RESÍDUOS ORGÂNICOS – O QUE SÃO E COMO TRATAR

A compostagem de resíduos orgânicos ajuda a reduzir a emissão de gases de efeito estufa, diminuindo o impacto ambiental e contribuindo para solos mais saudáveis.
O que são resíduos orgânicos? Quais os tipos de resíduos orgânicos? Quais as principais formas de tratamento de resíduos orgânicos? Como separar resíduos orgânicos de outros tipos de resíduos? Quais são os desafios associados ao manejo e descarte de resíduos orgânicos? Qual é o impacto ambiental dos resíduos orgânicos se não forem gerenciados corretamente?

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Resíduos orgânicos representam uma parcela significativa do lixo produzido diariamente por lares, indústrias e estabelecimentos comerciais. Eles são compostos por materiais biodegradáveis, como restos de alimentos, folhas, galhos e outros detritos de origem vegetal ou animal. A geração desses resíduos é uma consequência natural das atividades humanas, especialmente no contexto urbano e agrícola. Em áreas urbanas, a maior parte dos resíduos orgânicos provém de cozinhas domésticas e estabelecimentos alimentícios, enquanto nas áreas rurais, eles são gerados principalmente pela agricultura e pecuária. A quantidade de resíduos orgânicos produzidos varia significativamente de acordo com o estilo de vida, hábitos alimentares, eficiência dos processos industriais e práticas agrícolas.

A quantidade de resíduos orgânicos gerados é imensa e tem crescido paralelamente ao aumento da população e da urbanização. Estima-se que uma grande proporção do volume total de resíduos coletados em cidades seja composta por resíduos orgânicos. Este volume desmedido não só exerce pressão sobre os sistemas de gestão de resíduos, mas também contribui para problemas ambientais, como a emissão de gases de efeito estufa quando decompostos de maneira inadequada. Além disso, a disposição inadequada desses resíduos em aterros sanitários ocupa espaços valiosos e pode levar à contaminação do solo e das águas subterrâneas.

A destinação final ambientalmente adequada dos resíduos orgânicos é, portanto, de suma importância. Práticas como a compostagem e a biodigestão oferecem soluções sustentáveis, convertendo resíduos orgânicos em compostos ricos em nutrientes que podem ser usados na agricultura, melhorando a saúde do solo e reduzindo a necessidade de fertilizantes químicos. Além disso, a biodigestão anaeróbica pode produzir biogás, uma fonte de energia renovável. Essas práticas não apenas mitigam o impacto ambiental, mas também promovem uma economia circular, onde os resíduos são transformados em recursos. A conscientização e educação sobre a separação correta e o tratamento de resíduos orgânicos são essenciais para alcançar uma gestão sustentável e eficiente desses materiais, beneficiando o meio ambiente e a sociedade como um todo.

O que são resíduos orgânicos? 

Os resíduos orgânicos são compostos por materiais biodegradáveis de origem vegetal ou animal, incluindo cascas de frutas e vegetais, restos de comida, aparas de grama, folhas caídas e estrume de animais. Sua composição nutricional e química é rica e diversificada, contendo nutrientes essenciais como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre e oligoelementos. Esses nutrientes são vitais para o crescimento das plantas.

Com a compostagem de resíduos orgânicos em casa, podemos transformar esses materiais em composto valioso para nossos jardins e plantas.
Resíduos orgânicos domésticos, como cascas de frutas e restos de comida, são uma parte significativa do lixo que produzimos em casa.

A geração de resíduos orgânicos ocorre a partir de diversas atividades humanas, como agricultura, produção de alimentos, jardinagem, silvicultura, pecuária e processamento de alimentos. Eles são resultado da decomposição de materiais orgânicos ao longo do tempo.

Os resíduos orgânicos são compostos principalmente por carbono (C), hidrogênio (H) e oxigênio (O), com menores quantidades de nitrogênio (N), fósforo (P) e outros elementos. A presença de carbono os torna uma fonte de matéria orgânica valiosa para o solo, ajudando a melhorar sua estrutura e retenção de água.

A composição exata dos resíduos orgânicos pode variar amplamente, dependendo da origem e do processo de decomposição. Por exemplo, resíduos de frutas tendem a ser ricos em açúcares, enquanto estrume de animais contém uma quantidade significativa de nitrogênio. A diversidade na composição química dos resíduos orgânicos é o que os torna tão benéficos para a agricultura e jardinagem, uma vez que fornecem uma gama variada de nutrientes essenciais para as plantas.

Práticas sustentáveis de tratamento de resíduos orgânicos promovem a economia circular, reduzem a pegada de carbono e conservam recursos naturais.

Os resíduos orgânicos são uma categoria de resíduos compostos por materiais biodegradáveis de origem vegetal ou animal. Sua composição química e nutricional rica e diversificada os torna valiosos para a fertilização do solo, e eles são gerados a partir de várias atividades humanas.

Quais os tipos de resíduos orgânicos? 

Os resíduos orgânicos são uma parte natural e inevitável da nossa vida diária. Eles são gerados a partir de várias fontes, incluindo residências, restaurantes, mercados, indústria alimentícia e fazendas. Nas residências, os resíduos orgânicos são compostos por restos de comida, cascas de frutas e legumes, enquanto os restaurantes produzem sobras de refeições.

O processamento de tubérculos em fecularias gera resíduos orgânicos ricos em amido, que podem ser reaproveitados para a produção de bioplásticos, aditivos alimentares e outros produtos.
Fecularias, que produzem amido a partir de vegetais como mandioca e batata, geram resíduos orgânicos em grande quantidade, incluindo cascas, polpas e sobras dos processos de extração.

Na indústria alimentícia, há desperdício de produção e produtos vencidos. Além disso, fazendas contribuem com esterco animal e restos de colheitas. O manejo eficiente desses resíduos é fundamental para reduzir o impacto ambiental, promover a reciclagem de nutrientes e mitigar as emissões de gases de efeito estufa.

Os resíduos orgânicos podem ser classificados em vários tipos com base em sua origem e características específicas. Alguns dos principais tipos de resíduos orgânicos incluem:

  • Resíduos de alimentos: São restos de comida, cascas de frutas e vegetais, borras de café, cascas de ovos, entre outros resíduos relacionados à preparação e ao consumo de alimentos.
  • Resíduos de jardim: Incluem aparas de grama, folhas caídas, galhos e outros detritos provenientes da manutenção de jardins e áreas verdes.
  • Estrume de animais: É a matéria orgânica resultante da decomposição de fezes de animais, como gado, porcos, galinhas e cavalos. Esses resíduos são frequentemente usados como fertilizantes naturais.
  • Resíduos agrícolas: Englobam materiais orgânicos provenientes da agricultura, como restos de colheitas, palha e outros subprodutos agrícolas.
  • Resíduos de processamento de alimentos: Refere-se aos resíduos gerados em instalações de processamento de alimentos, como cascas de frutas em fábricas de suco ou resíduos de carne em matadouros.
  • Resíduos de madeira: Incluem serragem, lascas de madeira e outros resíduos resultantes do processamento de madeira.
  • Resíduos de papel e cartão: Englobam produtos de papel e papelão não recicláveis que são compostáveis, como guardanapos de papel e caixas de pizza.
  • Resíduos de plantas aquáticas: São materiais orgânicos que se acumulam em corpos d’água, como algas e plantas aquáticas em decomposição.
  • Resíduos de origem animal: Podem incluir penas, cascos e outros subprodutos da indústria de processamento animal.
  • Resíduos orgânicos de origem doméstica: Abrangem todos os resíduos orgânicos gerados nas residências, como os restos de comida da cozinha e os resíduos do jardim.

É importante notar que a composição exata dos resíduos orgânicos pode variar de acordo com sua origem e, consequentemente, sua capacidade de decomposição. A gestão adequada desses resíduos é essencial para promover a reciclagem, a compostagem e a utilização responsável desses materiais ricos em nutrientes, reduzindo assim o impacto ambiental negativo.

Quais as principais formas de tratamento de resíduos orgânicos? 

Existem diversas tecnologias para o tratamento de resíduos orgânicos, cada uma com suas abordagens específicas. Os métodos biológicos envolvem a utilização de organismos vivos, como bactérias e minhocas, para decompor os resíduos. Os métodos mecânicos incluem processos físicos, como trituração e peneiragem, para separar e processar os materiais. Os tratamentos térmicos envolvem o uso de calor para desidratar ou incinerar os resíduos. Já os tratamentos químicos utilizam produtos químicos para decompor ou transformar os resíduos. A escolha da tecnologia depende das características dos resíduos, dos recursos disponíveis e dos objetivos de gestão ambiental.

Usinas de biogás tratam resíduos orgânicos por meio da digestão anaeróbica, transformando esses materiais em biogás, uma fonte de energia renovável.
O processo de tratamento em usinas de biogás ajuda a reduzir a emissão de metano, um potente gás de efeito estufa, ao mesmo tempo que produz energia limpa.

Além disso, existem várias formas de tratamento de resíduos orgânicos, cada uma delas adequada para diferentes tipos de resíduos e condições específicas. Aqui estão sete formas diferentes de tratamento de resíduos orgânicos:

  • Compostagem: A compostagem é um processo biológico controlado que transforma resíduos orgânicos, como restos de comida e resíduos de jardim, em composto orgânico rico em nutrientes. É adequada para resíduos orgânicos de origem doméstica, jardins e alimentos.
  • Digestão anaeróbia: A digestão anaeróbica é um processo biológico que ocorre na ausência de oxigênio, transformando resíduos orgânicos em biogás e digestato. É frequentemente usada para tratar resíduos orgânicos de origem animal, como estrume, bem como resíduos de alimentos e lodo de esgoto.
  • Vermicompostagem: A vermicompostagem utiliza minhocas para decompor resíduos orgânicos, como restos de comida e folhas, em um fertilizante orgânico de alta qualidade chamado vermicomposto. É adequada para resíduos domésticos e de jardim.
  • Biorremediação: Envolve a introdução de microrganismos específicos para degradar resíduos orgânicos em áreas contaminadas. Exemplo: Biorremediação de solos contaminados por óleo.
  • Fitorremediação: Usa plantas para remover ou reduzir a contaminação de solos e águas por resíduos orgânicos ou poluentes. Exemplo: Plantas aquáticas para tratar águas residuais.
  • Incineração com recuperação de energia: A incineração de resíduos orgânicos a altas temperaturas pode gerar energia térmica que pode ser usada para geração de eletricidade ou aquecimento. No entanto, essa forma é mais adequada para resíduos orgânicos misturados com outros resíduos, como resíduos sólidos urbanos.
  • Secagem térmica: A secagem térmica usa calor para remover a umidade dos resíduos orgânicos, reduzindo seu volume e peso. Essa técnica é aplicada a resíduos orgânicos com alto teor de umidade, como lodo de esgoto.
  • Tratamento de Águas Residuais com Lodo Ativado: Utiliza microrganismos para decompor a matéria orgânica em lodo gerado durante o tratamento de águas residuais. Exemplo: Processos de tratamento de esgoto com lodo ativado.
  • Incineração: Queima resíduos orgânicos a altas temperaturas para destruí-los e gerar calor ou eletricidade. Exemplo: Incineradores de resíduos.
  • Pirólise: Decomposição térmica na ausência de oxigênio para produzir gás de síntese, carvão vegetal e óleo pirolítico. Exemplo: Unidades de pirólise de resíduos.
  • Gaseificação: Conversão de resíduos orgânicos em gás de síntese rico em hidrogênio e monóxido de carbono. Exemplo: Planta de gaseificação de biomassa.

Cada um desses métodos de tratamento tem suas próprias aplicações específicas com suas vantagens e desvantagens. A escolha da tecnologia depende da natureza dos resíduos, da disponibilidade de recursos disponíveis e das metas de sustentabilidade. A seleção do método adequado é crucial para uma gestão eficaz dos resíduos orgânicos. 

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Como separar resíduos orgânicos de outros tipos de resíduos? 

A triagem de resíduos é essencial para a gestão eficaz de resíduos, e várias tecnologias são empregadas para separar diferentes materiais. Este processo pode envolver tecnologias como esteiras transportadoras equipadas com sensores ópticos para identificação de materiais, peneiras vibratórias para separação por tamanho, separadores eletrostáticos para materiais com condutividade elétrica distinta, sistemas de aspiração para resíduos leves, entre outros. Além disso, a triagem manual assistida por tecnologia é usada para a separação fina em instalações de reciclagem. A escolha da tecnologia depende do tipo de resíduo e dos objetivos de reciclagem e gestão de resíduos.

A separação e triagem de resíduos são processos fundamentais na gestão de resíduos, permitindo a recuperação de materiais valiosos para reciclagem.
Tecnologias avançadas, como sensores ópticos e sistemas de esteira transportadora, automatizam a separação de materiais com alta precisão.

A separação dos resíduos orgânicos de outros tipos de resíduos pode ser realizada por meio de várias tecnologias e métodos. Aqui estão algumas tecnologias comuns para a separação de resíduos orgânicos:

  • Esteiras de Triagem: Esteiras transportadoras equipadas com sistemas de separação, como ímãs e peneiras, são usadas em instalações de reciclagem para separar resíduos orgânicos de materiais não orgânicos, como plástico, vidro e metal.
  • Peneiragem: Equipamentos de peneiragem podem ser usados para separar resíduos orgânicos de outros materiais, com base no tamanho das partículas. Partículas maiores, como resíduos orgânicos, podem ser separadas das menores.
  • Separadores de Gravidade: Esses dispositivos usam a diferença de densidade entre os resíduos orgânicos e outros materiais para separá-los. Os resíduos mais leves podem flutuar para a superfície, enquanto os mais pesados afundam.
  • Tambores de Triagem: Tambores rotativos são usados para separar resíduos orgânicos de outros materiais com base na forma e no tamanho. Os resíduos orgânicos podem rolar para fora dos tambores, enquanto outros materiais continuam dentro.
  • Separadores Eletrostáticos: Utilizam cargas elétricas para separar materiais com base em sua condutividade elétrica. Isso pode ser útil para separar resíduos orgânicos de materiais não condutores, como plástico.
  • Sensores Ópticos: Sensores ópticos, como câmeras e lasers, podem ser usados para identificar e separar resíduos orgânicos com base em características visuais, como cor e textura.
  • Sistemas de Aspiração: Utilizam correntes de ar para separar resíduos orgânicos de outros materiais. Os resíduos orgânicos mais leves podem ser capturados pelo fluxo de ar, enquanto outros materiais permanecem.
  • Separação Manual Assistida por Tecnologia: Trabalhadores humanos utilizam tecnologias, como esteiras transportadoras e sensores, para auxiliar na separação de resíduos orgânicos durante o processo de triagem manual.
  • Inteligência Artificial e Visão Computacional: Sistemas de IA e visão computacional estão sendo desenvolvidos para automatizar a identificação e separação de resíduos orgânicos em instalações de reciclagem.
  • Sistemas de Recolha Seletiva: A coleta seletiva porta a porta ou por contentores específicos, onde os resíduos orgânicos são recolhidos separadamente dos outros tipos de resíduos, pode ser facilitada por tecnologias de gestão de resíduos.

A escolha da tecnologia apropriada depende das características dos resíduos, das necessidades de triagem e das capacidades de processamento disponíveis em instalações específicas. É importante destacar que, em alguns casos, a separação de resíduos orgânicos pode ocorrer na fonte, ou seja, nas casas e empresas, por meio da conscientização e da coleta seletiva adequada.

Quais são os desafios associados ao manejo e descarte de resíduos orgânicos? 

A poluição causada por resíduos orgânicos ocorre quando esses materiais não são tratados ou descartados inadequadamente. A decomposição anaeróbica desses resíduos em aterros sanitários gera metano, um potente gás de efeito estufa. Além disso, a contaminação de águas subterrâneas e superficiais por líquidos lixiviados provenientes de resíduos orgânicos pode prejudicar a qualidade da água e os ecossistemas aquáticos. A falta de tratamento adequado também pode resultar em odores desagradáveis e atrair pragas. Para mitigar esses impactos, é fundamental adotar práticas sustentáveis de gestão de resíduos orgânicos, como a compostagem e a digestão anaeróbica.

O lançamento de esgoto sem tratamento em rios e oceanos é uma grave forma de poluição, contaminando a água com bactérias, nutrientes em excesso e substâncias tóxicas.
O lançamento de esgoto sem tratamento em rios e oceanos é uma grave forma de poluição que prejudica a vida aquática, causando a morte de peixes e a degradação de ecossistemas marinhos e de água doce.

O manejo e descarte de resíduos orgânicos apresentam vários desafios que afetam o meio ambiente, a saúde pública e a sustentabilidade. Alguns dos principais desafios associados a esses resíduos incluem:

  • Geração Crescente: O aumento da população e da urbanização leva a uma maior geração de resíduos orgânicos nas cidades, criando uma pressão crescente sobre os sistemas de gestão de resíduos.
  • Contaminação: A contaminação dos resíduos orgânicos por materiais não orgânicos, como plástico e metal, é comum e pode prejudicar a qualidade do composto produzido durante a compostagem, bem como o funcionamento de instalações de tratamento.
  • Emissões de Metano: A decomposição anaeróbica de resíduos orgânicos em aterros sanitários produz metano, um poderoso gás de efeito estufa que contribui para as mudanças climáticas quando não é capturado e aproveitado.
  • Necessidade de Espaço: A compostagem e a digestão anaeróbica exigem espaço para instalações adequadas. Em áreas urbanas densamente povoadas, encontrar espaço suficiente pode ser um desafio.
  • Logística de Coleta: A coleta separada de resíduos orgânicos requer sistemas de coleta adicionais e pode ser mais complexa em comparação com a coleta única de resíduos mistos.
  • Custos Operacionais: A operação de instalações de compostagem, digestão anaeróbica e outras tecnologias de tratamento de resíduos orgânicos pode ser dispendiosa, especialmente quando há necessidade de manter padrões ambientais rigorosos.
  • Educação Pública: A conscientização e a educação pública sobre a separação correta de resíduos orgânicos são fundamentais para o sucesso dos programas de gestão de resíduos orgânicos. Isso requer esforços contínuos de educação.
  • Legislação e Regulamentação: A falta de regulamentação adequada ou políticas governamentais inconsistentes em relação ao tratamento de resíduos orgânicos podem dificultar a implementação de programas eficazes.
  • Dificuldade de Compostagem de Certos Materiais: Alguns resíduos orgânicos, como gordura de cozinha e resíduos de carne, podem ser mais desafiadores de compostar devido a preocupações com odor e atratividade para pragas.
  • Aceitação Pública: Algumas comunidades podem resistir à instalação de instalações de tratamento de resíduos orgânicos próximas a áreas residenciais devido a preocupações com odores e impactos ambientais.
  • Disponibilidade de Mercado para Produtos Finais: A comercialização de composto orgânico e outros produtos resultantes do tratamento de resíduos orgânicos pode ser desafiadora, pois exige mercados consumidores para esses produtos.
  • Impactos na Saúde Humana: A exposição inadequada aos resíduos orgânicos em decomposição pode representar riscos à saúde devido à possível presença de patógenos.

Para enfrentar esses desafios, é essencial adotar abordagens integradas de gestão de resíduos orgânicos, investir em tecnologias avançadas, promover a conscientização pública e implementar políticas sólidas de gestão de resíduos que incentivem a separação e o tratamento adequado dos resíduos orgânicos. Além disso, a transição para práticas de gestão de resíduos orgânicos mais sustentáveis pode contribuir significativamente para a redução dos impactos ambientais e a mitigação das mudanças climáticas.

Qual é o impacto ambiental dos resíduos orgânicos se não forem gerenciados corretamente?

A poluição causada por resíduos orgânicos contribui significativamente para o efeito estufa e o aquecimento global. Quando esses resíduos são descartados em aterros sanitários, a decomposição anaeróbica gera metano, um gás com potencial de aquecimento global cerca de 25 vezes maior do que o dióxido de carbono (CO2). Como o metano é liberado para a atmosfera, intensifica o efeito estufa, agravando as mudanças climáticas. Portanto, a gestão adequada dos resíduos orgânicos, como a compostagem e a digestão anaeróbica, desempenha um papel crucial na redução das emissões de metano e na mitigação das mudanças climáticas.

A poluição por resíduos orgânicos, quando não tratada adequadamente, gera metano durante a decomposição, intensificando o efeito estufa e acelerando o aquecimento global.
O metano liberado a partir de resíduos orgânicos em aterros sanitários é um gás de efeito estufa muito mais potente que o dióxido de carbono (CO2), contribuindo para as mudanças climáticas.

Se os resíduos orgânicos não forem gerenciados corretamente, podem ter diversos impactos ambientais negativos significativos. Alguns dos principais impactos ambientais dos resíduos orgânicos mal gerenciados incluem:

  • Emissões de Metano: Quando os resíduos orgânicos são descartados em aterros sanitários em vez de serem tratados, a decomposição anaeróbica (na ausência de oxigênio) desses resíduos produz metano, um potente gás de efeito estufa. O metano é liberado para a atmosfera e contribui significativamente para as mudanças climáticas.
  • Poluição da Água: Resíduos orgânicos mal gerenciados, como resíduos de alimentos descartados em aterros sanitários ou lixões, podem lixiviar líquidos lixiviados contaminados por substâncias orgânicas e tóxicas. Esses líquidos podem poluir o solo e contaminar as águas subterrâneas e superficiais.
  • Produção de Odores Desagradáveis: A decomposição de resíduos orgânicos mal gerenciados pode resultar na liberação de odores desagradáveis, que podem causar incômodo para as comunidades próximas a aterros sanitários ou locais de descarte inadequado.
  • Atração de Pragas: Resíduos orgânicos não tratados ou expostos podem atrair pragas, como ratos, moscas e insetos, que podem se tornar vetores de doenças e causar problemas de saúde pública.
  • Perda de Recursos e Nutrientes: Quando os resíduos orgânicos não são tratados adequadamente, valiosos nutrientes e materiais orgânicos que poderiam ser reciclados são desperdiçados. Isso resulta na perda de recursos naturais e na necessidade de produzir fertilizantes químicos.
  • Consumo de Espaço em Aterros: O descarte inadequado de resíduos orgânicos aumenta a demanda por aterros sanitários, ocupando espaço valioso de terra e aumentando os custos associados à gestão de resíduos.
  • Impactos na Biodiversidade: A poluição de águas superficiais e subterrâneas com lixiviados tóxicos provenientes de resíduos orgânicos pode afetar negativamente a vida aquática e a biodiversidade em ecossistemas aquáticos.

Para minimizar esses impactos ambientais negativos, é fundamental adotar práticas de gestão de resíduos orgânicos sustentáveis, como a compostagem, a digestão anaeróbica e a reciclagem de nutrientes. Além disso, programas de conscientização pública e regulamentações ambientais rigorosas desempenham um papel importante na promoção de práticas responsáveis de gestão de resíduos orgânicos. O tratamento adequado dos resíduos orgânicos não apenas reduz os impactos negativos, mas também contribui para a conservação dos recursos naturais e a mitigação das mudanças climáticas.

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Gleysson B. Machado

Gleysson B. Machado

Sou especialista em transformar problemas ambientais em negócios sustentáveis. Formado em Dip. Ing. Verfahrenstechnik (Eng. Química) pela Universidade de Ciências Aplicadas de Frankfurt/M na Alemanha com especialização e experiência em Tecnologias para geração de Energia e Engenharia Ambiental. Larga experiência em Resíduos Sólidos com foco em Biodigestores Anaeróbios
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