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agosto 11, 2013
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Poluição Atmosférica – Um lixão aberto no céu

A poluição atmosférica pode ser considerada como sendo uma espécie de disposição final de resíduos sólidos que acontece com o mesmo principio da poluição aquática ou no solo. A atividade humana lança poluentes na natureza através de suas atividades impensadas.

“A poluição do ar é provocada, principalmente, por atividades industriais, pela frota de automotores e pelas queimadas. As refinarias de petróleo, as fábricas de celulose, de fertilizantes, de ácido sulfúrico, de cimento e as siderurgias são as principais fontes dessa poluição.

Essas atividades liberam para a atmosfera grande quantidade de partículas sólidas em suspensão e gases nocivos às plantas, aos animais e ao homem. Os rios, os lagos, os solos, os mares e oceanos também são seriamente atingidos por essa carga de material em suspensão quando precipitada pelas chuvas.

Óxido de nitrogênio, dióxido de enxofre, hidrocarbonetos, clorofluorocarbonos (CFC) e uma infinidade de outros produtos, isolados ou associados, vão comprometer a qualidade do ar atmosférico. Os impactos ambientais provocados pela poluição atmosférica podem ocorrer em escalas local, regional e global.

A Inversão Térmica é um fenômeno natural que ocorre em vários lugares do planeta. Sozinha, não configura dano à natureza. O problema surge quando ela ocorre em áreas que apresentam grande concentração de poluentes.

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A circulação atmosférica acontece quando o ar mais aquecido pela irradiação terrestre sobe e depois desce ao se resfriar. Esse movimento constante ajuda a dispersar os poluentes das camadas próximas do solo.

No outono ou no inverno, quando a temperatura diminui, essa situação invertese. O ar próximo do solo (agora mais frio) não é aquecido. Por não ascender, a poluição fica concentrada rente à superfície. Por algumas horas, até que o solo se aqueça, não há a subida do ar. Essa paralisia momentânea da atmosfera concentra os poluentes, agravando a qualidade do ar, que fica irrespirável. Em vários lugares onde esse fenômeno acontece, registram-se aumentos nos casos de internações provocadas por problemas respiratórios. Muitos pacientes chegam ao óbito em consequência do agravamento desses males.

As chuvas ácidas constituem outro sério problema de agressão à atmosfera. Trata-se da precipitação das gotas de águas (chuva, neblina), carregadas de ácido nítrico (HNO3) e sulfúrico (H2SO4).

Esses ácidos são resultantes de reações químicas que ocorrem na atmosfera a partir da presença de enxofre (dióxido de enxofre: SO2). Essa substância, por sua vez, é lançada à atmosfera pelas indústrias, pela queima de carvão ou pela queima de derivados de petróleo pelos veículos automotores. Essas chuvas têm efeito corrosivo e atingem não só as edificações, os rios, os lagos, os veículos, entre outras coisas, mas também todos os seres vivos. Provocam problemas respiratórios nos seres humanos e animais. Podem destruir as matas, poluir os solos e contaminar as águas superficiais.

O efeito estufa é um fenômeno conhecido desde o fim do século XIX. Naquela época, havia cientistas que já se preocupavam com a interferência das atividades humanas no equilíbrio térmico atmosférico. Apontavam os riscos associados às emissões de carbono (CO2) e a outros gases como o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O).

O aumento da concentração desses gases na atmosfera provou ser o responsável pelo aumento da temperatura do ar atmosférico. O uso cada vez maior de carvão e petróleo como combustíveis, a partir da Revolução Industrial, criou uma camada muito resistente à passagem da irradiação terrestre. Essa, por sua vez, é refletida de volta à superfície, contribuindo sobremaneira para o aumento da temperatura média do planeta. O derretimento de parte das calotas polares e o aumento do nível médio dos oceanos provocariam um desequilíbrio em escala planetária. Homens, plantas e animais estariam em risco.

Atualmente, vivemos sob a ameaça dos problemas provocados pela abertura de buraco na camada de ozônio. A camada de ozônio tem importância vital para a vida no planeta Terra. Ela absorve grande parte da radiação ultravioleta oriunda do Sol, filtrando-a. Essa radiação direta processa-se em comprimentos de ondas que são prejudiciais para quase todas as formas de vida. Nos humanos, a exposição às radiações ultravioleta intensas pode provocar câncer de pele, inflamação da córnea e redução das defesas imunológicas.

Certos compostos químicos de origem artificial são capazes de acelerar a destruição das moléculas de ozônio. Rompe-se, assim, o equilíbrio natural que mantém a camada protetora. Os principais implicados nessa destruição e o desequilíbrio são os CFCs (clorofluorocarbonos), que podem permanecer ativos na atmosfera por mais de um século.

Nas grandes cidades, ocorre outro problema associado à concentração de concreto e asfalto e à poluição atmosférica. O crescimento desordenado, a ausência de áreas verdes e a ineficiência de um planejamento urbano agravam esse fenômeno. Trata-se das “Ilhas de calor”. Nos centros dessas manchas urbanas, a reflexão de calor para a atmosfera é enorme. Nesses locais, a concentração de poluentes no ar também é muito grande. O resultado disso é que a temperatura eleva-se, pois a dissipação de calor fica prejudicada. Em direção à periferia, nota-se uma diminuição gradativa da temperatura. É que, nessas áreas, a densidade de construções e de asfalto, sendo menor, diminui a reflexão de calor para a atmosfera.”

Autor desconhecido

No vídeo abaixo, você pode ver uma discussão muito interessante sobre o tema:

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About gleysson

gleysson

Sou especialista em transformar problemas ambientais em negócios sustentáveis. Formado em Dip. Ing. Verfahrenstechnik (Eng. Química) pela Universidade de Ciências Aplicadas de Frankfurt/M na Alemanha com especialização e experiência em Tecnologias para geração de Energia e Engenharia Ambiental. Larga experiência em Resíduos Sólidos com foco em Biodigestores Anaeróbios

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