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Resíduos de serviços de saúde: o porquê de um correto gerenciamento

 

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Qual a maior tragédia causada pelos resíduos de serviços de saúde? Resíduos de serviços de saúde: o porquê de um correto gerenciamento? O dia em que Goiânia se deparou com o brilho da morte.

O acidente radiológico de Goiânia, em 1987, foi a tragédia mais emblemática envolvendo resíduos radioativos de serviço de saúde no mundo. Além disso a pequena Leide Neves Ferreira de apenas 6 anos de idade pagou o mal gerenciamento de resíduos com a vida. Ademais outras 3 pessoas vieram à óbito em consequência da radiação dos resíduos hospitalares. Após trinta anos ainda não se sabe ao certo quantas pessoas adquiriram sequelas decorrentes à exposição direta ou indireta ao césio 137. Então, no fim das contas foram quatro mortes relacionadas diretamente com a radiação. Sobretudo, no âmbito radioativo a tragédia só perdeu para o acidente de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.

O acidente poderia ter sido evitado com uma destinação ambientalmente adequada dos resíduos do serviço de saúde. Uma vez que existem inúmeros resíduos de serviço de saúde classificados como perigosos, inclusive os radioativos. A fim de para evitar esses acidentes, países de primeiro mundo investem pesado na qualificação de seus funcionários. Sob a perspectiva da prevenção de acidentes, essa tragédia de Goiânia deve ser encarada como um sinal de alerta vermelho.

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“Se você faz o que sempre fez, conseguirá o que sempre conseguiu” (Anônimo)

A catástrofe que quase criou uma cidade fantasma no Brasil poderia ter sido evitada se a Lei tivesse sido cumprida. O PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGRS DE SERVIÇOS DE SAÚDE é o instrumento que pode evitar esses acidentes. Ele nos oferece essas ferramentas para trabalharmos de maneira que esse episódio nunca mais se repita.

Qual a maior tragédia causada pelos resíduos de serviços de saúde?

Ouve-se muito que os resíduos de serviços de saúde recebem gerenciamento diferenciado quando comparado aos outros tipos de resíduos sólidos. Mas por que são vistos dessa maneira? Porque esses resíduos têm um alto poder de contaminação devido aos seus agentes químicos e biológicos advindos de procedimentos ambulatoriais. Podendo assim desencadear surtos de epidemias e infecções gravíssimas levando ao caos o sistema de saúde.

O Acidente Radiológico de Goiânia, como dito anteriormente, foi um marco histórico de Goiânia. A tragédia gerou grande comoção nacional na época e fez os olhos do mundo se voltarem para o Brasil.

O que aconteceu com os resíduos hospitalares radioativos?

O acidente teve início quando dois catadores encontraram um aparelho radioterápico abandonado às ruínas do Instituto Goiano de Radioterapia. Naquele momento instrumento foi levado em um carrinho de mão até o ferro-velho de Devair Ferreira. Lá, a cápsula com césio foi aberta enquanto o aparelho era desmontado, inicialmente para o reaproveitamento do chumbo. Então foram encontrados aproximadamente 20 gramas de cloreto de césio. Durante o dia tem características parecidas com o sal de cozinha, mas a noite emite um brilho azulado intenso. Esse aspecto chamou a atenção de Devair e sua família, como também de vizinhos e amigos. Portanto, a contaminação se deu pela curiosidade e falta de informação acerca dos perigos oferecidos por aquele pó azul.

No total, foram monitoradas 112.800 pessoas no Estádio Olímpico de Goiânia. Além disso foram diagnosticadas 129 pessoas com contaminação interna e externa e passaram a receber acompanhamento médico regular. Destes, 79 com contaminação externa receberam tratamento ambulatorial. Dos outros 50 com contaminação interna, 30 foram assistidos em albergues, e 20 foram encaminhados ao Hospital Geral de Goiânia. Destes últimos, 14 em estado grave foram transferidos para o Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro(Goiás, 2007).

São 59 páginas bastante ilustradas e com links para alguns vídeos exclusivos. O conteúdo do eBook abrange A biodigestão anaeróbia, Fatores que influem na produção de biogás, As fases da biodigestão anaeróbia com informações detalhadas sobre a Hidrólise, Acidogênese, Acetogênese, Metanogênese e Sulfatogênese.

Quantas pessoas morreram no acidente radioativo de Goiânia?

Onde quatro deles foram a óbito, dentre eles Israel Baptista dos Santos, de 22 anos e Admilson Alves de Souza, de 18 anos. Ambos funcionários do ferro-velho de Devair Ferreira que trabalharam na fonte radioativa principalmente para extrair o chumbo. A terceira vítima foi Maria Gabriela Ferreira, de 37 anos, esposa do proprietário do ferro-velho. Por fim, a última da lista foi a pequena Leide das Neves Ferreira, de 6 anos, era filha de Ivo Ferreira, sobrinha de Devair. Foi a vítima com a maior dose de radiação do acidente e se tornou símbolo da tragédia.

O dia em que Goiânia se deparou com o brilho da morte

Vítimas do Acidente Radiológico de Goiânia

Resíduos de serviços de saúde: o porquê de um correto gerenciamento?

De acordo com a Abrelpe, em 2016 foram coletados 256.238t de RSS. Compondo com apenas 0,36% da totalidade dos resíduos sólidos urbanos coletados no Brasil nesse mesmo período. Embora apresente quantidades baixíssimas a sua importância é destacada pelo potencial risco que representam. Quando são descartados irregularmente no meio ambiente provocam alterações no solo, na água e no ar. Além da possibilidade de causarem danos às diversas formas de vida.

A Lei Federal 12.305/2010 estabeleceu metas importantes como a responsabilidade dos estabelecimentos de saúde pela correta destinação final dos RSS. De acordo com a RDC nº 306/2004, que dispõe sobre o regulamento técnico para o gerenciamento dos RSS. Assim diz que todo gerador deve elaborar um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS). Baseando-se nas características dos resíduos gerados e compatível com as normas legais relativas à coleta, ao transporte e a disposição final. Dessa forma abrangendo também os resíduos radioativos, que detém uma legislação exclusiva tocante ao seu gerenciamento. Esse documento deverá ser apresentado por todos os estabelecimentos que prestam serviços relacionados com o atendimento a saúde humana ou animal. Inclusive aos serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de campo, laboratórios analíticos de produtos de saúde, necrotérios, etc.

O manejo correto dos RSS abrange várias atividades que vão desde sua geração até a disposição final. O estabelecimento que não elaborar o seu PGRSS, responderá judicialmente por infração sanitária de acordo com a Lei nº 6.437/1977.

Contudo, torna-se indispensável o conhecimento sobre as características e riscos que envolvem os Resíduos de Serviços de Saúde. Tanto pelo profissional responsável pela elaboração do PGRS DE SERVIÇOS DE SAÚDE. Mas também por todos os indivíduos que estão envolvidos nesse processo, minimizando as chances de tragédias como a de Goiânia voltem a se repetir.

O documentário sobre a catástrofe

REFERÊNCIAS

Artigo atualizado em 16 de agosto de 2018, pelo Engº Ambiental e Sanitarista André Luis Ferreira

Palavras chaves: pgrss como fazer; pgrss pdf; pgrss hospitalar; pgrss simplificado; formulário pgrss anvisa; pgrss drogaria; pgrss anvisa atualizado; formulário pgrss simplificado, RSS.

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About Gleysson B. Machado

Gleysson B. Machado

Sou especialista em transformar problemas ambientais em negócios sustentáveis. Formado em Dip. Ing. Verfahrenstechnik (Eng. Química) pela Universidade de Ciências Aplicadas de Frankfurt/M na Alemanha com especialização e experiência em Tecnologias para geração de Energia e Engenharia Ambiental. Larga experiência em Resíduos Sólidos com foco em Biodigestores Anaeróbios

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