PLANOS DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS PARA MATADOUROS FRIGORÍFICOS

O que é um estabelecimento de produtos de origem animal? O que é um matadouro-frigorífico? Que tipos e quantidades de Resíduos Sólidos são gerados nos matadouros frigoríficos? Que outros tipos de resíduos sólidos são gerados? Como são gerados poluentes atmosféricos e odores em matadouros frigoríficos? Há perigo com gases perigosos na atividade de matadouros frigoríficos? Como devem ser feitos os Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para Matadouros Frigoríficos? Como tratar os resíduos orgânicos de matadouros e frigoríficos? Como ser um especialista em Gerenciamento de resíduos Sólidos de matadouros frigoríficos?

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Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para Matadouros Frigoríficos. Já imaginou a quantidade de resíduos orgânicos lançados nos rios e corpos d’água no Brasil? Imagine que o Brasil é o país do agronegócio e um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Da mesma forma, praticamente não existem soluções técnicas eficientes no país para o tratamento de resíduos orgânicos.

De fato, a mão de obra qualificada poderia tornar o agronegócio brasileiro mais sustentável. Mas, são raros os profissionais que conhecem as melhores formas de tratamento desses resíduos. Então para aproveitar este mercado, você precisa ser um especialista. Para isso, aconselhamos três cursos: Diagnóstico dos Resíduos Sólidos – Gravimetria; Treinamento em Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Plano de Negócios para Biodigestores Automatizados.

O plano de gerenciamento de resíduos sólidos para matadouros frigoríficos visa otimizar a gestão dos resíduos gerados no processo, promovendo a sustentabilidade ambiental. O plano inclui estratégias para a segregação adequada dos resíduos, priorizando a reciclagem e o reaproveitamento de subprodutos. Ações para o tratamento de efluentes e dejetos, visando a minimização dos impactos ambientais, são contempladas no plano. Medidas de controle de odores e emissões atmosféricas também fazem parte do plano para garantir a saúde e bem-estar das comunidades próximas. O plano de gerenciamento prevê a capacitação dos colaboradores para a correta separação e descarte dos resíduos.

Especializar-se em gerenciamento de resíduos sólidos com uma visão internacional amplia horizontes profissionais. Com as questões ambientais sendo cada vez mais globais, profissionais com expertise internacional podem oferecer soluções inovadoras e alinhadas com as melhores práticas internacionais, abrindo portas para oportunidades em diversos países e organizações.
A especialização em gerenciamento de resíduos sólidos com uma visão internacional é essencial para enfrentar desafios globais. As questões ambientais não conhecem fronteiras, e profissionais capacitados para lidar com cenários diversos são valorizados em empresas multinacionais, governos e organizações internacionais. A expertise global abre portas para carreiras promissoras e impacto positivo no meio ambiente.

O que é um estabelecimento de produtos de origem animal?

Os frigoríficos têm como principal característica o fato de realizarem o processamento e armazenamento de produtos de origem animal. Gerando assim seus derivados, subprodutos e resíduos sólidos. No caso dos matadouros frigoríficos, estes realizam abate dos animais, separando suas carnes e vísceras. Então, fazem todo o processo desde o abate até o processamento. 

A implementação de Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para Matadouros Frigoríficos é crucial para minimizar os riscos associados aos gases tóxicos. Esses planos incluem estratégias para a segregação adequada dos resíduos, tratamento de efluentes e controle de odores. Com essas medidas, é possível garantir a saúde dos trabalhadores, reduzir impactos ambientais e promover uma gestão mais sustentável dos resíduos.

Segundo a RIISPOA (Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no seu Art. 20, os estabelecimentos de produtos de origem animal são classificados da seguinte maneira:

  1. os de carnes e derivados;
  2. os de leite e derivados;
  3. os de pescado e derivados;
  4. os de ovos e derivados;
  5. os de mel e cera de abelhas e seus derivados;
  6. as casas atacadistas ou exportadoras de produtos de origem animal.

Parágrafo único – A simples designação “estabelecimento” abrange todos os tipos e modalidades de estabelecimentos previstos na classificação do presente Regulamento.

Ainda segundo a RIISPOA no Art. 21, os estabelecimentos de carnes e derivados são classificados em

  1. matadouros-frigoríficos;
  2. matadouros;
  3. matadouros de pequenos e médios animais;
  4. charqueadas;
  5. fábricas de conservas;
  6. fábricas de produtos suínos;
  7. fábricas de produtos gordurosos;
  8. entrepostos de carnes e derivados;
  9. fábricas de produtos não comestíveis;
  10. matadouros de aves e coelhos;
  11. entrepostos-frigoríficos.

Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para Matadouros Frigoríficos são fundamentais para enfrentar os desafios ambientais e de saúde nessa atividade. Esses planos visam otimizar a gestão dos resíduos gerados no processo, priorizando a redução de odores e emissões de gases tóxicos. Estratégias para a correta segregação e tratamento de resíduos são implementadas, garantindo a destinação adequada de materiais orgânicos e subprodutos. Ações de logística reversa são desenvolvidas para reaproveitar subprodutos e reduzir desperdícios.

O que é um matadouro-frigorífico?

A definição oficial de matadouros-frigoríficos é dada pela RIISPOA como mostrado abaixo:

Art. 21 Inciso § 1º – Entende-se por “matadouro-frigorífico” o estabelecimento dotado de instalações completas e equipamentos adequados para o abate, manipulação, elaboração, preparo e conservação das espécies de açougue sob variadas formas, com aproveitamento completo, racional e perfeito, de subprodutos não comestíveis; possuirá instalações de frio industrial.

Como conseqüência das operações de abate para obtenção de carne e derivados, originam-se vários subprodutos que devem sofrer processamentos específicos. Por exemplo: couros, sangue, ossos, gorduras, aparas de carne, tripas, animais ou suas partes condenadas pela inspeção sanitária, etc.

Os Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para Matadouros Frigoríficos são a chave para mitigar os perigos dos gases. Com ações bem planejadas, como o correto tratamento de efluentes e ações de controle de odores, os riscos à saúde e ao meio ambiente são reduzidos. Além disso, esses planos promovem uma gestão mais eficiente e sustentável dos resíduos.
Os Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para Matadouros Frigoríficos são essenciais para lidar com os gases odoríferos. Eles abrangem a implementação de sistemas de tratamento de efluentes eficientes e a adoção de boas práticas na gestão dos resíduos. Essas ações garantem um ambiente de trabalho mais seguro para os colaboradores e contribuem para a proteção da comunidade e do meio ambiente.

Certamente, a finalidade do processamento e da destinação dos resíduos do abate é função de características locais ou regionais. Bem como a existência de mercado para os vários produtos resultantes e de logística adequada entre as operações. Por exemplo, o sangue pode ser vendido para processamento, visando o uso ou comercialização de seus componentes (plasma, albumina, etc). Mas também pode ser enviado para graxarias, para produção de farinha de sangue, usada normalmente na preparação de rações animais. Assim, processamentos e destinações adequadas devem ser dadas a todos os subprodutos e resíduos do abate. Sobretudo, em atendimento às leis e normas vigentes, sanitárias e ambientais.

Algumas destas operações podem ser realizadas pelos próprios abatedouros ou frigoríficos, mas também podem ser executadas por terceiros. Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para Matadouros Frigoríficos contribuem para a sustentabilidade ambiental e social. Com a correta gestão de resíduos, é possível reduzir os impactos negativos da atividade na qualidade do ar e no bem-estar das comunidades vizinhas. Investir em tecnologias de tratamento de efluentes é uma das medidas essenciais para minimizar a formação de gases tóxicos e odores desagradáveis. Além disso, capacitar os colaboradores para a segregação correta dos resíduos é parte integrante dos planos.

Que tipos e quantidades de Resíduos Sólidos são gerados nos matadouros frigoríficos?

Acima de tudo, os resíduos de abatedouros podem causar problemas ambientais graves se não forem gerenciados adequadamente. A maioria é altamente putrescível e, por exemplo, pode causar odores se não processada no prazo máximo de um dia.

Animais mortos devem ser dispostos ou tratados de forma a garantir a destruição de todos os organismos patogênicos. Dessa forma todas as partes dos animais condenadas pela inspeção sanitária são consideradas de alto risco e devem ser processadas em graxarias autorizadas. Assim para garantir a eficiência desses processos que levam à esterilização destes materiais.

O gerenciamento destes resíduos muitas vezes é economicamente inviável, principalmente para pequenas empresas, que carecem de recursos.

Algumas quantidades médias de resíduos gerados estão na tabela abaixo:

Quantidades médias dos principais resíduos gerados em abatedouros (bovinos e suínos) PACHECO 2006

Que outros tipos de resíduos sólidos são gerados?

Alguns resíduos sólidos gerados nas operações auxiliares também precisam ser considerados e adequadamente gerenciados para minimizar seus possíveis impactos ambientais. Pode-se destacar os seguintes resíduos:

  • Resíduos da estação de tratamento de água: lodos, material retido em filtros, eventuais materiais filtrantes e resinas de troca iônica;
  • Resíduos da estação de tratamento de efluentes líquidos: material retido por gradeamento e peneiramento, material flotado (gorduras/escumas), material sedimentado – lodos diversos;
  • Cinzas das caldeiras;
  • Resíduos de manutenção: solventes e óleos lubrificantes usados, resíduos de tintas, metais e sucatas metálicas (limpas e contaminadas com solventes/óleos/graxas/tintas), materiais impregnados com solventes/óleos/graxas/tintas (ex.:estopas, panos, papéis, etc);
  • Outros: embalagens, insumos e produtos danificados ou rejeitados e pallets, das áreas de almoxarifado e expedição.

No caso de graxarias anexas aos abatedouros ou matadouros, estas praticamente não geram resíduos sólidos em seus processos produtivos. Afinal, eventuais perdas residuais são reincorporadas no processo (reúso interno). Bem como algumas embalagens de produtos da graxaria e de insumos auxiliares podem ser considerados como resíduos sólidos. E quanto aos resíduos de operações auxiliares e de utilidades as graxarias anexas compartilham destas mesmas operações instaladas para os abatedouros. Ou seja, dão apenas sua parcela de contribuição na geração de resíduos destas unidades.

Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para Matadouros Frigoríficos são fundamentais para combater a presença de gases nocivos. Através de estratégias eficientes, como o tratamento adequado de efluentes e a segregação correta dos resíduos, os riscos à saúde e ao meio ambiente são minimizados. Esses planos também contribuem para uma operação mais sustentável e responsável.
A implementação de Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para Matadouros Frigoríficos é essencial para enfrentar os problemas com gases tóxicos. Esses planos incluem medidas de controle e tratamento de resíduos, buscando minimizar a formação de gases odoríferos e seus impactos. Dessa forma, o ambiente de trabalho torna-se mais seguro e a comunidade local é beneficiada pela redução da poluição ambiental. (Foto: Gleysson B Machado)

O manejo, armazenamento e a disposição inadequados, ou seja, em áreas descobertas, sobre o solo nu e sem contenção de líquidos. De fato podem contaminar o solo e as águas superficiais e subterrâneas. Dessa forma tornando-os impróprios para qualquer uso, bem como gerar problemas de saúde pública.

Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para Matadouros Frigoríficos contribuem para a economia circular e o aproveitamento máximo dos recursos. Com estratégias de reciclagem e compostagem, é possível transformar subprodutos em novos insumos, reduzindo a demanda por recursos naturais. A destinação correta de resíduos perigosos, como vísceras e sangue, é uma preocupação central dos planos, visando à prevenção de danos ao meio ambiente e à saúde pública.

Como são gerados poluentes atmosféricos e odores em matadouros frigoríficos?

Nos abatedouros, normalmente os poluentes atmosféricos são gerados pela queima de combustíveis nas caldeiras que produzem vapor para os processos produtivos. Igualmente para as operações de abate e do mesmo modo para as graxarias, caso estejam anexas aos abatedouros. Visto que, óxidos de enxofre e de nitrogênio e material particulado são os principais poluentes a considerar.

Há também o potencial de liberação de gases dos sistemas de refrigeração que servem as câmaras frias. Gases à base de CFCs (cloro-fluor-carbonos) são prejudiciais à camada de ozônio da atmosfera.

Do mesmo modo, a formação de substâncias odoríferas advém do manuseio incorreto do sangue e de vários resíduos sólidos gerados. Por exemplo: materiais para graxarias, esterco, conteúdos estomacais e intestinais, lodos das estações de tratamento de efluentes, etc. Uma vez que essa formação está ligada ao acondicionamento inadequado e ao tempo excessivo entre sua geração e sua destinação desses resíduos.

Particularmente nas operações de eventuais graxarias anexas, além do manuseio e eventual armazenagem da matéria-prima, o próprio processo de cozimento ou digestão do material, por certo, é uma fonte significativa de substâncias responsáveis por odor (COVs, etc.).

Com a implementação de Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para Matadouros Frigoríficos, é possível prevenir problemas com gases tóxicos. Esses planos abrangem ações para o correto tratamento de efluentes e a adoção de boas práticas na gestão dos resíduos, garantindo um ambiente de trabalho mais seguro e contribuindo para a proteção do meio ambiente e da saúde pública.
Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para Matadouros Frigoríficos são cruciais para evitar riscos relacionados a gases tóxicos. Esses planos incluem estratégias para o tratamento adequado de efluentes e o controle de odores, garantindo um ambiente de trabalho mais seguro e saudável. Além disso, esses planos reforçam o compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental na atividade do matadouro. (Foto: Gleysson B Machado)

Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para Matadouros Frigoríficos promovem a responsabilidade ambiental e a conformidade com as regulamentações. Com sistemas de tratamento de efluentes adequados, é possível minimizar as emissões de gases tóxicos e odores, contribuindo para a preservação ambiental e evitando problemas com órgãos reguladores. Além disso, a conscientização dos colaboradores sobre a importância do correto manejo dos resíduos é uma prioridade dos planos.

Há perigo com gases na atividade de matadouros frigoríficos?

A atividade de matadouros frigoríficos envolve a manipulação e processamento de grandes quantidades de animais, resultando em uma grande quantidade de resíduos orgânicos e subprodutos. A decomposição desses materiais altamente putrescíveis pode levar à formação de gases tóxicos, como o gás sulfídrico (H2S) e várias outras substâncias contendo enxofre, incluindo as mercaptanas. Além disso, diversos compostos orgânicos voláteis também podem ser emitidos durante o processo.

A origem dessas substâncias odoríferas está principalmente relacionada ao gerenciamento inadequado dos materiais e resíduos produzidos no matadouro, incluindo o tratamento inadequado de efluentes líquidos industriais. Por exemplo, sistemas de tratamento de efluentes ineficientes ou ausentes podem levar à geração de substâncias odoríferas em quantidades muito superiores às que seriam geradas em condições controladas e adequadas de operação.

Esses gases odoríferos não apenas causam odores desagradáveis nas proximidades do matadouro, mas também podem representar sérios riscos à saúde dos trabalhadores e das comunidades vizinhas. A exposição a altas concentrações de gases tóxicos pode levar a problemas respiratórios, irritações nos olhos e nariz, náuseas e outros sintomas de desconforto.

Além disso, a emissão de gases tóxicos também pode contribuir para a poluição do ar e prejudicar a qualidade do ambiente local. Isso pode afetar negativamente a qualidade de vida das pessoas que vivem e trabalham nas proximidades do matadouro.

Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para Matadouros Frigoríficos são cruciais para evitar riscos relacionados a gases tóxicos. Esses planos incluem estratégias para o tratamento adequado de efluentes e o controle de odores, garantindo um ambiente de trabalho mais seguro e saudável. Além disso, esses planos reforçam o compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental na atividade do matadouro.
Com a implementação de Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para Matadouros Frigoríficos, é possível prevenir problemas com gases tóxicos. Esses planos abrangem ações para o correto tratamento de efluentes e a adoção de boas práticas na gestão dos resíduos, garantindo um ambiente de trabalho mais seguro e contribuindo para a proteção do meio ambiente e da saúde pública. (Foto: Gleysson B Machado)

Para mitigar esses perigos, é fundamental que os matadouros frigoríficos adotem medidas de controle de odores e implementem tecnologias de tratamento de resíduos adequadas. Isso pode incluir a instalação de sistemas de tratamento de efluentes eficientes, a implementação de boas práticas de gerenciamento de resíduos e a adoção de tecnologias que minimizem a formação e emissão de gases tóxicos.

Além disso, é essencial que os matadouros frigoríficos estejam em conformidade com as regulamentações ambientais e de saúde e segurança no trabalho para garantir a proteção dos trabalhadores e da comunidade em geral. Com medidas adequadas e responsáveis, é possível reduzir significativamente os riscos associados aos gases na atividade de matadouros frigoríficos e promover uma operação mais segura e sustentável. Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para Matadouros Frigoríficos são essenciais para evitar problemas.

Como devem ser feitos os Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para Matadouros Frigoríficos?

Os Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para matadouros frigoríficos precisam ser elaborados para milhares de empreendimentos em todo o Brasil. A fim de demonstrar como os mesmos pretendem dar uma destinação ambientalmente adequada aos seus resíduos. Os gestores públicos municipais, considerando as legislações federais e estaduais, são obrigados a definirem assim de que forma esse processo deve ser feito. Geralmente a cobrança pelos PGRS é feita em decorrência da elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS). Em contrapartida, a ausência do mesmo não exime as empresas de elaborarem seus PGRS. Pelo contrário, segundo a Lei os responsáveis pela elaboração desses planos podem até mesmo ser presos.

Na atividade principal, divide-se a origem dos resíduos de matadouros frigoríficos em linha verde e linha vermelha. Dessa forma, a linha verde engloba os resíduos resultantes dos dejetos e do conteúdo estomacal dos animais. Enquanto a linha vermelha é designada aos resíduos derivados do sangue. Então, pode-se afirmar que todas as outras partes dos animais são naturalmente aproveitadas para a fabricação de vários produtos.

O biodigestor se apresenta no Brasil como uma solução totalmente eficiente tanto para o tratamento da linha verde como da vermelha. Caso não se consiga utilizar o sangue para produzir nenhum outro produto.

Resíduos gerados por atividades secundárias devem obedecer a ordem de prioridade na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos.

Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para Matadouros Frigoríficos são a chave para uma operação mais segura e sustentável. Com a aplicação de boas práticas de gerenciamento de resíduos, é possível minimizar os riscos associados aos gases tóxicos e odores desagradáveis. A adoção de tecnologias inovadoras e eficientes é uma estratégia essencial para enfrentar os desafios ambientais dessa atividade. Investir em treinamento e capacitação dos colaboradores é parte integrante dos planos, visando garantir a correta segregação e destinação dos resíduos.

Como tratar os resíduos orgânicos de matadouros e frigoríficos?

Os resíduos orgânicos de frigoríficos são conhecidos por ter uma altíssima carga orgânica. Consequentemente, uma alta demanda química e biológica de oxigênio. Por si só, estes resíduos tendem a se degradar para no final se neutralizarem. Esse processo pode ser acelerado em usinas de biogás, comumente chamados de biodigestores.

Entre as grandes vantagens da implantação de biodigestores como Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Orgânicos resultante de matadouros e frigoríficos podemos citar:

  • Tratamento de resíduos ideal e indicado pelo Ministério do Meio Ambiente brasileiro;
  • Capacidade de tratar os resíduos da linha verde e vermelha;
  • Geração de energia térmica para a produção de vapor, com diversas utilidades dentro do processo de produção e limpeza desses empreendimentos;
  • Geração de energia elétrica que pode cobrir toda a demanda de energia do empreendimento;
  • Alta viabilidade econômica;
  • Entre outras.

Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para Matadouros Frigoríficos são uma oportunidade para promover a economia circular e a sustentabilidade. Com estratégias de recuperação de materiais, é possível transformar subprodutos em novos recursos, evitando desperdícios e contribuindo para a redução da pressão sobre os recursos naturais.

Como ser um especialista em Gerenciamento de resíduos Sólidos de matadouros frigoríficos?

Em todo o Brasil, os problemas causados pela poluição de rios e corpos d’água devido a resíduos de frigoríficos são alarmantes. Muitas empresas acabam sendo drasticamente multadas e acabam fechando. Seu trabalho com consultor poderia resolver isso.

Para estar bem preparado para este mercado, aconselhamos três cursos profissionalizantes nesta sequência:

REFERÊNCIAS:

  1. REGULAMENTO DA INSPEÇÃO INDUSTRIAL E SANITÁRIA DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL – RIISPOA
  2. Frigoríficos – Industrialização da Carne Bovina e Suína – GUIA TÉCNICO AMBIENTAL DE FRIGORÍFICOS – INDUSTRIALIZAÇÃO DE CARNE (BOVINA E SUÍNA)-série P+l – CETESB
  3. Abate Bovinos e de Suínos – GUIA TÉCNICO AMBIENTAL DE ABATE (BOVINO E SUÍNO) – SÉRIE P+L – CETESB e FIESP

 

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Gleysson B. Machado

Gleysson B. Machado

Sou especialista em transformar problemas ambientais em negócios sustentáveis. Formado em Dip. Ing. Verfahrenstechnik (Eng. Química) pela Universidade de Ciências Aplicadas de Frankfurt/M na Alemanha com especialização e experiência em Tecnologias para geração de Energia e Engenharia Ambiental. Larga experiência em Resíduos Sólidos com foco em Biodigestores Anaeróbios
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