, geradores elétricos, entre outros usos;
  • Atrair investimentos de forma escalonada (busca de domínio tecnológico, piloto e industrial);
  • Consolidar capacidade de produção em nível industrial de ímãs de Terras Taras;
  • Integrar a montante a cadeia produtiva de ímãs;
  • Consolidar e expandir a infraestrutura de laboratórios de PD&I com foco em produção piloto e laboratório (fábrica);
  • Implementar programas de PD&I com apoio a projetos cooperativos ICTs/empresas, facilidades de pesquisa, suporte técnico e logístico ao desenvolvimento da cadeia produtiva de ímãs;
  • Manter esforços de capacitação de recursos humanos em todos os níveis para fazer frente aos novos desafios da cadeia produtiva de ímãs;
  • Incentivar/apoiar programas de cursos de pós-graduação com objetivo de formar mestres e doutores com foco na produção e utilização de ímãs de Terras Taras;
  • Promover o desenvolvimento de novas tecnologias de processos e produtos com know-how próprio, registro de propriedade intelectual no sentido de garantir competitividade, hegemonia tecnológica e inovação voltados para o aperfeiçoamento contínuo da cadeia produtiva de ímãs.
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Com relação aos últimos objetivos, destacam-se, informações estratégicas de propriedade intelectual relativas às etapas críticas da cadeia. Identificaram-se 7.286 patentes, que foram classificadas por ano, proprietário, código ICP e área de conhecimento. A partir desse levantamento, concluiu-se que a maioria das empresas proprietárias de patentes referentes a ímãs permanentes de Terras Taras é japonesa.

Fonte: Usos e aplicações de Terras Raras no Brasil: 2012 – 2030 – Centro de Gestão e Estudos Estratégicos

 

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About gleysson

gleysson

Sou especialista em transformar problemas ambientais em negócios sustentáveis. Formado em Dip. Ing. Verfahrenstechnik (Eng. Química) pela Universidade de Ciências Aplicadas de Frankfurt/M na Alemanha com especialização e experiência em Tecnologias para geração de Energia e Engenharia Ambiental. Larga experiência em Resíduos Sólidos com foco em Biodigestores Anaeróbios

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