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maio 4, 2016
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SusTenTeCH – Nova aposta da EnviTeSB e Portal Resíduos Sólidos

A sociedade do futuro é a sociedade do conhecimento, mas pouco se investe em Pesquisa e Desenvolvimento no Brasil

Desde que traçadas as metas e seguido os planos para atingir os objetivos, é possível lançarmos novos mercados pelo conhecimento que produzimos. Mesmo em um país tão difícil como o Brasil. Os principais obstáculos para a produção modernizada e competitiva de muitos setores do mercado brasileiro, são os problemas estruturais da Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), como a baixa inserção do país nas Cadeias Globais de Valor (CGVs) e as barreiras políticas e culturais impostas ao investimento.

Os indicadores de inovação estão diretamente ligados ao nível de atividade econômica do país. Com a redução nas taxas de crescimento, a demanda cai, a produção diminui e as empresas tendem a cortar investimentos. A área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) costuma ser bastante prejudicada, já que os custos com inovação são altos, assim como os riscos de o resultado esperado não ser alcançado.

No Global Innovation Index (GII) de 2015, o Brasil caiu da 66ª posição para a 70ª colocação, entre 141 países analisados, ficando atrás dos vizinhos Uruguai, Colômbia e Chile. Tal índice é responsável por mensurar e acompanhar a inovação e outros indicadores de desempenho dos países. No nosso caso, o Brasil perde muitos pontos nos itens “ambiente de negócios”, “facilidade de começar um negócio” e “facilidade de pagar impostos”. Outro indicador mensurado pelo relatório do GII, que se refere aos investimentos em P&D, colocou o Brasil na 33ª posição de 228 países analisados.

Ao comparar a proporção, relacionado ao PIB, do investimento em P&D no país, com os números de nações da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, organização internacional com 34 países que aceitam os princípios da democracia representativa e da economia de livre mercado) e de outros países da América Latina e do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), percebe-se que o Brasil só está acima de México, Argentina, Chile, África do Sul e Rússia, ficando muito distante de China e Coreia do Sul, por exemplo, nações que iniciaram muito recentemente o salto de desenvolvimento industrial. A China tornou-se, em 2011, o segundo maior investidor mundial em P&D.

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Relação de investimento em pesquisa e desenvolvimento pelo Estado e pela Iniciativa Privada no mundo.

Relação de investimento em pesquisa e desenvolvimento pelo Estado e pela Iniciativa Privada no mundo.

Dessa forma, a grande diferença entre o Brasil e os outros países desses grupos é o volume de investimento em Pesquisa e Desenvolvimento feito pela iniciativa privada.

No Brasil, 45,7% do gasto em P&D é feito pelas empresas, enquanto em vários países, mais dinâmicos tecnologicamente, como Estados Unidos, Alemanha, China, Coreia e Japão, chega a ser 75%, e o montante investido é sempre quase o triplo ou o quádruplo do brasileiro. O que demonstra que a participação do setor empresarial nos esforços tecnológicos brasileiros ainda está aquém dos níveis observados internacionalmente.

 

Dados do Banco Mundial e Global Innovation Index (GII, 2015)

Dados do Banco Mundial e Global Innovation Index (GII, 2015)

Os últimos dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) apontam para um investimento brasileiro anual em P&D em torno de R$ 64 bilhões, o que representa apenas 1,23% de seu PIB. O financiamento público respondeu por 54,7% deste montante. Enquanto isso, a China investiu 2% de seu PIB, os Estados Unidos desembolsaram 2,8% do PIB, e a Coréia do Sul, 4,36%, conforme figura acima.

Analisado o cenário, conclui-se que a maior participação das entidades representativas do setor privado no tema, certamente aumentaria a homogeneidade e competitividade de segmentos que ainda não deslancharam.

Contudo, a EnviTeSB / Portal Resíduos Sólidos, enxerga a importância da Pesquisa, Desenvolvimento e Ciência aplicada no dia-a-dia da Sociedade e das Organizações, no sentido de melhorar a qualidade de vida das pessoas e gerar riquezas ao nosso país. Além de ajudar a formar e informar cada vez mais cidadãos, com um “mindset” voltado para a Sustentabilidade.

Dessa forma, o intuito é disseminar a informação e ampliar nossas competências na economia do conhecimento, onde temos vantagens expressivas, tanto em termos de potencial produtivo quanto de domínio tecnológico; e, consequentemente, reduzir a brecha tecnológica, concentrando esforços em setores estratégicos.

Por esse motivo, foi criado o Concurso Cultural SusTenTeCH, com a missão de estimular além da criação, a preservação de conhecimento capaz de tornar o Brasil um país mais inteligente, socialmente justo e economicamente sustentável.

O Concurso Cultural SusTenTeCH vai receber trabalhos, artigos ou TCC´s, por meio de um cadastro, para promovê-los e publicá-los a cada trimestre, no Portal Resíduos Sólidos e no Facebook Tratamento de Resíduos Sólidos.

Serão escolhidos três participantes e os temas serão pré-definidos pela organização do concurso. Em sua grande maioria estarão ligados ao meio ambiente e às necessidades atuais do nosso país, população e comunidades, Brasil afora.

Em breve colocaremos no ar a primeira rodada do Concurso Cultural SusTenTeCH. Fiquem ligados, preparem seus trabalhos, artigos, TCC´s, que estavam na gaveta! Vamos começar esse intercâmbio de desenvolvimento.

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