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fevereiro 20, 2014
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Tratamento de resíduos de serviços de saúde

Descubra quais outras maneiras de tratamento de resíduos de serviço de saúde

Quais são requisitos mínimos exigidos para o tratamento de resíduos de serviços de saúde? Quais são os tipos de tratamento de resíduos de serviços de saúde? Como funciona a incineração de lixo hospitalar? Como funciona o processo de pirólise dos resíduos hospitalares? Como funciona um autoclave hospitalar? Como funciona o microondas de serviços de saúde? Como funciona a Radiação Ionizante de lixo hospitalar? Como é a Desativação Eletrotérmica de resíduos hospitalares? Como funciona o Tratamento Químico de resíduos do serviço de saúde? Descubra a seguir  quais são os principais tratamentos para os RSS…

Com toda a certeza os riscos de poluição atmosférica decorrentes do processo de incineração chamaram a atenção dos órgãos ambientais fiscalizadores. Assim buscou-se harmonizar o desenvolvimento econômico com a proteção à natureza, intensificou-se exigências técnicas quanto ao seu licenciamento. Contudo, acabou-se criando restrições econômicas que acarretaram em uma significativa perda de mercado. Já que houve a adoção de caríssimos sistema de tratamentos para os gases e efluentes líquidos

Por outro lado, esses fatores fomentaram novas pesquisas visando uma saída para o tratamento de resíduos de serviços de saúde. Em suma, novas tecnologias foram desenvolvidas, dando origem a diferentes processos comercialmente viáveis. Certamente, falaremos de maneira mais profunda, sobre cada um deles mais adiante.

“Estudos têm demonstrado que as pessoas mais bem-sucedidas tomam decisões depressa porque não têm dúvidas a respeito dos seus valores e do que realmente desejam para suas vidas.” (Tony Robbins)

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Quais são requisitos mínimos exigidos para o tratamento de resíduos de serviços de saúde?

Qualquer que seja a tecnologia de tratamento de resíduos hospitalares a ser adotada, ela terá que atender aos seguintes requisitos:

  • promover a redução da carga biológica dos resíduos, de acordo com os padrões exigidos. Ou seja, eliminação do bacillus stearothermophilus no caso de esterilização, e do bacillus subtyllis, no caso de desinfecção;
  • atender aos padrões estabelecidos pelo órgão de controle ambiental do estado para emissões dos efluentes líquidos e gasosos;
  • descaracterizar os resíduos, no mínimo impedindo o seu reconhecimento como lixo hospitalar;
  • processar volumes significativos em relação aos custos de capital e de operação do sistema. Com isso, passa a ser economicamente viável em termos da economia local.

Quais são os tipos de tratamento de resíduos de serviços de saúde?

Os processos comerciais disponíveis são: Incineração, Pirólise, Autoclavagem, Microondas, Radiação Ionizante, Desativação Eletrotérmica e Tratamento Químico.

1. Incineração de lixo hospitalar

A incineração é um processo de queima, na presença de excesso de oxigênio. Dessa forma os materiais à base de carbono são decompostos, desprendendo calor e gerando um resíduo de cinzas. Assim, o excesso de oxigênio empregado na incineração é de 10 a 25% acima das necessidades de queima dos resíduos.

Em grandes linhas, um incinerador é um equipamento composto por duas câmaras de combustão. Na primeira os resíduos são queimados a temperatura que varia entre 800 e 1000°C, transformando-os em gases, cinzas e escória. Então na segunda câmara, os gases provenientes da combustão inicial são queimados a temperaturas da ordem de 1200 a 1400°C.

Os gases da combustão secundária são rapidamente resfriados para evitar a recomposição das extensas cadeias orgânicas tóxicas. Em seguida são tratados em lavadores, ciclones ou precipitadores eletrostáticos, antes de serem lançados na atmosfera através de uma chaminé. Dessa maneira, como a temperatura de operação não é suficiente para fundir e volatilizar os metais, estes podem ser separados das cinzas e recuperados para comercialização.

Para os resíduos tóxicos contendo cloro, fósforo ou enxofre, além de necessitar maior permanência dos gases na câmara (dois segundos). São precisos sofisticados sistemas de tratamento para que estes possam ser lançados na atmosfera. Contudo, os resíduos compostos por carbono, hidrogênio e oxigênio necessitam somente de um eficiente sistema de remoção do material particulado.

Por fim, existem diversos tipos de fornos de incineração. Os mais comuns são os de grelha fixa, de leito móvel e o rotativo.

1.1 Incineradores de Grelha Fixa

Nesse processo, os resíduos são lançados sobre uma grelha fixa, onde são queimados. Além disso o ar é introduzido sobre a grelha de modo a minimizar o arraste das cinzas. Então as cinzas caem através dos orifícios da grelha num cinzeiro, de onde são removidas mecanicamente ou por via úmida.

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Assim, para garantir o excesso de oxigênio necessário à completa combustão dos resíduos e dos gases, o fluxo de ar é feito por meio de um exaustor colocado antes da chaminé.

1.2 Incineradores de Leito Móvel

São formados por peças de ferro fundido posicionadas em degraus e ligadas a um sistema hidráulico. Dessa maneira proporciona ao leito o movimento de vaivém. Conduzindo assim o lixo desde a porta de acesso até o fosso de remoção de cinzas e escórias.

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Sobretudo, o leito de combustão é dividido em três seções: onde primeira tem a finalidade de secar os resíduos. Já a segunda e terceira seção efetuam a completa queima dos mesmos. Além disso o ar de combustão do forno é suprido por dois sopradores de ar. Sendo um para forçar a admissão do ar por sob os resíduos (ar sob fogo). Por fim, há outro que força a introdução do ar por sobre os resíduos (ar sobre fogo).

A saber, as cinzas e escórias oriundas da queima do lixo são descarregadas continuamente dentro de um fosso situado debaixo do forno. No fosso, as cinzas e escórias escaldadas são removidas mecanicamente ou por via úmida.

1.3 Fornos Rotativos

Apesar de servirem para destruir termicamente os resíduos infectantes, os fornos rotativos são mais utilizados para resíduos industriais Classe I. São incineradores cilíndricos, com diâmetro da ordem de quatro metros e comprimento de até quatro vezes o diâmetro. São montados com uma pequena inclinação em relação ao plano horizontal.

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A entrada é feita na extremidade mais elevada obrigando assim os resíduos a se moverem lentamente para baixo devido à rotação do cilindro. Então os gases gerados passam para uma câmara secundária de queima onde estão instalados os queimadores de líquidos e gases. O fluxo dos gases resultantes da queima é então dirigido aos trocadores de calor e aos equipamentos de lavagem.

2. Pirólise

De fato a pirólise também é um processo de destruição térmica, como a incineração. Contudo, com a diferença de absorver calor e se processar na ausência de oxigênio. Nesse processo, os materiais à base de carbono são decompostos em combustíveis gasosos ou líquidos e carvão.

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Os pirolisadores são muito utilizados no tratamento dos RSS, onde o poder calorífico dos resíduos mantém uma determinada temperatura no processo. Assim os modelos de câmara simples, onde a temperatura gira na faixa dos 1.000°C. Temos também os de câmaras múltiplas, com temperaturas entre 600/800°C na câmara primária, e entre 1.000/1.200°C na secundária. Estes podem ser dotados de sistema de alimentação automática (contínua) ou semi-automática (em bateladas). E possuem queimadores auxiliares que podem operar com óleo combustível ou a gás.

Suas grandes vantagens são:

  • garantia da eficiência de tratamento, quando em perfeitas condições de funcionamento;
  • redução substancial do volume de resíduos a ser disposto (cerca de 95%).

Suas principais desvantagens são:

  • custo operacional e de manutenção elevado;
  • manutenção difícil, exigindo trabalho constante de limpeza no sistema de alimentação de combustível auxiliar, exceto se for utilizado gás natural;
  • elevado risco de contaminação do ar, com geração de dioxinas decorrentes da queima de materiais clorados existentes nos sacos de PVC e desinfetantes;
  • risco de contaminação do ar pela emissão de materiais particulados;
  • elevado custo de tratamento dos efluentes gasosos e líquidos.

Sem dúvida a incineração e a pirólise não resolvem integralmente o problema da destinação dos resíduos de serviços de saúde. Havendo assim a necessidade de se providenciar uma disposição final adequada para as cinzas e para o lodo resultante do tratamento dos gases.

3. Autoclave hospitalar

Primordialmente utilizado na esterilização de material cirúrgico, este processo foi adaptado e desenvolvido para a esterilização de resíduos.

Em outras palavras, consiste em um sistema de alimentação que conduz os resíduos até uma câmara estanque. No qual é feito vácuo e injetado vapor d’água (entre 105 e 150°C) sob determinadas condições de pressão.

Os resíduos permanecem nesta câmara durante um determinado tempo até se tornarem estéreis. Ao fim do processo ocorre o descarte da água por um lado e dos resíduos pelo outro.

Certamente esse processo apresenta as seguintes vantagens:

  • custo operacional relativamente baixo;
  • não emite efluentes gasosos e o efluente líquido é estéril;
  • manutenção relativamente fácil e barata.

Em contrapartida, apresenta as seguintes desvantagens:

  • não há garantia de que o vapor d’água atinja todos os pontos da massa de resíduos, salvo se houver uma adequada trituração prévia à fase de desinfecção;
  • não reduz o volume dos resíduos, a não ser que haja trituração prévia;
  • processo em batelada, não permitindo um serviço continuado de tratamento.

4. Microondas de resíduos de serviços de saúde

Nesse processo os resíduos são triturados, umedecidos com vapor a 150ºC e colocados continuamente num forno de microondas. No qual há um dispositivo para revolver e transportar a massa, assegurando assim que todo o material receba uniformemente a radiação de microondas.

Descubra quais outras maneiras de tratamento de resíduos de serviço de saúde

As vantagens desse processo são:

  • ausência de emissão de efluentes de qualquer natureza;
  • processo contínuo.

As principais desvantagens são representadas pelos seguintes aspectos:

  • custo operacional relativamente alto;
  • redução do volume de resíduos a ser aterrado obtida somente na trituração.

5. Radiação Ionizante de lixo hospitalar

Nesse processo os RSS são expostos à ação de raios gama gerados por uma fonte enriquecida de cobalto 60 que torna inativo os microorganismos.

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Esse processo apresenta as seguintes desvantagens em relação aos processos anteriores:

  • eficiência de tratamento questionável, uma vez que há possibilidades de nem toda a massa de resíduos ficar exposta aos raios eletromagnéticos;
  • necessidade de se dispor adequadamente a fonte exaurida de cobalto 60 (radioativa).

Suas vantagens referem-se à ausência de emissão de efluentes de qualquer natureza pelo fato de ser um processo contínuo.

6. Desativação Eletrotérmica de resíduos hospitalares

Este processo consiste numa dupla trituração prévia ao tratamento, seguida pela exposição da massa triturada a um campo elétrico de alta potência. Sendo gerado por ondas eletromagnéticas de baixa freqüência, atingindo uma temperatura final entre 95 e 98°C.

Embora nesse processo não haja a emissão de efluentes líquidos e nem gasosos. Porém a redução de volume só é obtida pelo sistema de trituração.

As vantagens e desvantagens deste processo são as mesmas do processo de microondas. Com os agravantes pela dificuldade de manutenção do equipamento e a ausência de redução do volume. A não ser que se instale um sistema de trituração posterior ao tratamento.

7. Tratamento Químico de resíduos do serviço de saúde

Neste processo os resíduos são triturados e mergulhados numa solução desinfetante de hipoclorito de sódio, dióxido de cloro ou gás formaldeído. Dessa maneira a massa de resíduos permanece nesta solução por alguns minutos e o tratamento ocorre por contato direto.

No fim do processo os resíduos passam por um sistema de secagem gerando um efluente líquido. Então por apresentar propriedades nocivas ao meio ambiente o mesmo necessita ser neutralizado. Já as vantagens deste processo são a economia operacional e de manutenção, assim como a eficiência do tratamento dos resíduos. Em contrapartida as desvantagens são a necessidade de neutralizar os efluentes líquidos e a não-redução do volume do lixo.

Chegamos ao fim do nosso bate papo… Agora eu creio que você já tenha adquirido uma boa base inicial sobre o tratamento de resíduos de serviços de saúde.

O que seus amigos falariam se você conseguisse aliar a sua base construída com conhecimentos em consultoria e empreendedorismo? Como você se sentiria se fosse visto por todos como um profissional bem sucedido em tratamento de lixo hospitalar? Tudo o que você precisa para isso está no curso de ELABORAÇÃO DE PLANOS DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS.

REFERÊNCIAS

Artigo atualizado em 20 de agosto de 2018, pelo Engº Ambiental e Sanitarista André Luis Ferreira

 

 

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About Gleysson B. Machado

Gleysson B. Machado

Sou especialista em transformar problemas ambientais em negócios sustentáveis. Formado em Dip. Ing. Verfahrenstechnik (Eng. Química) pela Universidade de Ciências Aplicadas de Frankfurt/M na Alemanha com especialização e experiência em Tecnologias para geração de Energia e Engenharia Ambiental. Larga experiência em Resíduos Sólidos com foco em Biodigestores Anaeróbios

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1 Comments

  • julio cesar cavasin
    2014-04-24 12:37

    Discordo da avaliação feita ao tratamento de RSS por desativação eletrotérmica, uma vez que feita a trituração o volume é reduzido, na minha planta o volume é reduzido em 80% .
    Caso queiram conhecer estamos a disposição.

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