OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS NO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Como está o desenvolvimento do mercado de resíduos sólidos no Brasil? De quem é a responsabilidade pelo lixo gerado? O que o profissional em gerenciamento de resíduos sólidos pode fazer para desenvolver o mercado de resíduos? Quem pode ser responsável por um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos?  Qual o check list de um profissional de gerenciamento de resíduos para saber se está pronto para atuar no mercado?

Talvez o maior problema de todas as sociedades, seja a poluição ambiental. Situação que se multiplica ao mesmo passo que o crescimento populacional, já que toda atividade humana gera resíduos.

Assim, dar destinação ambientalmente adequada aos rejeitos do consumo, é o grande desafio. Logo, faz existir uma demanda em todo o planeta por soluções ambientais realmente adequadas.

Outro grande desafio para desenvolver este setor é de ordem econômica, já que tecnologia temos de sobra. Uma vez havendo tecnologia, a lógica seria que este mercado já estivesse completamente desenvolvido. Porém, apenas alguns países conseguiram implementar com eficiência a estratégia de economia circular e logística reversa.

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Como está o desenvolvimento do mercado de resíduos sólidos no Brasil?

Embora não seja o quadro mais positivo, um mercado inexplorado, ambientalmente falando. Mas, em termos de oportunidade, como está tudo por fazer, este é o momento mais promissor para os profissionais da área ambiental.

Principalmente para os que desenvolveram uma visão empreendedora para projetos de gerenciamento de resíduos sólidos. 

No Brasil, a necessidade de plano de gerenciamento de resíduos sólidos urbanos ainda é imensa. Muitos municípios ainda não conseguiram erradicar os lixões a céu aberto. Outros sequer possuem serviço de coleta. 

Com o Ministério Público batendo à porta, gestores públicos e empresários, têm passado um certo “apuro”. Tudo por falta de projetos eficientes que realmente resolvam os problemas apontados na Lei, da forma como a mesma exige: ambientalmente adequada. 

Por outro lado, como o setor precisa ser desenvolvido, muitos acabam acreditando que incinerar é a opção mais viável. Contudo, não é destruindo toda uma cadeia produtiva, que será resolvida esta crise ambiental, social e econômica que vivenciamos. 

Graças a um grupo influente política e financeiramente, assistimos uma certa pressão para a adesão da incineração. Se esta tecnologia se estabelecer, teremos ao invés do desenvolvimento do mercado de resíduos, um desmantelamento dos potenciais negócios neste setor. Para que esta proposta seja revista e descartada, precisamos de profissionais da área ambiental, especializados em empreendimentos sustentáveis. 

Somente este especialista pode direcionar políticas públicas que alicercem o processo de forma a gerar lucro do lixo. Isto mesmo! Ao invés de queimar resíduos sólidos urbanos, reaproveitá-los  na reciclagem é alimentar um ciclo produtivo que gera empregos e renda.

De quem é a responsabilidade pelo lixo?

Todos somos responsáveis por nossos dejetos. O cidadão deve separar seu lixo em casa, resíduos úmidos de secos. O município é responsável por realizar a coleta nos domicílios. 

As empresas são qualificadas como grandes geradores e devem contratar um profissional para elaborar o plano de gerenciamento de resíduos sólidos. Este plano, deve direcionar a viabilização da logística reversa e a destinação correta dos rejeitos desses geradores. 

A Lei 12.305/2010, também trata desta responsabilidade compartilhada. No Art. 3° Inciso XVII – Responsabilidade Compartilhada pelo Ciclo de Vida dos Produtos.: conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos, nos termos desta Lei;

Por fim, o poder público municipal e somente este, deve estabelecer as normas e critérios finais sobre os PGRS das empresas e do município. Isso significa que, essas normas e critérios também podem mudar em função da realidade de cada localidade.

Tudo isso é regulamentado através da elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.

O que o profissional em gerenciamento de resíduos sólidos pode fazer para desenvolver o mercado de resíduos?

Apesar de termos uma legislação que cria oportunidade para todos, os negócios com resíduos ainda caminham em baixa velocidade no Brasil. Mas ao contrário do que se pensa, existem muitas empresas trabalhando no setor de resíduos sólidos. 

Porém quase anônimas por não fazerem marketing de suas ações, dando a impressão que são raras. 

É de fundamental importância que as empresas dos diversos ramos de resíduos, se adaptem ao marketing digital.  Até mesmo para ajudar a fortalecer a conscientização da necessidade deste segmento para a sociedade e o meio ambiente. 

A falta de divulgação das empresas sustentáveis, dá espaço para quem representa modelos ultrapassados de gestão se alastrarem como pragas. Estas se aproveitam  das lacunas de comunicação do modelo sustentável, para  defender teorias ultrapassadas de gestão integrada de resíduos.

Nesta era do marketing digital, as empresas que integram o panorama da sustentabilidade devem usar esta ferramenta para valorizar seus resultados. Da mesma forma que profissionais em gerenciamento de resíduos, também devem se valer do marketing para expor as vantagens de negócios neste setor. 

A qualificação com visão empreendedora para profissionais da área ambiental, é imprescindível para compor o desenvolvimento do mercado de resíduos. Estes profissionais também precisam conhecer as vantagens e desvantagens das tecnologias existentes para esse setor. 

Precisam também conhecer a regulamentação local do mercado. Assim evitarão erros na hora de sugerir tecnologias que não se aplicam para resíduos de forma geral, como a incineração por exemplo. 

Não existe destinação ambientalmente adequada universal para o lixo. Até mesmo porque o lixo é formado por incontáveis tipos de resíduos, com características físico-químicas muito diversas. Estas diferenças é que possibilitam a diversificação de empresas para processamentos de cada matéria-prima que estes resíduos representam. 

É aqui que a indústria do lixo emprega muitas pessoas e garante lucro para quem quer investir. Ao mesmo tempo que promove a proteção ambiental. Na junção de profissionais qualificados e Políticas Públicas corretamente aplicadas, é possível transformar os problemas ambientais em oportunidades de negócios.

Quem pode ser responsável por um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos?

Para responder a essa pergunta é preciso entender o contexto como um todo. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) faz as primeiras exigências referentes à PGRS. Entre elas define quem precisa elaborar um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. 

A lei também determina o que pode acontecer com as empresas que não tiverem PGRS e qual o conteúdo mínimo de um PGRS. Você quer ser um profissional responsável pelo gerenciamento de resíduos sólidos? Então conheça algumas particularidades que merecem ser observadas. 

O artigo 22 da Lei 12.305/2010 diz o seguinte:

Art. 22.  Para a elaboração, implementação, operacionalização e monitoramento de todas as etapas do plano de gerenciamento de resíduos sólidos, nelas incluído o controle da disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos, será designado responsável técnico devidamente habilitado.

Com isso entendemos que o responsável técnico por qualquer etapa do gerenciamento de resíduos de uma empresa precisa estar habilitado. Aqui não está definido que o responsável técnico precise ser de área específica, o que não seria difícil de entender. 

Cada setor possui profissionais com diferentes formações. Por exemplo: hospitais, indústria de madeira, frigoríficos, farmácias, comércio, institutos de educação, entre outros. A Lei também não diz que esses responsáveis técnicos precisam ter qualificação de nível superior.  

Mas no geral, se sua qualificação for reconhecida por algum órgão legal, você pode trabalhar com elaboração de PGRS. O que você precisa, porém, é da qualificação que lhe prepare para enfrentar os desafios diários deste trabalho.

Desenvolver políticas é importante, executar o planejamento é fundamental.” Gleysson Machado.

Qual o “check list” de um profissional de gerenciamento de resíduos para saber se está pronto para atuar no mercado?

A principal função de um profissional de gerenciamento de resíduos é saber destinar os resíduos de forma ambientalmente adequada. Assim você precisa saber:

  • Como armazenar, coletar, transportar e destinar resíduos. Tudo de forma ambientalmente adequada aproveitando ao máximo o potencial de negócios.
  • GRAVIMETRIA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
    Saber fazer o Diagnóstico dos Resíduos Sólidos. Este processo é conhecido como Gravimetria; Estudo Gravimétrico ou Análise Quantitativa e Qualitativa de resíduos, essencial para o dimensionamento de soluções tecnológicas do setor como usinas de reciclagem, compostagem, biogás, aterros sanitários, entre outras.
  • TECNOLOGIAS DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS
    Saber como reciclar os resíduos, qual a melhor tecnologia, para que possa mostrar soluções com autoridade e baseado em estudos prévios da legislação e demanda do mercado.
  • MAPEAMENTO DO MERCADO
    Quais as soluções existentes no mercado local, o que pode ser melhorado e o que ainda falta fazer, quais as categorias de soluções;
  • COMPETÊNCIAS EMPRESARIAIS
    O que acontece quando você cruza os dados da gravimetria de resíduos da região com as soluções encontradas no mapeamento do mercado? Neste momento você precisa ter desenvolvido seu instinto empresarial, pois é aqui que encontrará muitas oportunidades de negócio e vai precisar buscar parceiros.
  • REGULAMENTAÇÃO INTERNACIONAL
    É fundamental conhecer as regulamentações legais, para poder direcionar projetos dentro do que determina a Lei.
  • NEGÓCIOS DO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS
    Conhecer as melhores estratégias para identificar os diversos negócios que podem ser desenvolvidos gerando empregos, renda e lucro.

Enfim, o profissional responsável pelo gerenciamento de resíduos sólidos deve ter segurança no que faz. Pois é este profissional que vai inserir através do PGRS, empresas e municípios  no processo da economia circular. Porém o maior desafio é dominar um mercado inovador que exige mais de você. 

Você já é um profissional da área ambiental, mas não desenvolveu estas competências listadas acima? Se recicle! O Virapuru training Center, tem o melhor conteúdo em língua portuguesa para te capacitar. 

Você quer ser um profissional de gerenciamento de resíduos sólidos, mas não tem formação superior ou ensino médio completo? O Virapuru faz o seu nivelamento técnico. 

Seja você catador, universitário, engenheiro, advogados, médicos ou aposentados, com o Treinamento PIGRS, todos têm a chance de alcançar o desenvolvimento profissional desejado.

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