janeiro 12, 2014
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Principais etapas para implementação da Coleta Seletiva

Quais são as principais etapas para implementação da Coleta Seletiva?

Quais são as principais etapas para implementação da Coleta Seletiva? Siga um passo a passo simples e veja todas as etapas para implantar a Coleta Seletiva.

A prática de separação dos lixo seguida da sua coleta seletiva é uma das bases para adequada gestão dos resíduos. Muito se discute sobre a importância da sua implementação nos municípios do Brasil, mas pouco se vê na prática. Na maioria dos casos, o que dificulta a sua implantação é falta de conhecimento das pessoas, principalmente dos gestores públicos. Assim a maioria das pessoas enxergam a coleta seletiva apenas como uma contribuição com o meio ambiente. No fim das contas, ignoram o seu impacto econômico e social.

Eu tenho dois segredos pra te contar, aí vai o primeiro… A coleta seletiva é o coração da economia circular dos resíduos sólidos e movimenta 150 bi euro/ano na Europa. Isso é o fruto de anos de educação ambiental aliada a uma das leis mais modernas de resíduos do mundo.

“Focalize as oportunidades e não os obstáculos” T. Harv Eker

Para a nossa sorte, a Política Nacional de Resíduos Sólidos brasileira se espelhou nos pontos fortes da legislação europeia. Assim com algumas adaptações para a nossa realidade, ela oferece as mesmas oportunidades de mercado que a Lei europeia. O que mais você está esperando? Descubra COMO GANHAR DINHEIRO COM COLETA SELETIVA DE RESÍDUOS SÓLIDOS sem por as mãos no lixo!

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Quais são as principais etapas para implementação da Coleta Seletiva?

O Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome desenvolveu uma cartilha sobre a implantação da Coleta Seletiva Solidária. De acordo com o Decreto 5.940/06, institui a separação dos resíduos recicláveis descartados pelos órgãos federais.

Então, para facilitar a implantação da coleta seletiva pelos diferentes órgãos, sejam eles das esferas federais, estaduais e municipais. De certo, elencamos as etapas do guia com as principais etapas para implementação da Coleta Seletiva.

1º Passo – Formar uma Comissão da Coleta Seletiva

Segundo a cartilha, para implementar a coleta, primeiramente os órgãos e instituições devem formar uma Comissão da Coleta Seletiva. Assim, a comissão deve ser formada por servidores que se interessem pelo tema. Bem como ter a participação das mais diversas áreas do órgão. Dessa forma, a comissão será a responsável pelo planejamento da implantação e monitoramento da Coleta Seletiva. E finalmente, é também de responsabilidade da comissão a interlocução com a organização de catadores.

2º Passo – Diagnóstico dos resíduos gerados

Após formada a Comissão, esta deverá realizar um levantamento de dados sobre a gestão dos resíduos no local de trabalho. Buscando assim conhecer todos os tipos e quantidades de resíduos gerados. Além das quantidades e tipos, o diagnóstico deve identificar os locais dos equipamentos geradores de resíduos utilizados. Ou seja, onde se estão alocadas as máquinas fotocopiadoras, impressoras, etc. A fim de entender como funciona a logística interna de recolhimento pelos empregados dos serviços gerais. Em outras palavras, como e onde o lixo é acondicionado e recolhido e se há algum sistema de recolhimento e destinação de recicláveis já implantado.

3º Passo – Diagnóstico da aquisição de recursos

É importante identificar os recursos gastos na compra de materiais de consumo, tais como: papéis brancos, material de escritório, etc. A fim de avaliar o comprometimento ambiental dos fabricantes e possibilidades de redução na compra após a implantação do programa.

4º Passo – Quem fará a coleta dos resíduos segregados?

A comissão deve identificar ainda quais cooperativas ou associações têm interesse e capacidade de coletar os materiais selecionados. Assim, o levantamento das organizações de catadores ajuda a identificar os tipos de recicláveis mais valiosos para o mercado local. No caso dos órgãos federais, o diagnóstico deve incluir a identificação das cooperativas de catadores que atendem aos critérios do Decreto 5.940/06.

As cooperativas e associações selecionadas devem:

  • Estar formal e exclusivamente constituída por catadores de materiais recicláveis que tenham a catação como forma única de renda;
  • Não possuir fins lucrativos;
  • Possuir infraestrutura para realizar a triagem e a classificação dos resíduos recicláveis descartados; e
  • Possuir sistema de rateio entre os associados e cooperados.

Alguns órgãos e instituições, entretanto, podem encontrar dificuldades por não haver em suas cidades cooperativa ou associação de catadores. Nesses casos recomendamos que haja um engajamento do poder público para financiar os catadores autônomos, tanto tecnicamente como financeiramente. Para que estes formem cooperativas capazes de recolher os resíduos gerados. Outra alternativa é o acordo setorial entre órgãos públicos e privados visando dar a destinação ambientalmente adequada dos resíduos.

5º Passo – Planejamento

Depois de realizado o levantamento de dados deve ser definida a logística da coleta seletiva a ser implantada no órgão. Ou seja, planejar a sua operacionalização que deve-se considerar os dados levantados como os locais disponíveis para armazenamento. Além dos recursos disponíveis para aquisição de coletores de recicláveis e contêineres e a capacidade de coleta das cooperativas. Bem como os tipos de materiais negociados no mercado local, e definir quais serão os materiais a serem separados.

A logística da coleta inclui ainda:

  • Estabelecer o fluxo, forma e frequência de recolhimento interno dos materiais recicláveis;
  • Prever a forma e local de armazenamento do material reciclável até que seja coletado;
  • Definir locais para a disposição de coletores para recolhimento de materiais, como por exemplo, mesas de trabalho, ilhas de impressão, máquinas fotocopiadoras, recepção e copa, e demais locais geradores de materiais recicláveis e fluxo de pessoas;
  • Estabelecer tarefas específicas e rotinas necessárias nas diversas etapas da operacionalização do projeto. Tais como: recolhimento interno, armazenamento, pesagem, controle, entrega dos materiais e coleta dos recicláveis.

A comissão deve elaborar um cronograma de implantação e providenciar os equipamentos e materiais necessários para operacionalizar a coleta seletiva. A saber: sacos plásticos ou coletores em cores diferenciadas, cestas/caixas de coleta de papel, coletores de copos descartáveis. Bem como, fragmentadora de papéis sigilosos e balança para a pesagem do material, dentre outros.

6º Passo – Educação Ambiental

Outra atividade importante que deve ser realizada no momento da efetiva implantação da coleta, que ocorre com a distribuição de coletores e contêineres é a sensibilização dos servidores.

Portanto, o planejamento deve ser cuidadoso, prevendo materiais educativos e de comunicação para os servidores, além de atividades educativas tais como: mostras de vídeo, depoimentos de catadores e de funcionários de outros órgãos com experiência na coleta seletiva, visitas a cooperativas de catadores e aterros sanitários, concursos culturais e palestras sobre o tema.

7º Passo – Controle e Avaliação

Após a implementação devem ser feitas vistorias e avaliações periódicas para verificação do cumprimento das rotinas estabelecidas. Tanto para a seleção, como coleta e destinação dos materiais. Observando assim os procedimentos requeridos para garantir o sigilo dos documentos e também verificando eventuais focos de desperdícios.

É necessário também elaborar instrumentos de controle e registro de pesagem do material coletado. Pode ser uma planilha simples, com data, as quantidades de recicláveis em kg e o responsável pelo registro das informações.

A comissão deve se reunir mensalmente para realizar a avaliação da coleta identificando os facilitadores e dificultadores do processo. A fim de reformular as estratégias e redirecionamento das ações quando necessário.

Veja em um exemplo da implantação de coleta seletiva sem custos ao Município no vídeo abaixo:

Palavras chaves: implantação coleta seletiva no município; etapas da coleta de lixo; coleta seletiva e reciclagem; coleta seletiva no brasil; coleta seletiva em empresas privadas.

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About gleysson

gleysson

Sou especialista em transformar problemas ambientais em negócios sustentáveis. Formado em Dip. Ing. Verfahrenstechnik (Eng. Química) pela Universidade de Ciências Aplicadas de Frankfurt/M na Alemanha com especialização e experiência em Tecnologias para geração de Energia e Engenharia Ambiental. Larga experiência em Resíduos Sólidos com foco em Biodigestores Anaeróbios

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